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Sector da Pastoral Familiar
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A missão evangelizadora dos cristãos é animada pela esperança de promoverem com alegria o Evangelho, na cultura e na sociedade atual, combatendo a descristianização cada vez mais marcante. Por isso, também é urgente por os talentos a render, fazendo “festa” e evangelizando através da música.

As famílias de Milão abriram as portas a muitas famílias: A riqueza dos textos, das reflexões e partilhas que foram vividos no VII Encontro Mundial das Famílias, torna possível fazer chegar aos mais afastados uma nova mensagem sobre a importância da Família em todas as etapas da vida.

 

A Música ao serviço da Liturgia e da Fé

Haverá algo que possa impedir o nosso entusiasmo quando estamos unidos a Cristo?

Como referiu Bento XVI na Mensagem para a XXVI Jornada Mundial da Juventude (6 de Agosto de 2006): “Só a Palavra de Deus nos indica o caminho autêntico, só a fé que nos foi transmitida é a luz que ilumina o caminho. Acolhei com gratidão este dom espiritual que recebestes das vossas famílias e comprometei-vos a responder com responsabilidade ao chamamento de Deus, tornando-vos adultos na fé. Não acrediteis em quantos vos dizem que não tendes necessidade dos outros para construir a vossa vida! Pelo contrário, apoiai-vos na fé dos vossos familiares, na fé da Igreja e agradecei ao Senhor por a ter recebido e feito vossa!”.

A família não é apenas um "consumidor", mas uma fonte de investimento, assim como os filhos não são um "assunto privado", mas um bem para toda a comunidade. Em família, podemos ser consumidores, mas também nos cabe a tarefa de sermos construtores. Construtores de comunidades cristãs animadas pelo Espírito de Deus e anunciando ao mundo que somos peças importantes por sermos intervenientes.

Lembramos aqui muitas celebrações litúrgicas que contam com o empenho arrebatador e a criatividade construtora de famílias, na multiplicidade dos seus membros - grupos corais (ou musicais) que envolvem pais e filhos; as missas com crianças; as missas das famílias; a presença nas exéquias, ou a animação de tantos encontros de catequese e de encontros de jovens.

A função da Música ao serviço da Liturgia é a de servir como auxiliar da oração, quer no serviço da Palavra proclamada, quer no da oração interior. Por isso, e para limitar os abusos na expressão musical da época, o Concílio de Trento, em 1562, recomenda que a Música na Liturgia deve servir à santificação dos crentes, que as palavras devem ser inteligíveis e as expressões seculares proibidas. Por causa desta inteligibilidade da expressão vocal, o canto não acompanhado foi sempre privilegiado, sendo a voz o instrumento mais puro e mais perto da beleza natural que é obra de Deus. A música instrumental foi reservada aos momentos de oração silenciosa, como ainda acontece hoje em dia com os nossos irmãos luteranos, que interpretam, depois da comunhão, peças instrumentais curtas de rara beleza, que ajudam à espiritualidade, oração e paz interior.

As orientações do Concílio de Trento foram, aliás, confirmadas pelo Concílio Vaticano II (o qual privilegia, no que se refere a Santa Liturgia, o canto gregoriano e polifónico bem como o órgão) e, mais recentemente, por um texto do Beato João Paulo II, de 2003, onde reforça que a “música destinada aos ritos sagrados deve ter como referência a Santidade, e que será tão mais santa quanto mais estreitamente ligada ao ato litúrgico”. Em referência à música instrumental, este mesmo texto reforça a necessidade da música instrumental possuir “o sentido da oração, da dignidade e da beleza para poder pretender ao carácter sagrado e religioso”.

Assim, se vai longe o tempo em que Santo Agostinho considerava ter pecado por se ter deixado emocionar mais pela beleza do canto que pelas palavras da oração, temos que reconhecer que nem sempre a música utilizada hoje em dia tem servido a Palavra, para melhor a exaltar e ajudar os fiéis a comungar dos mistérios litúrgicos.

