O pároco do Parque das Nações, em Lisboa, deu testemunho no Simpósio do Clero, em Fátima, e partilhou a sua experiência sobre a “vivência da sinodalidade”. “O que eu acho que é novo é a terminologia, porque a prática efetivamente vem sendo experimentada há uns anos, nomeadamente com toda a novidade que o Concílio Vaticano II veio implementar na vida da Igreja e tornando os leigos participantes ativos e dando um relevo e importância aos sensus fidei, no sentido que a Igreja não seja tão piramidal mas muito mais circular, muito mais comunitário”, observou o cónego Paulo Franco, em declarações à Agência Ecclesia. O sacerdote do Patriarcado de Lisboa, que é também vigário da Vigararia de Lisboa II, explicou ainda que nos órgãos que aconselham “a decisão da autoridade eclesiástica” a participação já acontece, e exemplifica com os “órgãos próprios da função consultiva”, seja dos bispos no governo da diocese, seja dos párocos nas paróquias, “dos conselhos pastorais, dos conselhos de assuntos pastorais, ou similares”. “As várias sensibilidades da vida da Igreja, da sua multiplicidade, acabam por se fazer presentes. Quando essa escuta acontece, a decisão e o caminho que se percorre é também fruto dessa participação ou pelo menos desse sentir da Igreja na sua globalidade”, desenvolveu.
‘A Identidade relacional e ministério sinodal do presbítero’ foi o tema do 10.º Simpósio do Clero em Portugal, que decorreu de 29 de agosto a 1 de setembro, e foi organizado pela Comissão Episcopal Vocações e Ministérios. Na abertura, o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa assegurou que “não pode haver tolerância nem encobrimento de casos” de abusos sexuais na Igreja e apelou à “colaboração com as autoridades competentes”, destacando o trabalho da Comissão Independente. “Impõe-se um caminho claro no interior da Igreja e uma colaboração com as autoridades competentes”, referiu D. José Ornelas.
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