O Papa disse esta quarta-feira, na habitual audiência pública semanal, que oração tem a ver com tudo na vida e podemos fazê-lo “nas ruas, nos escritórios, nos meios de transporte”. “Quem reza é como o apaixonado, que traz sempre no coração a pessoa amada, onde quer que esteja”, apontou, no encontro na biblioteca do Palácio Apostólico, no Vaticano, neste dia 10 de fevereiro.
Segundo Francisco, neste diálogo contínuo com Deus, podemos incluir “cada alegria, cada tristeza, cada pensamento ou acontecimento” e, até, na inteligência humana. A oração “é uma janela aberta para o mistério e que se abre para toda a realidade” e que “infunde no coração humano uma esperança invencível: qualquer que seja a experiência que toque o nosso caminho, o amor de Deus pode transformá-la em bem”.
O Santo Padre insistiu que é no tempo presente, no quotidiano, que encontramos Deus. “Portanto, rezemos sempre, por tudo e por todos, pois a oração, quando feita segundo o Coração de Jesus, pode obter milagres”, garantiu.
No final da catequese, o Papa manifestou solidariedade para com as vítimas das inundações causadas pelo degelo de um glaciar, no norte da Índia, e saudou, especialmente, os muitos milhões de asiáticos que se preparam para celebrar o ano novo lunar, já na próxima sexta-feira, 12 de fevereiro. “Que o novo ano dê frutos de fraternidade e solidariedade” e que, “neste momento particular, em que há fortes preocupações sobre como enfrentar a pandemia que afeta, não apenas o corpo e a alma das pessoas, mas também influencia as relações sociais, faço votos para que todos possam gozar de plena saúde e serenidade de vida”, disse Francisco. “Ao convidar todos a rezarem pelo dom da paz e de todos os outros bens, recordo que estes se obtêm com bondade, respeito, grandeza de ânimo e coragem, sem nunca esquecer o cuidado preferencial pelos mais pobres e fracos”, acrescentou.
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