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Balanço
O ano de 2016 em revista
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O ano de 2016, no Patriarcado de Lisboa, teve início com um momento inédito na diocese, a 2 de JANEIRO: a consagração de duas leigas, Ausenda Pires e Fernanda Lopes, na Ordem das Virgens, na igreja de Nossa Senhora do Cabo, em Linda-a-Velha. Este primeiro mês do ano ficou ainda marcado pelo início da Visita Pastoral às 21 paróquias da Vigararia de Lisboa III e pela chegada da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima à diocese, no âmbito do centenário das aparições. Em Roma, o Papa iniciou os vídeos com o Apostolado de Oração para destacar as intenções mensais, foi publicado o livro-entrevista a Francisco ‘O nome de Deus é misericórdia’ e foi dada a conhecer a Mensagem do Papa para a Quaresma, com o apelo a “atos concretos e quotidianos destinados a ajudar o próximo”.

 

O encerramento diocesano do Ano da Vida Consagrada, a 2 de FEVEREIRO, no Pavilhão Multiusos de Odivelas, foi nota de destaque no segundo mês de 2016. Um mês assinalado, também, pela despedida, nos Jerónimos, da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima, que moveu multidões por toda a diocese, entre 17 de janeiro e 7 de fevereiro. A Mensagem Quaresmal do Cardeal-Patriarca, com o tema ‘A misericórdia, com as suas obras’, os vídeos semanais de D. Manuel Clemente sobre as obras de misericórdia corporais e espirituais e a realização, no dia 17, em Queijas, da 1ª Jornada Diocesana da Comunicação, com o tema ‘Comunicar para chegar a todos’, marcaram também este mês de fevereiro, onde o Papa esteve no México, de 12 a 18, e falou da violência e corrupção, deixando uma mensagem de esperança. Antes, Francisco encontrou-se, em Cuba, com o Patriarca Kirill, no primeiro encontro entre um Papa e um Patriarca de Moscovo.

 

No dia 6 de MARÇO, o Patriarcado de Lisboa despedia-se do cónego José Ferreira, de 97 anos, um sacerdote que foi “o nome da renovação litúrgica” na diocese, segundo o Cardeal-Patriarca. Dia 13, o Mosteiro dos Jerónimos acolheu o encerramento da Visita Pastoral à Vigararia de Lisboa III, com a Eucaristia presidida por D. Manuel Clemente. Foi publicada a Nota Pastoral da Conferência Episcopal sobre a eutanásia, onde os bispos sublinham que o sofrimento deve ser enfrentado com “medicina paliativa” e “amor concreto”. Nas celebrações de Páscoa, o Cardeal-Patriarca exortava os fiéis a tornarem as suas vidas “dom de si para os outros”, enquanto o Papa pedia “proximidade” para com as vítimas do terrorismo. No Vaticano, Francisco recebeu, dia 17 de março, o novo Presidente da República Portuguesa, na primeira viagem oficial de Marcelo Rebelo de Sousa.

 

Em ABRIL, foi publicada a Exortação Apostólica Pós-Sinodal ‘Amoris laetitia’ (‘A Alegria do Amor’), do Papa Francisco, sobre a “tarefa pastoral mais importante relativamente às famílias”. O Cardeal-Patriarca destacou o “apelo à Igreja” na “atenção à família” deixado pelo documento. A Assembleia Diocesana de Catequistas, em Torres Vedras, reuniu mais de 900 agentes desta pastoral. Neste mês, o postulador da causa de canonização de Madre Teresa de Calcutá, padre Brian Kolodiejchuk, esteve em Lisboa para uma conferência sobre a religiosa albanesa. Em abril, a Jornada Diocesana da Juventude reuniu, no dia 10, cerca de 1300 jovens que foram convidados por D. Manuel Clemente a serem “o olhar de misericórdia de Deus” e a Paróquia de Algueirão - Mem Martins - Mercês viu ser dedicada a Igreja de Nossa Senhora da Natividade. O Papa viajou, dia 16, à ilha grega de Lesbos para manifestar solidariedade com os refugiados.

