Se estes oito países estão na lista negra do Departamento de Estado dos EUA que acaba de lançar mais um relatório sobre a liberdade religiosa no mundo, outros há em que se registam graves violações dos direitos humanos e, claro, onde se inclui a prática religiosa. É o caso do Paquistão, Iraque, Vietname e Egipto. Os observadores americanos remetem para diversos graus de repressão. Há os casos em que é o próprio Estado o agente activo preocupado em dominar a vida política e social em geral, como no Irão ou Coreia do Norte, e há outros países, como a Eritreia, em que o governo procura que os crentes renunciem às sua fé ou, então, abandonem o país.
Ataques extremistas
A isto somam-se os ataques violentos de extremistas contra minorias religiosas do Médio Oriente, como é o caso dos que têm a marca da Al-Qaeda. Em 2010 houve numerosos ataques contra lugares sagrados e contra fiéis no Paquistão e na Nigéria e um recrudescimento de leis formatadas precisamente para evidenciar as questões religiosas, como é o caso da lei da blasfémia, usada, em geral, para discriminar as minorias religiosas. A blasfémia tem sido responsável por inúmeras condenações à morte em países islâmicos, como é o caso do Afeganistão, Irão, Paquistão e Arábia Saudita.
Europa não escapa à crítica
O relatório norte-americano salienta ainda outras práticas religiosas discriminatórias como o aumento do anti-semitismo e a proibição, em alguns países na Europa, do uso de símbolos religiosos. Para o Departamento de Estado dos EUA, é necessário tirar conclusões deste “preocupante” relatório, sendo que é feita a recomendação para que, aos oito países reconhecidos como liderando as más práticas no que concerne à liberdade religiosa, sejam acrescentados os casos do Egipto (onde a minoria copta tem vivido uma repressão sangrenta inenarrável), Iraque, Nigéria, Paquistão, Turquemenistão e Vietname.
Holocausto em curso
Os relatórios são importantes porque denunciam situações. Mas é preciso perceber a amplitude dos números para se perceber a dimensão dos dramas. Um investigador fez as contas e o resultado é tremendo. Em cada ano, cerca de 105 mil cristãos têm vindo a ser assassinados no mundo em resultado da intolerância religiosa. Isto significa que, em cada cinco minutos, há mais um mártir neste holocausto terrível. Afinal, em muitos países do mundo, rezar é mesmo perigoso.
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