Por proposta do Papa Francisco, a Igreja está a iniciar um processo de reflexão interna que tem por objetivo crescer como Igreja sinodal. Isto é, uma Igreja que caminha em conjunto, que se abre, que escuta, que é capaz de discernir caminhos para chegar a todos.
Ao longo da história, têm sido muitos os Sínodos dos Bispos que têm levado a transformações, mudanças, crescimentos, amadurecimentos na concretização da missão, que não é nova, mas que tem mais de dois mil anos de caminho. Este Sínodo que agora começa a ser preparado em todo o mundo, e no qual todo o Povo de Deus é convidado a participar, quer ajudar a uma tomada de consciência interna de que a Igreja não é a hierarquia, mas todos os batizados formam a Igreja.
Se por vezes há a ideia de que a Igreja está demasiado clericalizada e fechada e que tudo depende das estruturas clericais, este Sínodo pode ser ocasião para que toda a Igreja acorde e sinta que a missão não é apenas de alguns, mas de todos, e que todos são chamados a fazer e a ser missão.
O Concílio Vaticano II veio relevar o papel dos leigos na Igreja, mas, talvez por culpa nossa, dos padres, ou até mesmo dos próprios leigos, há ainda dificuldade nessa integração e responsabilização. Por um lado, muitos de nós, padres, poderemos ser ciosos do nosso ‘quintal’ e do poder que eventualmente teremos para governar o que deve ser pastoreado. Por outro, se conhecemos exemplos muito gratificantes e edificantes de leigos empenhados na missão, muitos outros vivem a sua fé “morna”, como já tem referido o Papa Francisco, acomodados e instalados nas suas vidas.
O desejo desta caminhada sinodal é o de conseguir chegar a todos, e dar a possibilidade, a todos, de se poderem pronunciar, de sentirem que o caminho conjunto implica o compromisso e a responsabilidade de todos, e não só de alguns. Fazer caminho de sínodo significa que cada voz é importante para se fazer ouvir, com vista à construção de uma Igreja que seja cada vez mais de todos e para todos. Porque não é o senhor prior quem sabe para decidir, mas são todos que podem decidir com o senhor prior.
Este Domingo, a Igreja celebra o Dia Mundial das Missões, e a mensagem proposta pelo Papa Francisco, com o tema ‘Não podemos calar o que vimos e ouvimos’, extraído do livro dos Atos dos Apóstolos, ajuda a perceber, também, o essencial desta caminhada sinodal. Que a boa notícia que é o Evangelho, possa chegar ao mundo inteiro com a vida e a voz de cada um.
Editorial, pelo P. Nuno Rosário Fernandes, diretor
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