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Domingo, dia de Festa

Neste domingo, dia 9 de Outubro, há sol e luz nos corações do povo da Diocese de Lisboa: as famílias assinalam com alegria os 50 anos de sacerdócio do seu Bispo Diocesano, o Cardeal-Patriarca.

Todos são convocados a participar no Encontro das Famílias e são esperados no Estoril grandes grupos de todas as partes da diocese, mesmo das localidades mais distantes, como Alhandra, Azambuja, Caldas da Rainha, Peniche ou Torres Vedras.

A mobilização de todos será uma prova de gratidão, admiração e amizade que nutrimos por D. José da Cruz Policarpo, Cardeal-Patriarca de Lisboa, com quem tanto temos aprendido do serviço de Deus e da Igreja, na atenção constante aos “sinais dos tempos”.

Sentiram-se mobilizados também muitos diocesanos fragilizados pela avançada idade e que, embora não podendo participar directamente, muito têm contribuído nos Centros Sociais e Paroquiais (que são hoje as suas casas) com a produção de pequenos objectos de artesanato, para entregar aos participantes, aquando do acolhimento no recinto da Escola Salesiana do Estoril.

O Bispo é responsável pela realização da unidade do seu rebanho na diversidade de carismas de cada um, procurando favorecer de tal modo a sinergia entre os diversos agentes, que seja possível percorrerem juntos o caminho comum de fé e missão. É o que tem acontecido na nossa diocese, com um empenho sempre vivo do Cardeal-Patriarca pela causa da Família.

Por isso fazemos, deste Encontro das Famílias, uma Festa.

 

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A Internet numa visão mais global do mundo

O uso da Internet está já tão interiorizado nos comportamentos dos nossos jovens que faz parte do seu quotidiano, quer por motivos de estudo (pesquisa ou aprofundamento de temas), quer em momentos de lazer.

Convém, no entanto, alertar os pais e educadores no geral, para os perigos dos conteúdos impróprios, contactos indesejáveis e arriscados, ou até acesso a um tipo de comércio que nada tem de ético. Este é o lado mais escuro das NOVAS TECNOLOGIAS.

Nos conteúdos impróprios inclui-se a pornografia, a violência, o ódio, o racismo que a Internet disponibiliza de forma legal ou ilegal e que irão causar danos no desenvolvimento são e integral das nossas crianças e jovens.

Nesta área está a crescer o cyberbullying, que é uma forma de agressão psicológica de âmbito público e que assenta em perseguição psicológica, injúrias e calúnias através da internet ou do telemóvel.

No comércio pela Internet, quem não tem conhecimento de compras não desejadas, mas que correspondem a um impulso para a descoberta do que lhe é apresentado como “um produto único, de excepcional qualidade e efeitos invulgares...”? Aqui, destacam-se as práticas comerciais e publicitárias não éticas que podem enganar crianças, jovens e até adultos.

Os jovens crescem e abrem-se ao mundo também pela Internet. É um mundo vasto, com acesso a tudo à distância de um “click”. E o fenómeno a que hoje assistimos com mais frequência é a ausência dos pais, pela azáfama do mundo do trabalho, que lhes exige uma mais prolongada permanência fora de casa, deixando os filhos entregues a si próprios.

“O perigo espreita!” – é uma expressão comum na linguagem popular. De facto, quantos pais não estão plenamente sossegados, porque os seus filhos estão em casa protegidos do mundo exterior?!

Os desafios que a Internet e o mundo digital colocam aos pais, hoje, é criarem não só tempos de acompanhamento no uso destas ferramentas, mas também tempos de diálogo. Preparar, portanto, os nossos filhos dentro deste ambiente, procurando conhecer bem aquilo que eles próprios usam para melhor os podermos orientar. Não podemos ignorar o que está a acontecer à nossa volta. Há que conhecer o que esses meios representam e nos oferecem. Hoje, não somos apenas consumidores de informação: a tecnologia (p. ex. o YOUTUBE) permite que todo o mundo tenha acesso a um pequeno vídeo feito a partir de um telemóvel.

Os pais deverão ser, então, “mediadores”, para ajudar as crianças a compreender melhor as mensagens a que têm acesso, quer pela internet quer pela televisão. Numa mediação não focalizada ou indireta, os pais devem emitir as suas próprias opiniões sobre determinado programa, conteúdo ou protagonista. É um contributo necessário para que a criança consiga ir construindo a sua própria opinião. Daqui se passará rapidamente à mediação avaliativa, ou seja, num ambiente e numa relação de diálogo, os pais fazem, com os filhos, uma leitura dos acontecimentos, notícias ou programas, para, a partir daí, ir criando condições para que os mais novos ganhem a capacidade de fazer as suas opções.

Por outro lado, numa ausência de acompanhamento e de diálogo avaliativo, não há apreciação nem discernimento, passando-se à imposição de medidas restritivas no uso destas ferramentas, não se criando uma filosofia de educação.

Hoje em dia, uma criança passa, em média, uma hora e meia por dia em frente ao computador. Ali, vai contactar com os “amigos”, que preenchem o seu quotidiano pelo Facebook, e entra num mundo desconhecido para os pais, que passam a estar tão vulneráveis como os próprios filhos.

