O Patriarca de Lisboa participou, nesta segunda, dia 7 de abril, na sessão inaugural do Seminário Internacional de Estudos Globais – Série ‘Diálogo Inter-Religioso’, integrada no ciclo ‘Conferências Globais’ da Universidade Aberta, abordando o tema ‘Urgências e Desafios do diálogo inter-religioso para a construção de uma globalização de rosto humano’.
A sessão foi promovida pelo Centro de Estudos Globais da Universidade Aberta, em parceria com o LusoGlobe, centro de investigação da Universidade Lusófona, e teve lugar no salão nobre da Universidade Aberta, no Palácio Ceia, em Lisboa, tendo iniciado com as boas-vindas da reitora, Carla Padrel de Oliveira, que saudou o Patriarca. Em seguida, D. Rui Valério dirigiu a sua intervenção, sublinhando que “os transcendentais não dependem de contingências”, ou seja, “a verdade, a beleza e a bondade não mudam, independentemente do tempo ou do local”. “O diálogo também se funda no ethos, isto é, o ser humano é um valor porque não pode não ser. A ética está mal se for necessário buscar justificações”, manifestou. Neste sentido, destacou que “a terceira justificação é antropológica: cada ser humano é bom, é belo, é verdadeiro e acalenta o desejo de unidade”. “Estes três aspetos são transversais a todas as tradições religiosas: não há uma conceção negativa ou derrotista do ser humano”, reforçou, propondo ainda um “quarto vetor: a transcendência”. “O outro leva-me sempre a vê-lo como irmão”. Salvar o ser humano A sessão, coordenada por Porfírio Pinto (Centro de Estudos Globais - Universidade Aberta), contou com o comentário crítico de Khalid Jamal (comentador e membro da Comunidade Islâmica de Lisboa), Elsa Pereira (da Aliança Evangélica Portuguesa) e Fabrizio Boscaglia (coordenador da base de dados do Património Islâmico em Portugal e subdiretor do Mestrado em Ciência das Religiões da Universidade Lusófona). Questionado sobre ‘Quais os grandes desafios hoje para todas as religiões?’, o Patriarca de Lisboa respondeu que “o que está em causa, em todas as religiões, é a salvação”. “Hoje, é necessário salvar o ser humano. A cultura e a mentalidade em que nos movemos hoje é onde emergiu a afirmação da tecnologia. Procura-se um ser humano que exista de acordo com aquilo que são as características da tecnologia. Se hoje o ser humano tem de ser salvo, é disso mesmo: de ser um homem unicamente tecnológico. A religião pode assumir o papel de lembrar que o ser humano é muito mais que aquilo que produz: valemos muito mais que isso”, assegurou. Para D. Rui Valério, “o diálogo inter-religioso emerge como plataforma que possibilita um percurso de fraternidade e inclusão”. “Importa estabelecer o ponto de partida: a cultura”, referiu. A religião “pode ser transformadora da cultura” e “é neste campo que se move o diálogo”. “O apelo à cultura centra o diálogo no sujeito que é o ser humano”, frisou. Depois da intervenção do Patriarca de Lisboa, houve um tempo de diálogo com as diversas intervenções de representantes da Igreja Evangélica e da Comunidade Islâmica.![]() |
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