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É tempo de preparação para um grande acontecimento da nossa fé. É tempo de Advento! Comecemos um novo Ano Litúrgico vivendo próximos da Palavra de Deus que alimenta a nossa Fé, vivendo o mistério da Encarnação e a festa da Sagrada Família em oração de louvor pelo dom da vida.

 

 

Os Colégios no dia da Sagrada Família

Os Colégios Católicos da diocese de Lisboa estão empenhados em celebrar no dia 30 deste mês de Dezembro, domingo, a festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José.

Esta Festa Litúrgica celebra-se no domingo dentro da Oitava do Natal, ou no dia 30 de Dezembro. Pois este ano o dia 30 de Dezembro coincide exatamente no domingo da Oitava do Natal, ou seja, no domingo depois do dia de Natal.

O Sector da Pastoral Familiar tem estado em contacto com diversos Colégios procurando que, com estratégias próprias, cada Colégio Católico seja impulsionador de uma dinâmica de Fé, congregando os alunos e as respetivas famílias para assinalarem o mistério da Encarnação, pelo qual Deus habita entre nós como verdadeiro Homem.

Procuramos levar a todas as famílias o espírito de união e de paz num perfeito modelo de amor que se vive nesta Família tão santa de Jesus, Maria e José. Por isso se reza na oração colecta desse domingo que a Sagrada Família seja para nós um modelo de vida para que “imitando as suas virtudes familiares e o seu espírito de caridade, possamos um dia gozar das alegrias eternas“.

Os males do mundo de hoje atingem a generalidade dos membros das famílias, como o egoísmo, a falta de amor, ou até a cobiça. O nosso desejo mais íntimo, a nossa cobiça mais destruidora só podem ser apaziguados no amor de Jesus por todos os homens. Até porque as verdadeiras decisões são tomadas no íntimo pessoal do homem, no seu coração.

Neste Ano da Fé, é o próprio Papa Bento XVI que nos interpela, tentando moldar o nosso coração e interroga-nos: “O que significa crer hoje? De facto, no nosso tempo é necessária uma renovada educação para a fé, que inclua um conhecimento das suas verdades e dos acontecimentos da salvação, mas que sobretudo nasça de um verdadeiro encontro com Deus em Jesus Cristo, de amá-lo, de confiar n’Ele, de modo que toda a vida seja envolvida.”

A fé é dom de Deus, mas é também um ato profundamente livre e humano. O Catecismo da Igreja Católica diz com clareza: “É impossível crer sem a graça e a ajuda interior do Espírito Santo.” (nº 154). E à nossa volta, porém, vemos todos os dias que muitos permanecem indiferentes ou recusam-se a acolher este anúncio de Jesus: “Vinde a Mim todos os que estais cansados de carregar o peso do vosso fardo e Eu vos darei descanso. Carregai a minha carga e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas vidas. Porque a Minha carga é suave e o Meu fardo é leve” (Mt 11, 28-30)

Partilhar estes ensinamentos em família é ciar uma igreja doméstica. A família anda dispersa nos seus múltiplos afazeres e obrigações. Ora para complemento desta vivencia de fé, surge agora a oportunidade de celebrarmos nos Colégios Católicos a Festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José. Pode-se, assim, proporcionar uma maior tomada de consciência dos jovens para o trabalho conjugado de família e ambiente de ensino, aprendizagem, sítio de preparação para a vida, reforçados pelo Espírito de Deus.

As propostas para se assinalar este domingo de Festa são múltiplas, mas podem passar, por exemplo por iniciativas mais simples ou mais abrangentes, de que sugerimos:

- Celebração de eucaristia

- Bênção das Famílias dos alunos

- Renovação do compromisso matrimonial

- Apresentação de Intenções preparadas em família

- Recolha de ofertas para famílias carenciadas

- Exposição de trabalhos temáticos

- Visita a idosos dependentes (em lares ou em unidades de saúde)

- Temas de reflexão sobre a Família nos tempos de hoje: as relações humanas; a expressão do amor na falta de tempo; condicionantes socio-económicos; o valor da vida, etc.

- Dar esperança aos jovens na construção de um futuro melhor

Com esta iniciativa associamo-nos ao desejo do Santo Padre de proporcionar momentos para confessar a Fé, celebrar a Fé e dar testemunho de vida (cf. O Ano da Fé, nº 9).

Assinalar o Dia da Sagrada Família nos Colégios Católicos é fazer a ligação entre escola e casa. É dar aos alunos a consciência de que aquele espaço se destina à formação científica, mas também humana, com base nos valores cristãos que todos partilhamos.

 

 

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Um episódio (1 ITALICO GIGANTE)

No passado domingo, solenidade de Jesus Cristo Rei do Universo, um pouco por toda a diocese, vários adultos receberam os Sacramentos da Iniciação Cristã: baptismo, eucaristia e crisma. Recolhemos um testemunho bem ilustrativo da alegria vivida por um adulto que o levou a procurar criar intimidade com Deus e com a Igreja:

Começo por dizer que nunca tive uma grande relação com a Igreja. Felizmente, porém, no meu círculo de amigos havia sempre quem me guiasse no caminho da Fé, até que me senti capaz de me voltar a aproximar de Deus.

