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‘3 DICAS’ – EMRC
“A disciplina que falta na escola, quando ela não existe”
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A Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) é “uma disciplina de proximidade”, que “marca a diferença” na escola e “abre novos horizontes”, ajudando “o aluno a encontrar-se com ele próprio e com os outros”. ‘EMRC’ foi tema do oitavo programa ‘3 DICAS’.

 

“Costumamos dizer que a EMRC é a disciplina que falta na escola quando ela não existe, para que de facto a educação seja integral”. Fátima Nunes é professora de Educação Moral e Religiosa Católica no Agrupamento de Escolas D. Luís de Ataíde, em Peniche, mas desde o ano letivo de 2009/2010 que se encontra em funções no Secretariado Diocesano do Ensino Religioso (SDER) de Lisboa, e esteve no ‘3 DICAS’ dedicado a esta disciplina, à forma como se adaptou às aulas à distância e à sua importância na educação integral dos alunos. “Faz parte de uma educação integral a dimensão espiritual, o apelar aos valores não só humanos, mas também cristãos, e sobretudo apelar a que estes valores estejam na vida dos nossos alunos. A nossa centralidade é, sem dúvida, a pessoa humana”, referiu esta professora, frisando que, “para um professor de Educação Moral, os alunos não são números, são pessoas”. “Esta disciplina ajuda o aluno a encontrar-se com ele próprio. Quanto mais ele se encontrar consigo próprio, mais encontra o outro. É importante, na vida dos alunos, que eles se encontrem consigo e com os outros, com os colegas. EMRC é sobretudo uma disciplina de proximidade”, acrescentou Fátima, sublinhando ainda que esta disciplina “marca a sua diferença” porque “propõe caminhos de reflexão sobre a pessoa, sobre a vida, e abre os novos caminhos e novos horizontes”.

No programa em direto, transmitido na noite do passado dia 1 de junho, esta colaboradora do SDER de Lisboa destacou ainda “o apoio”, ao nível “da partilha de materiais e de recursos pedagógicos”, que este secretariado tem procurado prestar aos docentes de EMRC para os “ajudar nesta nova modalidade de ensino a distância”. “Neste momento, temos cerca de três centenas de recursos disponíveis”, revelou Fátima Nunes, sublinhando ainda que o papel do SDER é “ouvir os colegas, nos desabafos, nos constrangimentos, nos desafios novos”, e “encorajá-los”, sendo “um reforço de apoio para enfrentar esta nova situação”.

 

Pais surpreendidos com a disciplina

João Barros, professor de EMRC no Agrupamento de Escolas Pedro Alexandrino, na Póvoa de Santo Adrião, Odivelas, está a lecionar, este ano, em todos os ciclos, do 1.º até ao Ensino Secundário e, ainda, a duas turmas de alunos profissionais, e referiu, no ‘3 DICAS’, que o ensino à distância tem sido “muito exigente” e “muito desafiante”, e que teve de “adaptar várias estratégias para cada ciclo”. “Com os alunos mais novos, a opção foi principalmente trabalhos e pequenas tarefas através do Classroom. Com os mais crescidos e os profissionais, optei por aulas via Zoom, semanais ou de 15 em 15 dias, intercalando com pequenas propostas de atividades que fui lançando neste tempo de confinamento. A maior preocupação foi estar ligado com os alunos, ou demonstrar que a escola não estava desligada dos alunos nesta fase”, assumiu, lembrando que “os professores de Educação Moral ainda sentem mais esta necessidade de manter uma ligação com os alunos”.

Neste tempo de confinamento, “estreitaram-se laços com os encarregados de educação”, nomeadamente “com os dos alunos mais novos”. “É curioso que muitos encarregados de educação nos disseram que não imaginavam que trabalhávamos desta forma com os filhos, com atividades tão giras e tão interessantes”, partilhou o professor João Barros, exemplificando com “a atividade do Dia da Mãe”. “Tive um feedback muito interessante. Várias mães deixaram uma mensagem de agradecimento, dizendo que tinha sido muito comovente a forma como os filhos apresentaram a proposta”, contou.

Sobre o que a pandemia pode mudar em termos de ensino, nos próximos anos letivos, este docente sublinhou que as aulas à distância “não são o sistema ideal para o futuro”, porque “criou muitas desigualdades”, mas salientou que “é o momento de aproveitar tudo o que foi feito agora, para colocar em utilização nos próximos tempos”. “O que se fez agora é para manter as nossas aulas de uma forma presencial”, considerou o professor João Barros.