Também os “chats” são espaços de confidências, proporcionando diálogos sem rostos. As ideias de cada um são compartilhadas sem a expressão verbal, sem gestos, reações ou expressões faciais, que normalmente alimentam a partilha de um espaço e do tempo que dedicamos num encontro pessoal. As relações vão-se esfriando e a criança ou o jovem não se desenvolve no encontro pessoal, mas na afirmação da palavra escrita, quantas vezes mal entendida, quantas vezes geradora de suscetibilidades, porque a palavra não foi acompanhada de um olhar, de um timbre de voz, de uma expressão facial, de um gesto.

Os nossos avós tinham facilidade em adivinhar o nosso estado de alma com o seu “olho clínico”, naquela psicologia própria de quem sabe ler nos olhos. Hoje, os olhos estão distantes, porque a proximidade é feita com recurso ao telemóvel, quer na chamada efetuada, quer no envio de um SMS ou apenas de um “toque”. O problema é quando falha a bateria, ou há falta de rede, criando-se uma preocupação excessiva e, por vezes, infundamentada.

Estamos numa época em que mudam os conteúdos e aquilo que fazemos de memória para o futuro. Interagimos com diferentes tipos de cultura, porque acedemos muito mais rapidamente a outros tipos de “media”. Temos uma visão mais global do mundo, já que a Internet é um instrumento fabuloso para facilitar a comunicação, permitindo o contacto de uns com os outros, abrindo também espaço à solidariedade de âmbito inter-geracional. A geração mais velha aprende com a mais nova – netos que ensinam os avós a mexer no computador, criando condições para que vençam a solidão – isto é um hino à alegria.

Estamos num mundo em que temos acesso a ferramentas que, se forem bem conhecidas e usadas com sensatez, podem ser utilizadas para construir um mundo melhor. Talvez a Internet e o mundo digital nos permitam sermos hoje pescadores de homens e pescadores de galáxias. Esse é o desafio colocado a todos nós.


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Catequese doméstica: Deus Pai, Filho e Espírito Santo

A Fé Cristã é muito complexa, dizem os mais afastados.

Numa catequese da família e em família, há que ir ao princípio e dar a conhecer as coisas básicas, os fundamentos da nossa Fé.

Ao traçarmos o sinal da cruz sobre nós, quando nos benzemos, estamos a anunciar a nossa fé em Deus Pai, no seu Filho Jesus e no Espírito Santo. Este é já um momento de louvor a Deus e oração para obter os seus dons. Criamos, neste gesto, uma intimidade com Deus que nos anima no dia que começa, ou que nos aconchega no descanso que procuramos à noite, ao deitar.

A nossa imagem de Deus, do Deus de que gostamos é, por assim dizer, a do Deus ao qual podemos pedir coisas! É o Deus Salvador da morte, das incapacidades, da dor... É o Deus que satisfaz as nossas necessidades, o Deus que nos ajuda. E acontece que o Deus revelado em Jesus Cristo é um Deus que quer que O ajudemos. É o Deus do madeiro. É o Deus que não cede à tentação do poder e da força. É o Deus que está disponível para cada um, nos vários caminhos percorridos na Palestina. É o Deus que nasce à mercê dos homens.

Jesus é o Filho de Deus e revela-nos o Pai, não tanto como o Deus do Poder, mas como o Deus do Amor. “Quem não nascer de novo não poderá ver o Reino de Deus” (Jo 3, 3). Perguntou-Lhe Nicodemos: “Como é que um homem pode nascer de novo, se já é velho?” (Jo, 3, 4). Jesus responde-lhe, indicando a diferença entre o nascimento segundo a carne (gestação e parto) e o nascimento segundo o Espírito, introduzindo um novo conceito: um novo impulso do Espírito, o Espírito de Deus, que possibilita «nascer de novo», «nascer do alto».

Entrar no Reino de Deus é a meta de quem acredita em Jesus. Até Nicodemos andava desejoso de obter as respostas para as suas dúvidas e inquietações.

Os pais que procuram livremente o sacramento do Batismo para os seus filhos, procuram abrir-lhes o caminho para o Reino de Deus. Ora o primeiro passo e condição indispensável é exactamente que a pessoa «nasça da água e do Espírito». A água, só por si, como foi utilizada por João, «o Batista», era sinal de vida e de purificação. A água e o Espírito de Deus introduzem a pessoa na vida espiritual de Deus: “Quem nasce do Espírito, é Espírito.”(Jo 3, 3-7).

Jesus, o Servo sofredor e obediente à vontade do Pai, realizou plenamente a missão salvífica de iluminar com a Sua Palavra – que é revelação de Deus – todos os povos da terra. “Eu sou a luz do mundo” (Jo 8, 12). Mas depois d’Ele e unidos a Ele, os Apóstolos e todos os cristãos têm esta missão iluminadora.

Tomemos, então, esta missão iluminadora na nossa conduta do dia-a-dia. Anunciemos a alegria da nossa fé, sejamos responsáveis e preocupemo-nos com os elementos da nossa família, da nossa comunidade, servindo quando necessário, repartindo com eles, rezando por eles e até usando para com eles da misericórdia, que é um sinal de Deus.

texto do Sector da Pastoral Familiar
A OPINIÃO DE
Tony Neves
Em tempo forte de Quaresma, começo com uma confissão. Quando o Vaticano publicou as datas e locais...
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Há muito que o digo e não me canso de repetir: o Brasil dá cartas ao mundo sobre a forma como se pode e deve ver o tempo da Quaresma.
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P. Gonçalo Portocarrero de Almada
“Aquela mulher tinha mais poder do que ele: (…) é razoável sentença que tenha tido mais poder aquela que mais amou.
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