Editorial |
P. Nuno Rosário Fernandes
Diga ao seu pároco: “Eu rezo por si”!
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Estamos no IV Domingo da Páscoa, e este é o Domingo do Bom Pastor. Como é hábito, na Igreja, este dia é assinalado como o Dia Mundial de Oração pelas Vocações. Ao longo de toda esta semana, que agora finda, fomos convidados a ter presente na oração as diversas vocações na Igreja, seja sacerdotal, laical, religiosa e matrimonial. Procura-se que este seja um tempo de oração, mas também de alguma ‘campanha’, de âmbito vocacional, com vista ao conhecimento das diversas vocações.

E a melhor campanha a ser feita é a do testemunho de vida. É preciso ver religiosos e religiosas felizes, padres felizes, leigos e leigas felizes, casais felizes. Só a felicidade pode cativar e fazer despertar para um sentido para a vida. Só a felicidade de uma vida de entrega à missão, ao serviço, ao povo de Deus, ao esposo ou à esposa e à família podem ser instrumento que potencialize um despertar vocacional. Acreditamos que Deus quer vocações felizes para a Sua Igreja, mas muitas vezes podemos, nós próprios, ser obstáculo à ação da Graça de Deus, se com o nosso testemunho de vida não demonstramos essa mesma felicidade.

É preciso ter em conta que a felicidade não significa ter um sorriso constante nos lábios, até porque muitas vezes pode não ser fácil sorrir. Mas esta felicidade está presente na dedicação, na entrega, no sacrifício, na bondade do fazer ou servir, na disponibilidade para acolher o que é vontade de Deus, no acolhimento verdadeiro do outro, no dar-se “sem medida e sem procurar descanso”. Para o Papa Francisco, é sinónimo desta felicidade a santidade: “A palavra «feliz» ou «bem-aventurado» torna-se sinónimo de «santo», porque expressa que a pessoa fiel a Deus e que vive a sua Palavra alcança, na doação de si mesma, a verdadeira felicidade” (Gaudete et exsultate nº64). Esse torna-se um desafio constante para todos nós, mas a santidade desperta um olhar diferente para uma realidade que pode ser mimetizada.

Nas paróquias, é hábito, neste IV Domingo da Páscoa, lembrar os pastores, mas espera-se, acima de tudo, que estes sejam lembrados na oração do Povo de Deus. Nos meus poucos anos de experiência como pároco, tenho feito essa experiência, bela, de sentir a comunidade próxima, atenta e com sensibilidade afectiva neste dia. E por isso, sublinho, o quão importante é, para nós, perceber essa presença do Povo de Deus. Assim, neste dia, felicite o seu pároco e diga-lhe: “Eu rezo por si”. A oração do Povo de Deus e a nossa oração pessoal, são suporte para a vida de cada dia.

 

Editorial, pelo P. Nuno Rosário Fernandes, diretor

p.nunorfernandes@patriarcado-lisboa.pt

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