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O Papa vem até nós?
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…é Jesus que te está a chamar! (III)

Em pleno tempo pascal e a menos de 15 dias da chegada do Papa Bento XVI ao nosso país e à nossa Diocese, proponho hoje à nossa meditação o terceiro texto bíblico referente ao ministério de Pedro na Igreja do Senhor:

“Disse-lhes Simão Pedro: «Vou pescar.» Eles responderam-lhe: «Nós também vamos contigo.» Saíram e subiram para o barco, mas naquela noite não apanharam nada. Ao romper do dia, Jesus apresentou-se na margem, mas os discípulos não sabiam que era Ele. Jesus disse-lhes, então: «Rapazes, tendes alguma coisa para comer?» Eles responderam-lhe: «Não.» Disse-lhes Ele: «Lançai a rede para o lado direito do barco e haveis de encontrar.»

Lançaram-na e, devido à grande quantidade de peixes, já não tinham forças para a arrastar.

Então, o discípulo que Jesus amava disse a Pedro: «É o Senhor!» Simão Pedro, ao ouvir que era o Senhor, apertou a capa, porque estava sem mais roupa, e lançou-se à água. (…) Depois de terem comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: «Simão, filho de João, tu amas-Me mais do que estes?» Pedro respondeu: «Sim, Senhor, Tu sabes que eu Te amo.» Jesus disse-lhe: «Apascenta os meus cordeiros.» Voltou a perguntar-lhe uma segunda vez: «Simão, filho de João, tu amas-Me?» Ele respondeu: «Sim, Senhor, Tu sabes que eu Te amo.» Jesus disse-lhe: «Apascenta as minhas ovelhas.» E perguntou-lhe, pela terceira vez: «Simão, filho de João, tu amas-Me?» Pedro ficou triste por Jesus lhe ter perguntado, à terceira vez: ‘Tu amas-Me?’ Mas respondeu-lhe: «Senhor, Tu sabes tudo; Tu bem sabes que eu Te amo!» E Jesus disse-lhe: «Apascenta as minhas ovelhas.”

(Jo 20, 3-7.15-17)

 

A primeira coisas que o texto nos diz é que o encontro com Jesus Ressuscitado acontece nas realidades concretas da vida e não apenas nas coisas piedosas ou religiosas. Pedro e os apóstolos tinham voltado a pescar, tinham voltado à sua velha actividade… É precisamente aí que Jesus sai ao seu encontro e se apresenta para os chamar à refeição.

 

Dois mil anos depois é Pedro que, como sacramento vivo de Cristo, se apresenta à beira da água, na nossa cidade de Lisboa, vindo ao encontro das nossas vidas, com nossas ocupações e trabalhos, para nos convidar à refeição e ao encontro com o mesmo Jesus Ressuscitado.

Porque recebeu a missão de apascentar o rebanho de Deus, Pedro vem em busca das ovelhas para as conduzir à refeição que o Senhor tem para elas preparada. E traz as mesmas “credenciais” com que Jesus se apresentou junto ao mar e tornou evidente o que no início ninguém reconheceu: que era mesmo Ele.

 

Em primeiro lugar Pedro apresenta-se com a Palavra de Deus, recebida, meditada e vivida ao longo dos séculos e agora oferecida a nós. A mesma Palavra que tantas vezes se mostrou viva e eficaz, capaz de desbloquear a aridez e o insucesso e proporcionar pesca abundante. O Papa vem trazer-nos essa Palavra, que intenta ser surpresa de Deus na vida de cada um.

 

Em segundo lugar, Pedro apresenta-se como garante da memória e da unidade do acontecimento de salvação desde Jesus Cristo até hoje. Pedro viveu na sua experiência pessoal essa unidade entre história e fé, entre chamamento e missão. A pesca milagrosa depois da Ressurreição que o envia como pastor evoca e renova a primeira pesca milagrosa na qual fora chamado a ser discípulo do Senhor. Por isso o Papa vem até nós para nos inserir nessa unidade de história e fé que é a salvação de Cristo a acontecer no tempo e no espaço, desde Jesus até hoje e no concreto da existência de cada um.

 

Em terceiro lugar, Pedro vem oferecer-nos o testemunho da Igreja, a comunidade dos discípulos que Jesus ama e que conhecem o palpitar do seu coração. Nesse testemunho o próprio Pedro experimenta a certeza alegre e inabalável de ser o Senhor quem o espera na margem… assim lança-se sem hesitar e torna-se aquele que indo à frente prepara a chegada dos que vêm carregados com os fardos do trabalho e da vida. Por isso o Papa vem trazer-nos o testemunho de fé e unidade da Igreja e espera por nós na margem, com o Senhor, onde poderemos alimentar-nos.

 

Por tudo isto é que não podemos ficar em casa.

Não é o mesmo estar junto à margem com o Senhor e Pedro, ou em casa a ver pela televisão.

Não é o mesmo carregar o peso do trabalho e da vida mas depositá-lo na refeição, ou não se meter em multidões e confusões mas ficar com o peso todo em casa a prender e magoar.

Não tenhamos dúvidas:

Para a nossa diocese, esta será uma hora de graça!

Para todos os que estiverem presentes, esta será uma hora de graça!

 

Coragem! Levanta-te que é Jesus que te está a chamar! (cf. Mc 10, 49)

 

 

Agenda

1 de Maio – Festa do Seminário de S.José de Caparide

4 de Maio – Terça.com… vocação – rapazes e raparigas

11 a 14 de Maio – Visita do Papa Bento XVI a Portugal (Eu Acredito)

18 de Maio – Terça.com… namorados

22 de Maio – Vigília de Pentecostes na Sé de Lisboa (Itinerário Juvenil)

25 de Maio – Terça.com… a Palavra

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