Vocações |
Dia Mundial de Oração pelas Vocações
Continuar a procura vocacional em casa e na comunidade cristã
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No passado Domingo, 26 de abril, Dia Mundial de Oração pelas Vocações, realizou-se um encontro de adolescentes no Seminário de Penafirme, oriundos das comunidades paroquiais nas quais exista algum pré-seminarista em discernimento.

 

Estiveram presentes cerca de 200 participantes. Durante a manhã realizou-se um percurso com diferentes paragens e ensinamentos acerca das condições necessárias para se procurar Jesus e deixar-se encontrar por Ele. São elas: 1) Olhar atento (e ouvidos à escuta); 2) Mente aberta; 3) Coração disponível; 4) Mãos livres; 5) Pés ligeiros. No final da manhã houve um pequeno tempo na capela, para um encontro com Jesus que falou da sua obra: realizar a vontade do Pai e dá-la a viver a cada um. Depois doa almoço, o grupo dividiu-se em duas salas (rapazes e raparigas), para uma representação, alguns testemunhos e uma breve síntese catequética acerca da vocação assumida como missão, e para se poder conhecer algumas vocações próprias de cada um dos sexos.

O dia terminou com a celebração da Eucaristia e o convite a continuar a procura vocacional em casa e na comunidade cristã, e que poderá ser aprofundada nos Campos Vocacionais que se realizarão em Julho no Seminário de Penafirme. Aqui ficam as datas:

- 29/Junho – 03/Julho: Estágio Vocacional do Verão para rapazes do 7º e 8º anos de escolaridade em 2015/16

- 06/Julho – 10/Julho: Campanário do Verão para rapazes do 9º, 10 e 11º anos de escolaridade em 2015/16

- 15/Julho – 19 /Julho: Campo Vocacional do Verão para raparigas do 7º, 8º e 9º anos de escolaridade em 2015/16

- 15/Julho – 19 /Julho: Campo Vocacional do Verão para raparigas do 10º, 11º e 12º anos de escolaridade em 2015/16

- 19/Julho – 26/Julho: Semana de Verão para rapazes do 12º e Ensino Superior em 2015/16 (este no Seminário de Caparide)


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Semana de Oração pelas Vocações: Os diferentes ramos desta árvore frondosa que é a vida consagrada

 

Nos ecos da SEMANA de ORAÇÃO pelas VOCAÇÕES, publicamos uma síntese acerca dos diferentes ramos desta árvore frondosa que é a vida consagrada, alargando-a com a apresentação sintética de outras vocações que configuram os três diferentes estados de vida na Igreja: o dos leigos, o dos clérigos e o dos consagrados. Antes de pensarmos no que fazem cada um dos seus membros, é preciso conhecer o que significam e como constituem dimensões específicas da identidade e missão da Igreja.


Vida laical

Assunção consciente e decida da identidade e missão cristãs por meio do empenhamento nas coisas do mundo (índole secular), fundamentando aquelas, adequada e suficientemente, na consagração baptismal e crismal comum a todos os membros do Povo de Deus, e competindo-lhe procurar o Reino de Deus na lide das realidades temporais, ordenando-as segundo Deus. A sua modalidade própria, ainda que não exclusiva, é a secularidade, vivida na docilidade à acção do Espírito de Deus pela qual se santificam na vida matrimonial ou celibatária, no mundo da família e do trabalho, na actividade cívica e política, social e cultural, edificando a Igreja em todos os lugares da existência humana.

 

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Ministério Ordenado

Configuração da identidade e missão por meio da consagração sacramental da Ordem unida àquela outra fundamental do Baptismo e da Confirmação, a fim de dar continuidade no tempo ao ministério apostólico. A sua modalidade própria, ainda que não exclusiva, é a ministerialidade, por meio da qual se constitui como imagem viva de Cristo, cabeça e Pastor, que assim se torna presente enquanto guia do seu Povo neste tempo do “já e ainda não”, na expectativa da sua vinda gloriosa.

