Papa |
Audiência-geral de quarta-feira, na Biblioteca do Palácio Apostólico
Papa convida a viver Semana Santa “com a Igreja inteira, em pensamento e de coração”
<<
1/
>>
Imagem

O Papa Francisco convidou os cristãos a viverem a Semana Santa em união com toda a Igreja. “Amados ouvintes de língua portuguesa, a todos saúdo e convido a viver com a Igreja inteira, em pensamento e de coração, a próxima Semana Santa, que coloca diante dos nossos olhos a Cruz onde Jesus assumiu e suportou toda a tragédia da humanidade. Não podemos esquecer as tragédias dos nossos dias, porque a Paixão do Senhor continua no sofrimento dos homens. Que os vossos corações encontrem, na Cruz de Cristo, apoio e conforto no meio das tribulações da vida; abraçando a Cruz como Ele, com humildade, confiança e abandono filial à vontade de Deus, tereis parte na glória da Ressurreição”, assegurou o Papa, na audiência-geral de quarta-feira, 1 de abril, ao dirigir-se, de forma especial, aos fiéis de língua portuguesa.

Na Biblioteca do Palácio Apostólico, no Vaticano, o Santo Padre dedicou a catequese da audiência-geral à sexta Bem-aventurança, referida no Evangelho de Mateus, onde é “prometida a visão de Deus”, o que, segundo o Papa, requer “a pureza do coração”. “Para podermos contemplar Deus, é preciso entrar dentro de nós mesmos e dar espaço a Ele, pois, como diz Santo Agostinho, «Deus é mais íntimo a mim mesmo do que eu próprio». Segundo a conceção bíblica, o coração é este espaço interior da pessoa, onde ela aparece e se revê em toda a sua verdade. E uma pessoa bem ciente do que é, vive na presença do Senhor, conservando no coração só o que é digno d’Ele. Por outras palavras, um coração puro reconhece a parte de si mesmo que está sob o influxo do mal, arrepende-se do mal cometido e tudo faz para colocar também essa parte sob o impulso e guia do Espírito Santo. Por este caminho do coração, chegamos a ver Deus. Nesta visão beatífica, há uma dimensão futura, escatológica: é a alegria do Reino dos Céus, para a qual caminhamos. Mas há também a dimensão presente: ver Deus significa ler os seus desígnios naquilo que nos acontece, reconhecer a presença d’Ele nos Sacramentos e nos irmãos, sobretudo pobres e doentes. Assim, esta Bem-aventurança é o fruto das anteriores: se procurarmos saciar a sede de bem que nos habita e vivermos de misericórdia para com os outros, estamos num caminho de libertação que dura a vida inteira e nos conduz ao Céu. «Felizes os puros de coração, porque verão a Deus»”, referiu Francisco.

 

texto por Diogo Paiva Brandão
A OPINIÃO DE
Tony Neves
O Gabão acolheu-me de braços e coração abertos, numa visita que foi estreia absoluta neste país da África central.
ver [+]

Pedro Vaz Patto
Impressiona como foi festejada a aprovação, por larga e transversal maioria de deputados e senadores,...
ver [+]

Guilherme d'Oliveira Martins
Há anos, Umberto Eco perguntava: o que faria Tomás de Aquino se vivesse nos dias de hoje? Aperceber-se-ia...
ver [+]

Pedro Vaz Patto
Já lá vai o tempo em que por muitos cantos das nossas cidades e vilas se viam bandeiras azuis e amarelas...
ver [+]

Visite a página online
do Patriarcado de Lisboa
EDIÇÕES ANTERIORES