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191ª Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa
Bispos portugueses renovam “apoio ao trabalho abnegado” da Cáritas
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A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) voltou a manifestar apoio à Cáritas, desejando também que os cristãos continuem a auxiliar a instituição na atenção aos mais vulneráveis. A 191ª Assembleia Plenária da CEP decorreu em Fátima, de 24 a 27 de abril.

 

“Face a algumas notícias sobre a Cáritas, a Conferência Episcopal renova o seu apoio ao trabalho que esta instituição abnegadamente realiza, a nível nacional e em todas em dioceses, ao serviço dos pobres em termos de autêntico e genuíno voluntariado. Espera que os católicos continuem a proporcionar condições para que ela possa prestar atenção aos mais vulneráveis da sociedade portuguesa assim como responder a causas de emergência social no país ou em qualquer parte do mundo. A distribuição das ofertas recebidas através da generosidade dos portugueses continuará a acontecer em espírito de transparência, confirmando a reconhecida credibilidade que, ao longo de anos, a Cáritas granjeou junto da população”, salienta o comunicado final da reunião do Episcopado.

A Assembleia refletiu ainda sobre o Documento Preparatório da XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos de 2018, sob o tema ‘Os jovens, a fé e o discernimento vocacional’, em particular “sobre a metodologia a seguir nas várias instâncias diocesanas de pastoral para responder ao questionário proposto, cuja síntese deve ser enviada à Secretaria Geral do Sínodo”. “Todos os jovens serão convidados a participar através do sítio que será brevemente disponibilizado para recolher as suas opiniões (www.sinodogiovani2018.va)”, frisa a nota.

Nesta reunião de quatro dias em Fátima, os Bispos portugueses refletiram também sobre a Pastoral Penitenciária, “quanto à atuação religiosa, jurídica e social da Igreja nos 50 estabelecimentos prisionais, onde se encontram atualmente cerca de 14.000 pessoas privadas de liberdade”. “Foram realçadas as seguintes ações e preocupações: formação e acompanhamento dos agentes da Pastoral Penitenciária; constituição de um serviço específico em todas as dioceses; envolvimento social e eclesial das paróquias, associações e grupos; incentivo de projetos de apoio aos reclusos e de reinserção na sociedade; valorização do papel prestado pelos colaboradores e voluntários”, aponta o comunicado final.

Os Bispos aprovaram a Carta Pastoral «Catequese: a alegria do encontro com Jesus Cristo», tendo em conta os contributos das várias instâncias diocesanas. “A catequese é proposta como percurso de inspiração catecumenal que envolve toda a pessoa na alegre experiência do encontro com Jesus Cristo, vivido na comunidade eclesial”, aponta a nota do Episcopado.

Além da nota pastoral ‘Com Francisco e Jacinta Marto, chamados a sermos santos na caridade’, que foi agora publicada (ver pág.02 desta edição), a CEP aprovou uma outra nota pastoral, ‘Cuidar da casa comum, prevenir e evitar os incêndios’, “como apelo à consciencialização e compromisso de todos perante a recorrente tragédia dos incêndios no nosso país”.

  

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Tolerância de ponto respeita “sensibilidade” da maioria da população

O presidente da Conferência Episcopal Portugueses considera que que a concessão de tolerância de ponto pelo Governo, a 12 de maio, por ocasião da visita do Papa a Fátima, responde à “sensibilidade” maioritária da população no país. “Se o Governo entende que isto interessa e interessa positivamente a tão grande número portugueses e habitantes do território, também compreendo a lógica de fazer tolerância de ponto, porque o Estado é um órgão da sociedade, não é algo que imponha ou uma ideologia ou a falta dela, ou outra contrária, respeita aquilo que é a sociedade”, afirmou D. Manuel Clemente, na conferência de imprensa conclusiva da Assembleia Plenária da CEP. “Se tão grande parte da população portuguesa, mesmo para além dos horizontes estritos da crença, olha para o Centenário de Fátima, olha para a visita do Papa Francisco com tanto interesse, é natural que o Governo corresponda a esse interesse”, acrescentou, garantindo que esta é uma “decisão estritamente governamental”, sem qualquer pedido formal da Conferência Episcopal Portuguesa ou do Bispo da Diocese de Leiria-Fátima.

D. Manuel Clemente disse ainda esperar espera que a visita do Papa ajude a centrar atenções no que “aconteceu há 100 anos, o testemunho das crianças que a Igreja respeita tanto que até as canoniza”, para que a Mensagem de Fátima seja cada vez mais “compreendida”. “Que com esta visita do Papa Francisco nos unamos mais a ele na sua vontade de ser um rosto muito concreto da misericórdia de Deus neste mundo”, apelou.

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