 

EMRC “marca a diferença”

Esta emissão do ‘3 DICAS’ contou também com a participação de uma aluna desta disciplina, Leonor Rocha, estudante do 12.º ano da Escola Secundária de Peniche, que assumiu ter sido “um pouco difícil lidar” com as aulas à distância, devido à pandemia, em especial nesta disciplina que é “bastante prática” e “tão marcante”, pela “partilha” que fazem com os colegas. “Na verdade, nunca tínhamos lidado com esta maneira de aprender. Para nós, foi um pouco mais difícil porque tínhamos atividades planeadas, que ansiávamos, desde o início do ano. Refiro-me à peregrinação a Fátima, que se realiza todos os anos e que iria acontecer na primeira semana de abril e não foi possível. Este cancelamento deixou-nos desmotivados e tristes. Mas agora, com o hábito, porque já vão algumas semanas assim, e com o recurso ao Classroom, acaba por facilitar a aula síncrona”, salientou.

Sublinhando que a EMRC é uma disciplina que “marca a diferença”, esta jovem referiu que “são muitas” as saudades dos colegas, dos professores e do ambiente escolar. “A pandemia acabou por nos despertar para aquilo que era o nosso dia-a-dia e que não daríamos tanto valor. Depois desta pandemia, iremos dar valor a outras coisas que para nós eram banais no dia-a-dia”, observou.

Sobre os trabalhos da disciplina de EMRC durante o confinamento, Leonor destacou que a atividade que mais a marcou foi “uma recriação do encontro que iríamos ter no dia 1 de maio”. “Nesse dia, há a Missa dos finalistas do 12.º ano, e também dos alunos de Moral, e a professora Cristina decidiu juntar todos os finalistas e abrir também a comunidade para uma videoconferência, em que pudéssemos marcar o dia e não deixá-lo passar em vão. Não tivemos Missa, mas foi uma atividade que nos conseguiu manter na mesma motivados e felizes”, garantiu Leonor.

 

As ‘3 DICAS’

Nesta emissão dedicada à disciplina de ‘EMRC’, foi o professor João Barros quem deixou as três dicas.

- 1.ª DICA: “Para os alunos: atreve-te. Atreve-te a dizer ‘sim’, numa altura de renovação de matrícula. Atreve-te a abraçar o desafio de infinitas descobertas.”

- 2.ª DICA: “Para os professores: aproxima-te. Algo que tem a ver com o tema deste ano do secretariado. Estar próximo é a grande missão do professor de Educação Moral e Religiosa Católica. Estar próximo é ter cuidado, atenção e perceber a dimensão humana de cada um, de cada aluno no seu contexto, quer na sala de aula, quer num contexto de ensino à distância, como estamos a viver neste momento.”

- 3.ª DICA: “Para os encarregados de educação: acreditar. Acreditar neste projeto EMRC, um projeto que alicerça valores para a formação integral dos filhos. Acreditar que o ‘sim’ a EMRC é um ‘sim’ para a vida e ajuda a viver de forma mais plena.”

O próximo ‘3 DICAS’ vai ter lugar nesta próxima segunda-feira, dia 8 de junho, às 21h30, nos canais habituais.

 

 

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‘3 DICAS’ – O que é e o que já foi debatido

 

Em plena pandemia, o Jornal VOZ DA VERDADE lançou um programa semanal de entrevistas e debate sobre vários temas, intitulado ‘3 DICAS’. O formato é em direto, através de videoconferência, e é apresentado nos sites e nas páginas Facebook e YouTube do jornal e também do Patriarcado de Lisboa. “O objetivo é apresentar, de forma simplificada, o que se está a fazer e o que se prevê ser feito, em diversas pastorais, durante este tempo de covid-19. No final de cada programa, um dos intervenientes deixará três dicas com sugestões que podem ser seguidas pelo público”, explicava, na altura, o padre Nuno Rosário Fernandes, diretor do jornal.

Durante a suspensão da edição em papel do Jornal VOZ DA VERDADE, o ‘3 DICAS’ decorreu sempre às quartas-feiras, após o almoço. Nesta semana, com o regresso do semanário do Patriarcado, o programa passou a ser emitido nas noites de segunda-feira, às 21h30. Todas as sete emissões anteriores podem ser visualizadas em www.vozdaverdade.org, no link ‘3 DICAS’.

