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Papa Francisco pede orações pela visita ao Iraque
“Oremos para que esta seja uma boa viagem”
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O Papa Francisco pediu orações para que a sua viagem ao Iraque, de 5 a 8 de março, possa acontecer, e considerou que não se pode “desiludir” novamente o povo iraquiano, depois de João Paulo II ter sido impedido de visitar este país do Médio Oriente.

“Depois de amanhã, se Deus quiser, irei ao Iraque para uma peregrinação de três dias. Durante muito tempo desejei conhecer aquele povo que tanto sofreu; conhecer aquela Igreja mártir na terra de Abraão. Juntamente com os outros líderes religiosos, daremos também mais um passo em frente na fraternidade entre os crentes. Peço-vos que acompanheis esta viagem apostólica com a oração, para que ela se realize da melhor maneira possível e dê os frutos esperados. O povo iraquiano está à nossa espera; esperava São João Paulo II, que foi proibido de ir. Não podemos desiludir um povo pela segunda vez. Oremos para que esta seja uma boa viagem”, pediu o Papa, na audiência-geral desta quarta-feira, 3 de março.

 

 

O apelo ao diálogo em Myanmar

Na biblioteca do Palácio Apostólico, no Vaticano, Francisco deixou ainda um apelo ao diálogo em Myanmar, nação do sudeste asiático que viveu um golpe militar de 1 de fevereiro. “Do Myanmar continuam a chegar notícias tristes de confrontos sangrentos com perda de vidas humanas. Gostaria de chamar a atenção das autoridades envolvidas para o facto de que o diálogo deve prevalecer sobre a repressão e a harmonia sobre a discórdia. Apelo também à comunidade internacional a trabalhar para assegurar que as aspirações do povo de Myanmar não sejam sufocadas pela violência. Que aos jovens daquela amada terra seja concedida a esperança de um futuro onde o ódio e a injustiça abram caminho ao encontro e à reconciliação. Repito, por fim, o desejo expresso há um mês: que o caminho para a democracia, empreendido nos últimos anos pelo Myanmar, possa ser retomado através do gesto concreto da libertação dos vários líderes políticos presos”, desejou.

 

“Jesus é uma porta que se nos abre!”

Na catequese da audiência-geral, o Papa sublinhou que “a oração abre os nossos corações à Santíssima Trindade”, para recordar que “foi Jesus” quem “nos abriu o Céu e introduziu na relação com Deus”. “Graças à sua humanidade, tornou-se manifesta e acessível aos homens a própria vida da Trindade. Vendo-O rezar a seu Pai, os discípulos pediram-Lhe: «Senhor, ensina-nos a rezar». É que não sabíamos sequer como rezar, ou seja, quais palavras, sentimentos e atitudes nossas poderiam ser apropriadas para Deus”, destacou.

Neste sentido, segundo o Santo Padre, “dialogar com Deus é uma graça”. “Nós não somos dignos, não temos qualquer direito para o reivindicar… Jesus é uma porta que se nos abre! Com o exemplo da sua vida, Jesus fez-nos intuir um pouco do mistério da Trindade divina que é a origem e a alegria de todo o universo, convidou-nos a entrar naquele abismo de benevolência entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Verdadeiramente não podíamos esperar vocação mais alta: a humanidade de Jesus pôs à nossa disposição a vida da Santíssima Trindade”, observou o Papa Francisco, no encontro que foi transmitido pela internet.

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