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Advento
Esperança e oração
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Chegámos a Novembro de 2011. Podemos achar que não é nada de especial; que sempre cá chegaríamos. Mas, se calhar, conhecemos alguém que não chegou. Certamente, amigos nossos ou até familiares nossos não chegaram. Partiram e, acreditamos e esperamos nós, estão com o Senhor. A nós foi-nos dada a graça de Deus de outro modo: continuando a caminhar na esperança, no tempo.

 

Aproxima-se a passos largos o Natal do Senhor. Sem querer antecipar demasiado, como a força comercial (com as luzes para vender), profissional (com as festas nas empresas) ou lectiva (com as festas da escola) costumam fazer, desta vez podemos fazer diferente: podemos preparar a preparação. Na sua profundidade, o Advento que “aí vem” (passe o jogo de palavras) é mais do que preparação. É antes o começo da vivência do mistério do Natal, do mistério da Encarnação. Pensar assim só nos ajudará ainda mais a aproveitá-lo bem. A ver se é desta que ele não passa por nós a correr, significativo apenas no princípio e no fim. A ver se é desta que conseguimos ser fiéis a alguns (pequenos e poucos) propósitos de mergulhar em Cristo de forma nova, com maior ardor e empenho.

Para quem não tem fé, este Natal pode ser apenas o do “ano horrível” da crise (não o do princípio dela e não o do seu fim). Mas para nós, cristãos, é outra coisa: é o do ano da graça, da vida, da esperança; como é qualquer um deles que o Senhor nos concede. Tal Natal, tal Advento; tal Advento, tal Natal. Como perspectivarmos o Natal, assim será, em grande medida, o nosso Advento. E como vivermos o Advento (já vinda, mas intensificação progressiva da presença que ainda não está completa em nós), assim será, em grande medida, o nosso Natal. Ou cristão e, portanto, com esperança, ou nada disso. E, portanto, temos de redescobrir o fundamento da esperança. É verdade que podemos esperar que a situação melhore. Mas, não temos de ficar por aí… Diz-nos o Papa: “Precisamos das esperanças – menores ou maiores – que, dia após dia, nos mantêm a caminho. Mas, sem a grande esperança que deve superar tudo o resto, aquelas não bastam. Esta grande esperança só pode ser Deus, que abraça o universo e nos pode propor e dar aquilo que, sozinhos, não podemos conseguir. Precisamente o ser gratificado com um dom faz parte da esperança. Deus é o fundamento da esperança – não um deus qualquer, mas aquele Deus que possui um rosto humano e que nos amou até ao fim: cada indivíduo e a humanidade no seu conjunto” (Papa Bento XVI, Carta Encíclica Salvos na Esperança, 31).

Comecemos já hoje a pensar como vai ser o nosso Advento, para que se dê um verdadeiro encontro com Cristo e cada um possa responder-Lhe pessoalmente: “[Jovens], dizei-Lhe: Jesus, eu sei que Tu és o Filho de Deus que deste a Tua vida por mim. Quero seguir-Te fielmente e deixar-me guiar pela Tua Palavra. Tu conheces-me e amas-me. Eu confio em Ti e coloco nas Tuas mãos a minha vida inteira. Quero que sejas a força que me sustente, a alegria que nunca me abandone” (Papa Bento XVI, Homilia da Missa da XXVI Jornada Mundial da Juventude, Madrid, 21 Agosto de 2011).

 

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Retiro do Advento

Um dos “lugares” de aprendizagem e de exercício da esperança, segundo a Encíclica sobre a esperança já citada, é a oração. Assim, participar num retiro pode ser uma grande ajuda (obtém informações em www.juventude.patriarcado-lisboa.pt). Poderemos dar mais um passo no conhecimento de Deus. E “chegar a conhecer Deus, o verdadeiro Deus significa receber esperança” (Salvos na esperança, 3)

texto pelo padre Carlos Gonçalves, director do Serviço da Juventude
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