 

MAIO, na diocese, é sinonimo, desde há alguns anos, da Festa da Família, que este ano juntou também os jovens da Festa da Vida, na Casa do Gaiato de Lisboa, reunindo assim mais de três mil pessoas. D. Manuel Clemente presidiu, em Fátima, à peregrinação aniversária das aparições, nos dias 12 e 13 de maio, e consagrou as dioceses portuguesas ao Imaculado Coração de Maria, enquanto o Papa Francisco lembrava, em Roma, a devoção de João Paulo II por Nossa Senhora de Fátima e o Papa Emérito Bento XVI garantia que a “publicação do terceiro segredo de Fátima está completa”. No mês em que o Grupo Renascença deixou o Chiado e inaugurou uma nova sede, na Quinta do Bom Pastor, o Cardeal-Patriarca visitou a Clínica Psiquiátrica de São José, em Telheiras, nos 60 anos da instituição, lembrando que “no fim, quando tudo o mais desaparecer, a caridade ficará”. À Cimeira Humanitária Mundial, promovida pelas Nações Unidas na Turquia, o Papa Francisco pediu que “a nenhum refugiado seja negado acolhimento”.

 

No Jubileu dos Sacerdotes, em Roma, no dia 3 de JUNHO, o Papa Francisco lembrou os padres que “o coração do pastor de Cristo só conhece duas direções: o Senhor e as pessoas”. No mês em que visitou a Arménia, o Papa assinalou ainda os 65 anos de sacerdócio do Papa Emérito Bento XVI. O IV Congresso Eucarístico Nacional, de 10 a 12 de junho, em Fátima, reuniu 750 participantes, com o enviado especial do Papa Francisco, o cardeal brasileiro D. João Braz de Aviz, a destacar a “experiência pessoal e eclesial da Eucaristia” como sinal de “amor e misericórdia no coração da Igreja”. Neste sexto mês do ano foi apresentado, pelo Cardeal-Patriarca, o livro ‘Sermão da Montanha’, do padre Ricardo Neves, sacerdote falecido em agosto de 2015, aos 42 anos. Nas Ordenações, no dia 26, D. Manuel Clemente pediu aos oito novos padres para anunciarem “a vinda de Jesus a cada pessoa e família, a cada dimensão da vida social ou cultural”.

 

Foram 1200 os jovens de Lisboa que participaram, de 25 a 31 de JULHO, na Jornada Mundial da Juventude, em Cracóvia, Polónia, com o Papa Francisco, que convidou a “partilhar com outros” a “amizade com Jesus”. Este foi o mês em que o Patriarcado de Lisboa publicou o Documento de Trabalho que iria servir de base ao Sínodo Diocesano 2016 e a Ordem Terceira de São Francisco da Cidade, que detém o Hospital da Ordem Terceira, concluiu as comemorações dos 400 anos. No dia 19 de julho, o Cardeal-Patriarca inaugurou o ‘Céu de Santa Isabel’, a pintura do teto da Igreja de Santa Isabel, em Lisboa. O Bispo Auxiliar de Lisboa D. Nuno Brás foi nomeado, pelo Papa, membro da Secretaria para a Comunicação, da Santa Sé, e Francisco associou-se à campanha pela paz na Síria, lançada pela Cáritas Internacionalis, evocando o sofrimento da população atingida pela guerra há mais de cinco anos.

 

Em AGOSTO, após um encontro que reuniu, no dia 29, em Fátima, os vigários-gerais e ecónomos de várias dioceses, a Igreja rejeitou “qualquer privilégio” em matéria de impostos, manifestando o desejo de ser tratada pelo Estado “em conformidade com a Lei e o Direito”, respeitando as normas da Concordata. No dia 15 de agosto, o cónego Alfredo Cerca, que durante 26 anos foi diretor pedagógico do Externato de Penafirme, celebrou 50 anos de sacerdócio, e dia 21 o padre Ismael Teixeira, coadjutor da paróquia de Santa Isabel, participou, na Dinamarca, no Ironman, tornando-se assim no primeiro padre do mundo a participar na competição e a ganhar a alcunha de ironpriest (padre de ferro). Em Roma, o Papa anunciou a intenção de visitar as populações atingidas pelo sismo de dia 24 de agosto, na região central da Itália, algo que concretizou de surpresa no dia 4 de outubro, agradecendo a onda de solidariedade.