O caminho foi longo mas recompensador. Comecei a pensar que ia encontrar Deus, mas enganei-me, porque Deus nunca se tinha afastado. O que na realidade aconteceu foi que me encontrei a mim, encontrei uma nova maneira de sentir Deus na minha vida e de identificar (quando consigo) as suas obras.

E não é fácil identificar a ação de Deus à nossa volta. Quando uma criança sobrevive a um terramoto 5 dias soterrada nos escombros; quando um familiar que padece de uma doença terminal de repente e melhora, podemos facilmente olhar para o céu e dizer «Isto foi um milagre… grande é a obra de Deus». Mas no nosso dia-a-dia as coisas são mais difíceis. Uma carteira perdida no metro e que é devolvida com o dinheiro e documentos intactos; a chuva que pára mesmo quando estamos a sair de casa; quando estamos angustiados a preparar um relatório para uma reunião nessa tarde, e recebemos um telefonema a adiar a reunião para a semana seguinte. Quem diz que estas pequenas situações não têm uma ‘mãozinha divina’? São coisas que passam despercebidas e que podemos não valorizar, mas que nos iluminam e alegram.

E é com essa alegria que desta forma partilho convosco a minha caminhada, que está apenas no início e que, com a graça de Deus, nunca terminará.”

 

texto por JB

 

 

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Catequese doméstica: Celebrar o Advento

Há uma semana atrás o Santo Padre na sua habitual audiência de quarta-feira, lançou-nos uma pergunta essencial: “Como podemos falar de Deus hoje?”

De facto, comunicar a fé não significa levar aos outros uma mensagem impessoal, mas trata-se de transmitir publicamente a experiência do encontro que cada um faz com Cristo, a começar na própria família. Entenda-se que a Família é um lugar privilegiado para falar de Deus, onde se deve procurar fazer entender que a fé é uma profunda alegria que transforma a nossa vida.

O Ano da Fé é uma especial ocasião para a procura de novos caminhos, sob a inspiração do Espírito Santo, para transmitir a Boa Nova da salvação. Neste sentido, o primeiro passo é procurar crescer na fé, na familiaridade com Jesus e com o seu Evangelho, aprendendo da forma como Deus se comunica ao longo da história humana, sobretudo com o mistério da Encarnação.

Nestas Catequeses Domésticas procuramos olhar para o aspecto essencial do anúncio, olhando para o exemplo de Jesus. Por isso perguntamo-nos: o que é o Advento?

Como em tudo na vida, há que preparar, há que definir caminhos, há necessidade de nos dispormos interiormente para o que vamos viver, o caminho que vamos percorrer, etc. O Advento deve ser também entendido como um tempo de preparação interior, de purificação, para que cada um possa crescer na Fé para viver o mistério da Encarnação: Deus que se faz Homem para estar mais perto de nós.

No Advento preparamo-nos para celebrar, em grande alegria, o nascimento d’Aquele que os Profetas anunciaram ao Povo de Israel como o Messias. Somos chamados a uma atitude de purificação e vigilância, não para o materialismo dos paraísos da terra, mas vivendo “as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem” (G. S. nº 1).

Nestes quatro domingos do Advento demos uma atenção particular à Palavra de Deus que tão belamente nos aponta testemunhos que preparam o Nascimento do Salvador: desde o acolhimento em Isaías, ao anúncio do Reino por S. João Baptista, até à atitude de entrega incondicional de Maria, Mãe de Jesus.

Começa com o Advento um novo ciclo litúrgico. Este ano “C” faz-nos mais próximos do Evangelho de S. Lucas que nos ajudará à necessária mudança de mentalidade e de atitude, para criarmos uma relação mais íntima com Deus Pai, por Jesus nosso Salvador.

Na Igreja Doméstica que formamos em família, vivamos este tempo de purificação, firmes na fé, constantes na esperança e generosos na caridade.

 

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CPB – Encontro Anual

Para todos os que se dedicam ao ACOLHIMENTO a nível Paroquial, o Sector da Pastoral Familiar da diocese de Lisboa organiza o encontro anual de CPB – Centros de Preparação para o Baptismo, que terá lugar na igreja de S. João de Deus.

Reservem já o domingo, dia 6 de Janeiro para este encontro dos Agentes que alegremente se dedicam ao acolhimento e preparação de pais e padrinhos para o baptismo de crianças. Sendo um encontro de CPB, este ano o tema é A Vida: mistério de Fé. Pelo que abordaremos o dom da vida e a nossa missão como baptizados.

Mais informações serão publicadas nos próximos números do Voz da Verdade.

texto do Sector da Pastoral Familiar
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