 

Catequese

A primeira emissão do ‘3 DICAS’, no dia 15 de abril, foi dedicada à ‘Catequese’ e contou com a participação do padre Tiago Neto, diretor do Sector da Catequese do Patriarcado de Lisboa, de Carolina Ribeiro, catequista na Paróquia do Parque das Nações, de Carlos Campos, catequista da Paróquia de Camarate, e ainda da adolescente Gabriela Pastilha, do 7.º ano da catequese da Paróquia do Parque das Nações. Nesta emissão de estreia, foi salientado como a “catequese conseguiu criar novas maneiras de estar e se fazer presente na vida das pessoas”.

 

Caridade

Uma semana depois, no dia 22, foi a ‘Caridade’ que esteve no centro da reflexão do ‘3 DICAS’, com o diretor do Departamento da Pastoral Sócio Caritativa do Patriarcado de Lisboa, cónego Francisco Crespo, a considerar que a Igreja deveria “criar um fundo de emergência que venha da generosidade dos nossos cristãos”. Este programa contou ainda com a participação de Rita Carvalho, do grupo ‘Amigos à Mão’, da Paróquia de Cascais, do almirante Luís Macieira Fragoso, presidente da Cáritas Diocesana de Lisboa, e também da nova diretora-geral da Comunidade Vida e Paz, Renata Alves.

 

Vocações

Em plena Semana de Oração pelas Vocações (26 de abril a 3 de maio), o programa ‘3 DICAS’ de 29 de abril teve como tema as ‘Vocações’, com o diretor do Sector de Animação Vocacional do Patriarcado a convidar “os cristãos e as paróquias a rezarem pelas vocações”. Esta emissão contou depois com os testemunhos de Ausenda Pires, que integra este serviço diocesano e é consagrada na Ordem das Virgens, de Joana Marques, que também colabora nesta pastoral, e de José Pereira, seminarista da Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus (Dehonianos), que estuda no Seminário de Alfragide.

 

Rezar online

Com a pandemia e os novos hábitos de oração dos cristãos, a quarta emissão do ‘3 DICAS’ foi dedicada ao ‘Rezar online’, tendo sido sublinhado, pelo reitor do Santuário de Nossa Senhora da Nazaré, padre Paolo Lagata, que as “transmissões online das celebrações são uma missão e um serviço para a Igreja”. No dia 6 de maio, o programa contou ainda com as intervenções de Pedro Jesus, do projeto ‘iVangelho’, da Paróquia de Monte Abraão, do padre José Luís Costa, pároco de Paço de Arcos, e do jovem André Ribeiro, animador do Movimento Juvenil de Massamá.

 

Fátima

No programa de 13 de maio, o tema do ‘3 DICAS’ só poderia ter sido… ‘Fátima’. A emissão contou com a participação do padre Paulo Serra, pároco do Gradil, Milharado e Vila Franca do Rosário, do frei Fabrizio Bordin, pároco de Santa Beatriz da Silva e de São Maximiliano Kolbe, da irmã Verónica Sousa, religiosa da Aliança de Santa Maria, que reside na Comunidade de Belém-Lisboa, e de Matilde Raposo, responsável pelo sector de Lisboa das Equipas de Jovens de Nossa Senhora. “Foi estupendo ver como Nossa Senhora é Mãe e como as pessoas a sentem verdadeiramente como Mãe”, foi a ideia central.

 

Família

Três famílias (Rute e João Casimiro, das Equipas de Nossa Senhora, Mariana e Francisco Borges Coutinho, da Paróquia do Estoril, e São e diácono José Paulo Romero, da Paróquia de Caldas da Rainha), de diferentes realidades eclesiais, deram testemunho no ‘3 DICAS’ de 20 de maio, sobre a ‘Família’, com o padre Duarte da Cunha, o assistente da Pastoral Familiar de Lisboa, a dirigir-se aos casais em rutura e a aconselhar a pedirem ajuda e a esperaram, sem desistirem do outro. “Estes tempos difíceis, de muita pressão, não são tempos para desistir do outro”, reforçou o sacerdote.

 

Regresso das Missas com fiéis

Na semana em que os cristãos puderam voltar às igrejas para celebrar a fé, a sétima emissão do ‘3 DICAS’, a 27 de maio, foi dedicada ao ‘Regresso das Missas com fiéis’, tendo sido sublinhado, por dois párocos (padre Hugo Gonçalves, pároco do Campo Grande, e padre Ricardo Franco, pároco da Lourinhã, entre outras), que as “novas equipas de acolhimento das igrejas estarão lá para ajudar e para segurança de todos”. O programa contou também com a presença de José Ramalho, da equipa de acolhimento da Paróquia da Benedita.

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