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À procura da Palavra
Famílias “Sagradas”
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SAGRADA FAMÍLIA DE JESUS, MARIA E JOSÉ Ano B
“O Menino crescia, tornava-Se robusto
e enchia-Se de sabedoria.”
Lc 2, 40


O que somos nós, sem uma família? Verdade basilar da nossa condição humana, com mais defeitos ou virtudes, ela é o espaço do crescimento e do afecto, do envio e do regresso, do trivial e do sagrado. Talvez hoje estejamos todos um pouco preocupados com o seu futuro! Creio que, com a multiplicidade de modelos, este foco de amor e verdade será sempre fundamental na história de cada pessoa. É por isso que, hoje, quero olhar e saborear as muitas "sagradas famílias" que formamos!

São incontáveis os testemunhos quotidianos de tantas mães como Maria, pais como José e filhos como Jesus de Nazaré. E não nos encanta a infinita confiança do Pai ao confiar o Filho à inexperiência de pais de José e Maria? Sem pediatras nem psicólogos (ainda bem que hoje os há, para aquilo que lhes compete), estes pais aprenderam a sê-lo como todos os demais. A querer o melhor para Jesus Menino, sem ocultar que a vida tem as suas agruras e nem sempre o caminho mais fácil é o que faz crescer. A ensinar-lhe a sabedoria simples dos pobres e a aprender dele tudo o que os pais aprendem (pois não somos sempre aprendizes diante de cada filho?) nesta “universidade familiar”.

Sim, hoje é mais um dia para dar graças pela nossa família. Nela encontramos o sagrado entre “tachos e panelas”, feito de trabalho e cansaço, de discussões e opiniões diferentes, de protecção e serviço, de diálogo e partilha, de pão e de festa, de sofrimento que enfrentamos e vencemos juntos. Quantos sinais de um amor pleno de entrega em tantos pais, mães e filhos! E Deus não está aí? Não se faz presente nas velas de esperança e compromisso? Que bom Deus ver as infinitas “velas” de carinho e amor verdadeiro, senão mesmo de oração, que cada família (a “Igreja doméstica”, na feliz expressão do Vaticano II) coloca no seu altar quotidiano. Obrigado, Senhor, pela minha, pelas nossas, por todas as “sagradas famílias”!

Coincide, este ano, a Festa da Sagrada Família com o último dia de 2023. Com o drama de muitas famílias revestidas do sofrimento de guerras, de migrações, de miséria. Para o Dia Mundial da Paz que amanhã se assinala, o Papa Francisco convida o mundo a reflectir sobre “a inteligência artificial e a paz”. Com um pedido: “que o rápido desenvolvimento de formas de inteligência artificial não aumente as já demasiadas desigualdades e injustiças presentes no mundo, mas contribua para pôr fim às guerras e conflitos e para aliviar muitas formas de sofrimento que afligem a família humana.” Não foi para fazer de toda a humanidade uma só família, que Jesus nasceu para nós?

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