 

Bispo: consagrado em ordem ao sacerdócio e assim habilitado a agir in persona Christi – Servo, Cabeça, Pastor e Esposo – com as funções de ensinar, santificar e governar, recebe a plenitude do sacramento da Ordem que o insere no colégio episcopal. Enquanto sucessor dos Apóstolos e membro do Colégio, tem parte na responsabilidade apostólica e na missão de toda a Igreja, sob a autoridade do Papa, sucessor de São Pedro. Em razão do sacramento e da comunhão apostólica, está colocado à frente duma Igreja particular que lhe é confiada, onde exerce imediatamente o serviço e a autoridade de Cristo sobre a Igreja, confiados aos apóstolos.

Presbítero: consagrado em ordem ao sacerdócio e assim habilitado a agir in persona Christi – Servo, Cabeça, Pastor e Esposo – com as funções de ensinar, santificar e governar, recebe pelas mãos do bispo o segundo grau do sacramento da Ordem. Está unido ao bispo na dignidade sacerdotal do qual depende no exercício das suas funções pastorais. Chamado a ser cooperador providente do bispo, forma com os seus irmãos presbíteros, à volta do seu bispo, o presbitério, que assume com ele a responsabilidade da Igreja particular. Recebe do bispo o encargo duma comunidade paroquial ou duma função eclesial determinada. Em razão do sacramento e do ofício pastoral recebido do bispo, participa no serviço e na autoridade de Cristo sobre a Igreja, confiados aos apóstolos.

Diácono: consagrado em ordem ao ministério e assim habilitado a agir como sinal e instrumento eficaz de Cristo – Servo – recebe o sacramento da Ordem em grau inferior e assume a modalidade de serviço ao Povo de Deus que todos os demais graus (presbítero e bispo) manterão. Assim capacitado, é chamado a ser colaborador próximo do bispo e seu presbitério e, sob a autoridade pastoral do primeiro, a desempenhar funções importantes na diaconia da Palavra, do culto divino, e do governo pastoral e serviço da caridade. Recebe o sacramento na condição matrimonial ou celibatária, previamente discernida e assumida de modo definitivo, e pode estar inserido em realidades próprias da vida secular como a família e a vida socioeconómica e profissional. Em razão do sacramento, pertence à hierarquia sagrada, facto que, aliado ao ofício pastoral recebido do bispo, o torna presença qualificada e autorizada da Igreja. 

 

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Vida Consagrada

Conformação da identidade e missão cristãs por meio de uma nova e especial consagração, não sacramental, assumida na profissão dos conselhos evangélicos, que radicaliza a consagração baptismal e crismal, a fim de assumir a forma de vida praticada pessoalmente por Jesus e por Ele proposta aos discípulos como caminho até que se consuma definitivamente no Céu. A sua modalidade própria, ainda que não exclusiva, é a conformação radical a Cristo virgem, pobre e obediente.

 

Vida religiosa: vida consagrada na doação total de si, configurando-a como estado de vida eclesial por meio da profissão dos conselhos evangélicos através de votos públicos, pelo testemunho da vida fraterna estável e em comum, e pela separação dos ritmos deste mundo para nele testemunhar a forma do amor maior a Cristo e da condição da Igreja, como sua Esposa. Algumas concretizações específicas: Vida Religiosa Apostólica; Vida Contemplativa; Vida Eremítica; Ordem das Virgens; Viúvas (e Viúvos) Consagradas(os)

Vida laical (consagrada): vida consagrada na doação total de si, através da assunção dos conselhos evangélicos e vivida nos lugares e dinamismos próprios do empenhamento cristão no meio do mundo.

Leigos consagrados em institutos seculares: Vida consagrada por meio de vínculos sagrados de configurações canónicas variadas (juramentos, promessas, etc.), não necessariamente votos, mas sempre públicos e reconhecidos pela Igreja, e estabelecem também entre si laços de comunhão e fraternidade próprias do seu teor de vida secular, sem obrigatoriedade mas também sem exclusão da forma de vida fraterna em comum.

Leigos consagrados em sociedades de vida apostólica: Vida consagrada por meio de compromisso assumido de modo privado, segundo o definido nas constituições próprias da sociedade, não sujeito à condição perpétua do voto público, antes à disposição assumida pelo fiel (não nascendo assim qualquer impedimento para se vir a contrair vínculo matrimonial se mais tarde se decidir fazê-lo), e vivida na forma de vida em comum, em razão de uma determinada finalidade missionária ou apostólica.

textos pelo Sector da Pastoral Vocacional do Patriarcado de Lisboa
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