A notícia não é de hoje e passou despercebida a muitos. Em nome da inclusão, a Comissão Europeia teve em cima da mesa um documento que, para uma dita inclusão e diversidade, sugeria nas comunicações internas daquela estrutura que fosse abolida, entre outras, a palavra ‘Natal’. Este documento, da autoria da comissária Helena Dalli, da ilha de Malta, previa ainda outras mudanças como “evitar descrever pessoas como casadas ou solteiras”, “não escolher nomes típicos de uma religião, como Maria e José”. “Maria e José são um casal internacional? Não, não. Prefira Malika e Júlio que são um casal internacional”, sugere. “Não presuma que todos são cristãos. Em vez de dizer ‘a época do Natal pode ser stressante’, o recomendando é ‘a época das festas pode ser stressante’”. Outro exemplo caricato da proposta desta comissária passava por referir-se à mulher como “pessoa com colo do útero”, “pessoa com vagina” ou “pessoa que menstrua”. Helena Malli propunha ainda que não fossem usados termos que, segundo a própria, podem ter “conotações negativas”, como o falar em “colonização de Marte”. Em vez dessa expressão, deveria ser usada a forma “enviar humanos para Marte”.
Em resposta a estas alterações na comunicação, e de forma especial à omissão da palavra ‘Natal’, propostas por esta comissária, o Papa Francisco, no regresso da viagem que fez ao Chipre e à Grécia, afirmou aos jornalistas que “a União Europeia deve assumir os ideais dos Pais fundadores, que eram ideais da unidade, de grandeza, e estar atenta para não abrir caminho para a colonização ideológica”. Segundo o Papa Francisco, “deve ser respeitada a diversidade dos países e não querer uniformizar”, referiu.
Esta ideia peregrina desta comissária é apenas um exemplo do tempo em que vivemos onde, com o pretexto de uma igualdade ideológica, se querer a inclusão, acabando-se por excluir, marginalizar, colocando de lado uma história e uma cultura. A inclusão deixa de o ser quando exclui ou quando impõe a todos uma forma de ser ou de estar.
Enfim, barbaridades que, devido à polémica que geraram, foram retiradas segundo a autora “para serem trabalhadas”. “Está tudo doido”, terá dito um funcionário da Comissão Europeia. É bem verdade!
Editorial, pelo P. Nuno Rosário Fernandes, diretor
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