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Geocaching Vocacional
Irmãs Franciscanas da Imaculada
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Na nossa rubrica Geocaching Vocacional deste mês apresentamos um outro exemplo da pluralidade de caminhos vocacionais na nossa Igreja.

 

Quem somos e como surgimos

Nascida em Moncada (Valência–Espanha) a 13 de Outubro de 1833, a fundadora Madre Francisca Pascual Domenech foi crescendo na harmonia de um lar cristão e num ambiente saudável, alegre e sereno. Através dos seus pais descobre o amor de Deus, e cresce sensível e atenta às necessidades e sofrimentos dos que a rodeiam.

Para ajudar a família, foi trabalhar como empregada doméstica para Valência. Mais tarde entrou numa fábrica de fiação de seda, fazendo, a pé, 14 km diários. Mas o seu profundo espírito religioso frutificou num desejo de se consagrar a Deus, que com intensidade descobria diante do rosto dos irmãos mais necessitados.

Francisca entra na Ordem Terceira Franciscana, onde a acolheram com a sua pobreza e pouca cultura. Sem grandes comodidades fica a dormir debaixo de umas escadas, começando assim a realizar o seu sonho, tendo como modelos a IMACULADA CONCEIÇÃO e FRANCISCO DE ASSIS.

Em 27 de Fevereiro de 1876, propõe às TERCEIRAS FRANCISCANAS a reforma da sua vida e a constituição de um Instituto Religioso. Entusiasmadas com a proposta e conhecendo as suas virtudes iniciaram a reforma: a vida em comum, a doação a Deus e aos irmãos mais necessitados do seu tempo: os pobres, os marginalizados, os desfavorecidos e esquecidos da sociedade.

Assim nasce a CONGREGAÇÃO DA IRMÃS FRANCISCANAS DA IMACULADA CONCEIÇÃO, que procura servir segundo a palavra evangélica de Mt 11, 5: «… os cegos vêem, os surdos ouvem, os mudos falam, os coxos andam, os leprosos ficam limpos e a Boa Nova é anunciada aos pobres.»

 

A história e a missão

No serviço aos mais necessitados, a Congregação funda o Instituto de Surdos-Mudos da Imaculada Conceição, para o Ensino e Educação da Criança Surda.

Em Outubro de 1933, a instâncias de uma família espanhola residente em Lisboa com um filho deficiente auditivo, chega a Portugal um grupo de Irmãs que começa na Rua das Trinas o seu trabalho educativo com Crianças Surdas de ambos os sexos.

Em 1941, conhecidos já os resultados da sua acção educativa, as Irmãs foram convidadas pelo Dr. Diniz da Fonseca, então subsecretário de Estado da Assistência, para tomarem a seu cuidado a educação das Meninas Surdas, que faziam parte de uma secção da Casa Pia de Lisboa.

Foi então que, em Setembro de 1941, por acordo celebrado com a Direcção Geral da Assistência, o Instituto de Surdos-Mudos da Imaculada Conceição, passou a ocupar o edifício da Rua do Borja, nº 6, pertencente à Fundação da Casa de Bragança, (actualmente Fundação D. Manuel II), e na altura arrendado à Direcção Geral de Assistência.

Em Setembro de 1947, ainda a convite do Diretor Geral de Assistência, e celebrado acordo com a Santa Casa da Misericórdia do Porto, as Irmãs tomaram também a seu cargo a direcção pedagógica do Instituto de Araújo Porto, na cidade invicta, para onde foram transferidas as Meninas Surdas do Instituto original, o qual ficou a ocupar-se dos rapazes Surdos, vindos da Casa Pia de Lisboa.

A missão das Irmãs foi-se alargando consoante as necessidades de resposta e, a partir de Julho de 2012, e o Instituto de Surdos-Mudos da Imaculada Conceição deu lugar à instituição particular de solidariedade social sem fins lucrativos registada com o novo nome de Instituto da Imaculada Para Pessoas Com Necessidades Especiais, por ter sido alargada a assistência a Crianças e Jovens com o Espectro do Autismo e com problemas Neuromotores, visando a sua integração na sociedade.

Na procura desta integração têm-se desenvolvido várias parcerias institucionais e sociais e actividades interdisciplinares desde o Centro de Atividades Ocupacionais para Jovens a partir dos 18 anos de idade, trabalhos de pastelaria com alunos de escolas da zona, actividades de desenvolvimento físico, psíquico e social com os habitantes da freguesia da Estrela, várias formas de voluntariado, visitas de estudo, passeios pedagógicos e lúdicos, festas, concursos trabalhos manuais, técnicos e artísticos, sessões de estimulação sensorial, encontros semanais de Formação Religiosa.

Deste modo, o cuidado às crianças e jovens necessitados e às suas famílias assume o rosto de Cristo pobre revela o sentido da vida onde a dor e a doença pode tornar mais difícil reconhecê-lo.

  

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Encontro de Animadores Paroquiais das Vocações

Como acontece todos os anos e vem agendado do calendário diocesano 2016/17, vai realizar-se o primeiro dos dois encontros anuais de partilha, formação e oração para Animadores Paroquiais das Vocações no próximo dia 14 de Janeiro, sábado, entre as 10h e as 13h no Seminário dos Olivais.

Haverá uma reflexão a partir da leitura dos números 61 a 65 da Constituição Sinodal de Lisboa (disponível no site do Patriarcado e na Livraria Nova Terra), bem como uma pequena partilha oral das iniciativas de animação vocacional programadas nas diferentes paróquias da nossa Diocese para este ano pastoral.

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