 

A 1 de SETEMBRO, era publicada uma carta do Cardeal-Patriarca aos diocesanos, no início do novo ano pastoral, onde D. Manuel apontava os sete critérios de “ação e discernimento” da Igreja diocesana. Dia 5 nascia, em Carnide, o projeto ‘Famílias comVida’, fruto de uma parceria da Cáritas Diocesana e da Pastoral da Família de Lisboa, e dois dias depois falecia o cónego Joaquim da Conceição Duarte, de 81 anos, que esteve durante muitos anos ligado à Pastoral Vocacional e responsável pela formação espiritual de gerações de sacerdotes. Madre Teresa de Calcutá, um “exemplo de amor gratuito”, segundo o Papa, foi canonizada a 4 de setembro, no Vaticano, e cerca de 700 catequistas portugueses participaram, de 23 a 25, em Roma, no Jubileu dos Catequistas, e ouviram o Papa Francisco a recordar que “não há conteúdo mais importante” do que “o anúncio principal da fé: o Senhor ressuscitou”.

 

Em OUTUBRO iniciaram-se as comemorações dos 300 anos da qualificação Patriarcal da Diocese de Lisboa. Dia 5, na Universidade Católica, realizou-se o 1º Congresso das Associações Profissionais Católicos e, dia 15, o 1º Encontro dos Núcleos de Estudantes Católicos de Lisboa (NEC Talks), na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. No mês em que tomou posse a nova reitora da Universidade Católica, Isabel Capeloa Gil, numa carta à diocese D. Manuel Clemente pedia que se reforçasse “a todos os níveis a oração pelo Sínodo e os seus frutos”. Na peregrinação aniversária das aparições, em outubro, esteve em Fátima o Secretário de Estado do Vaticano, cardeal Parolin. “Vou a Portugal”, para o centenário das aparições, confirmou o Papa, na viagem de regresso a Roma, depois da visita à Geórgia e ao Azerbaijão, no mês em que a Santa Sé proibiu a dispersão das cinzas de defuntos e em que o Papa visitou também a Suécia.

 

Foram seis sessões esgotadas, entre os dias 18 e 21 de NOVEMBRO. ‘PARTIMOS. VAMOS. SOMOS. O musical dos 300 anos do Patriarcado de Lisboa’, encenado por Matilde Trocado, subiu ao palco do Teatro Tivoli BBVA, em Lisboa. No dia 25, no Teatro Nacional de São Carlos, decorreu o Concerto Comemorativo dos 300 anos do Patriarcado, pela Orquestra Sinfónica Portuguesa. O mês tinha começado com a inauguração, no dia 1, do Centro de Noite da Paróquia da Encarnação de Mafra, em parceria com a autarquia, uma obra “pioneira e necessária”, enquanto no dia 3, D. João Marcos, antigo membro do clero de Lisboa, sucedia a D. António Vitalino como Bispo de Beja, e dia 11 falecia Alfredo Bruto da Costa, antigo presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz. Terminou em novembro o Ano da Misericórdia, com o Papa a escrever a carta apostólica ‘Misericórdia e Mísera’, onde garante que “não existe algum pecado que a misericórdia de Deus não possa alcançar e destruir”.

 

Começou a 30 de novembro e prolongou-se até dia 4 de DEZEMBRO. A Assembleia Sinodal reuniu, no Turcifal, 137 membros que durante cinco dias refletiram e rezaram em comum. Na celebração de Ordenações e conclusiva do Sínodo Diocesano de Lisboa 2016, no dia 8, nos Jerónimos, foi publicada a Constituição Sinodal de Lisboa, programática para os próximos anos. O Papa Francisco enviou uma mensagem ao Patriarcado, uma diocese que “permanece viva” e agradeceu a caminhada sinodal. No dia 10, a Diocese de Lisboa venceu, em Fátima, o Festival Nacional Jovem da Canção Mensagem, com o tema ‘Agora não sou eu, somos nós’, interpretado pelo Grupo de Jovens Católicos da Ericeira, e no dia16 a Conferência Episcopal Portuguesa publicou a Carta Pastoral ‘Fátima, sinal de esperança para o nosso tempo’, sobre o centenário das aparições.

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