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Animadores de grupos de jovens: missão na Igreja
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Uma dimensão incontornável da vida eclesial de hoje, e sobretudo por causa do Beato João PauloII, é a pastoral juvenil. Poderíamos dizer que um qualquer plano ou programa pastoral global que não inclua esta vertente está a cortar ou pelo menos a ignorar uma realidade e uma necessidade muito específicas.

Isto não significa que toda e qualquer paróquia ou comunidade tenha de ter uma estrutura de apoio a esta pastoral bem organizada e desenvolvida, nem tão pouco que só se pode falar de pastoral juvenil quando há muitos eventos e muitos jovens nesses eventos. Mas significa que um pastor, chamado como está a servir o seu rebanho, não pode ignorar que as suas ovelhas têm necessidades próprias, muitas delas decorrentes da sua idade. Assim também há-de ser com os jovens.

 

A importância da acção do pároco

A constituição de um grupo de jovens católico pode tornar-se uma tarefa difícil. Sabemos que a catequese, enquanto realidade pastoral, é (quase) dada por adquirida: por exemplo, é muito raro que uma Paróquia não tenha catequese organizada. Aliás, beneficiamos assim paradoxalmente daquilo de que nos queixamos (e bem) acerca da catequese – uma excessiva escolarização. Passe o exagero, quase se poderia dizer que, em geral, haverá catequese paroquial mesmo que o pároco não faça grande coisa por isso. Com os grupos de jovens não se passa o mesmo. Para haver grupo de jovens numa Paróquia, com ou sem nome específico, ligado ou não a um Movimento, é fundamental, quase imprescindível, haver uma acção premeditada e decisiva do pastor.

 

O papel do animador

Na pastoral não há receitas únicas. Mas há várias coisas que são comuns. No caso que nos interessa agora, ninguém negará que, para que haja grupo de jovens católico, é necessário que haja um animador. É claro que pode ser o próprio Pároco ou presbítero do Movimento. Mas o mais normal, não eximindo da responsabilidade os pastores, é que haja um leigo que tenha essa missão eclesial.

Não é oportuno estar a traçar um perfil do animador juvenil, mas gostava de referir apenas duas ou três coisas já sabidas. A primeira é que o animador tem de ter um forte sentido de Igreja, nomeadamente, no que diz respeito à comunhão que sempre tem de manter com o presbítero (pároco ou não), com a Paróquia, com a Diocese e com o seu Bispo. Além disso, não se pode esquecer que é enviado para servir, ou seja, para ajudar aqueles jovens concretos a encontrarem-se com Cristo e, portanto, com Cristo na Igreja. Dadas ambas as características na mesma pessoa, ainda assim, não poderá deixar de haver um cuidado no “recrutamento” do animador juvenil, ponderando com prudência diversos factores e condições pessoais e eclesiais.

Nesta ponderação, surge também a questão da idade. É um mito (que vai caindo, graças a Deus) a ideia de que o animador juvenil tem de ser jovem. Não só não tem de ser jovem, como é de elementar prudência que não seja tão jovem quanto os seus jovens (salvo raras excepções, a experiência tem demonstrado que isso não resulta). Mas também não podemos ignorar que a necessidade que os jovens têm de uma certa identificação com o animador, poderá aparecer como factor de escolha acertada, isto é, terá de se ver se o animador, seja qual for a sua idade, consegue ter uma linguagem comum com os seus animandos.

 

Formação de animadores

Descoberto o animador, muitas vezes se põe a questão da sua formação. Esta passará por muitas ocasiões e acções, tantas delas comuns ao resto dos fiéis. Mas poderá também passar por uma formação específica. O Serviço da Juventude dispõe de uma oferta para tal, que leva o nome complicado de… “Formação de Animadores” (FA). Escusado será dizer que não dispensa o acompanhamento do Pároco, que é aliás quem propõe o seu paroquiano para esta formação diocesana. Pode ser alguém que já é animador e se calhar até já há algum tempo, mas que necessita de um maior aprofundamento ou de crescer na ligação à Diocese. Mas pode também ser uma “aposta” do Pároco, um investimento em alguém que terá esse serviço no futuro.

A FA está estruturada em 3 anos, realizando-se em três fins-de-semana por ano. Tem uma orgânica temática própria, com objectivos claros e definidos. Supõe por isso, um mínimo de frequência. Em cada ano, como agora entre 1 e 15 de Novembro, o Serviço da Juventude abre um novo ciclo de FA, aceitando inscrições para formar o grupo que fará essa caminhada em conjunto (desta vez será o de 2011-2014).

 

Encontro Geral de Animadores

Há muitos animadores juvenis que não fizeram a FA. E nem por isso deixam de ser animadores juvenis. Para todos, os que fizeram e os que não fizeram, é fundamental manter a ligação à Diocese. Por isso, e para todos, o Serviço organiza no princípio de cada ano um Encontro Geral de Animadores (EGA). O deste ano é neste fim-de-semana, dia 15 de Outubro, no Seminário dos Olivais, conforme programa divulgado. O tema é o do ano pastoral juvenil – “Alegrai-vos sempre no Senhor” (Fl 4,4). Esse é o tema sob o qual o Santo Padre escreverá a Mensagem para o Dia Mundial da Juventude 2012.

 

Perspectivar a JMJ 2013

Sabido é também o tema para 2013, ano em que o Dia Mundial da Juventude será celebrado internacionalmente com o Papa no Rio de Janeiro (em JMJ, dizemos nós em Portugal): “Ide e fazei discípulos de todas as nações” (Mt 28,19).

Os nossos irmãos brasileiros parecem empenhados desde já na realização de uma grande JMJ. Veja-se o site que ficou online a 18 de Setembro (www.jmjbrasil.com.br) bem como o investimento em redes sociais e afins (www.facebook.com/jmjrio13 e www.twitter.com/jmj_rio13 no Twitter). Nós viemos de Madrid com vontade de fazer parte dessa realização. É bastante mais longe, mas queremos ainda assim ter uma boa participação diocesana (em quantidade, mas sobretudo em profundidade). Não será disparatado dizer que dentro em breve temos de começar a preparação. Mas, os animadores dos grupos de jovens sabem tão bem como eu que a nossa JMJ Rio 2013 é aqui e agora: no agora deste ano pastoral e no aqui de cada um dos "lugares" em que acontece pastoral juvenil: paróquias, vigararias, movimentos... em toda a Diocese.

 

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XIII Fórum Ecuménico Jovem

No dia 5 de Novembro acontecerá mais um Fórum Ecuménico Jovem (FEJ). Será a XIII edição de um encontro que pretende juntar jovens de todo o país, unidos pela mesma fé em Cristo.

Organizado pelos departamentos juvenis (nacionais) de várias igrejas e comunidades cristãs, ocorre em cada ano numa Diocese diferente e desta vez cabe a Lisboa acolher o FEJ, o que acontecerá no Colégio de São João de Brito.

“De graça recebeste, dá de graça” (cf. Mt 10,8) – No Ano Europeu do Voluntariado, será o tema sobre o qual se debruçarão jovens católicos, presbiterianos, metodistas e lusitanos.

Será uma ocasião para manifestar aquilo que já há muito se diz no diálogo ecuménico: é muito mais o que nos une do que aquilo que nos separa. Podemos fazê-lo desta forma alegre e celebrativa, dando ao mundo um sinal de esperança.

padre Carlos Gonçalves, do Serviço da Juventude
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