É, obviamente, necessário encontrar um equilíbrio entre o modo de expressão da fé dos grupos animadores da música litúrgica, a simplicidade e sobriedade necessárias à oração e as recomendações atrás indicadas para encontrar a resposta específica a cada comunidade, nomeadamente sobre a escolha dos instrumentos mais adequados para acompanhar o canto e para as execuções puramente instrumentais.

Mas a Música, fora do serviço litúrgico, também tem uma função de elevação da espiritualidade e de apoio à fé, quando traduz uma beleza formal, que é o espelho da beleza da obra de Deus. Como indica o Vaticano II, a Igreja “sempre favoreceu o canto nas celebrações litúrgicas, produzindo soberbos exemplos de comentários melódicos dos textos sagrados nos ritos do Oriente e do Ocidente”. Não podemos negar o contributo para a espiritualidade individual da audição meditativa de peças como o Misere de Allegri, as Vésperas de Rachmaninov, o canto bizantino e numerosas obras compostas para a glorificação de Deus.

No contexto familiar, o canto é uma forma muito eficaz de orar com os mais jovens. Rezar, cantando à volta da mesa de refeição com os mais pequenos, ajuda-os a melhor integrar o poder da música sacra e valorizar a expressão musical integrada na oração.

As pessoas descobrem-se como família quando estão conscientes da sua identidade e direitos. Isto significa que a família não é um elemento estático, nem um agregado de pessoas com as suas necessidades, mas uma célula viva ao serviço da comunidade.

 

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Catequese doméstica: “A paz esteja convosco”  (Jo 20, 19.21)

Hoje vivemos um tempo de grandes cargas horárias: na profissão, nos transportes, nos horários escolares, nas atividades extracurriculares, etc. Também os mais velhos e debilitados em termos de saúde se ressentem desta “falta de tempo” e afirmam que a carga é pesada.

Um dos aspetos da missão de Jesus pode ser resumido na sua afirmação “Vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10, 10). A vida de que Jesus é portador é a vida de Deus: a alegria e a paz são componentes dessa mesma vida.

O mundo em que vivemos, porém, é marcado pelo afastamento do bem, pelo egocentrismo, por uma atitude contrária ao amor-partilha. Por isso podemos dizer que a porta é estreita e o caminho é pedregoso. Afastamo-nos do chamamento de Jesus na azáfama de cada a dia, na ausência de diálogo em família e da oração com os mais novos.

Há que ensinar e viver as palavras de Jesus: “Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos que Eu vos aliviarei (...) aprendei de Mim que sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt 11, 28 – 30). Na verdade, tomar este caminho só é possível se aceitarmos este caminho de certeza na vida verdadeira e, portanto, caminho de alegria e paz.

“Manifestei-vos estas coisas para que esteja em vós a minha alegria e a vossa alegria seja completa” (Jo 15, 11). A alegria e a paz andam juntas como dois aspetos da mesma plenitude de vida. Esta é a espiritualidade de todos os batizados, discípulos de Jesus em qualquer momento da história e que nos chama - a cada um – a responder em liberdade às interpelações divinas.

Deus revela uma intenção primeira: cria o homem para a Aliança, ou seja, para entrar em relação com ele e o tornar participante da sua vida. A salvação que propõe coincide com a entrada na Aliança, onde o ser humano é divinizado por graça e na força dos sacramentos, sinais da Aliança.

Jesus Cristo é a nova e eterna Aliança: Deus e o homem encontram-se na pessoa do Verbo feito carne. Diríamos que Ele é tentação permanente do homem incapaz de conciliar na vida, Deus e o mundo, o finito e o infinito. Daí que a relação entre o Pai, Jesus Cristo, e o cristão é resumida desta maneira: “Eu estou no Pai e vós em Mim e Eu em vós” (Jo 14, 20)

texto do Sector da Pastoral Familiar
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