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A Família, berço de vocação
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Na maioria das vezes, falar de vocação remete para a opção pessoal que cada qual é chamado a fazer a respeito do projecto académico e profissional com o qual deseja construir a sua vida.

Se esta reflexão acontece em círculos cristãos, então vocação parece evocar a realidade da vida consagrada, quase exclusivamente a vida religiosa nas vocações femininas e o sacerdócio nas masculinas… mas em qualquer dos casos quase sempre considerada como uma escolha pessoal de cada um a partir do que sente no íntimo e do que quer para a sua vida.

Mesmo a descoberta vocacional é entendida por muitos como um caminho de auto-compreensão do chamamento de Deus a cada um, ajudada por um sacerdote ou outro fiel mais experimentado na fé, a fim de que o próprio possa decidir, quando estiver amadurecido para tal, se aceita ou não esse chamamento.

Como consequência destas formas de olhar, o “cuidado vocacional” foi ficando a cargo de “especialistas nessa pastoral” e dirigido aos indivíduos que manifestem desejo de se consagrarem e preferentemente em idades onde se possa supor já uma certa maturidade e estabilidade psico-afectiva.

Mas isto é contrário ao dinamismo da vida cristã. Esta é, desde a primeira hora, a manifestação da iniciativa de Deus que chama para dar a cada um a vida do Seu Filho, Jesus Cristo. A família é o berço da vocação porque é o berço da vida. Da vida que nela é apreendida como dom: no seio da família, cada um descobre que a sua existência acontece porque alguém tudo fez para que assim fosse. Ninguém decidiu nascer… Ninguém deu a si próprio a vida… Viver é receber e multiplicar, desenvolver e completar a vida que lhe foi colocada nas mãos como dom. Viver é aprender a conhecer-se para se construir… é preciso descobrir-se e a partir daí, projectar-se… Viver é encontrar-se no encontro com outros, é completar-se na entrega a outros. No horizonte de uma família que seja comunhão de vida, de relação e de projectos (e não apenas troca de afectos) acontece o berço onde a vida se pode descobrir como vocação, como consequência e resposta à iniciativa amorosa que permite ser.

Mas a família cristã é ainda o berço da vocação porque é o berço da santidade filial. Numa família há um único laço afectivo que é comum a todos os membros sem excepção: a filiação. Não há nenhum que não seja filho. Essa condição natural manifesta a vocação universal à filiação divina… Levar alguém ao baptismo e iniciar na vida cristã, é introduzir numa relação viva e filial com Deus, em Jesus Cristo. A família é o berço onde se pode aprender com outros, todos filhos, a viver a condição comum de ser filho de Deus… Ao jeito do Filho de Deus! Quando a família é verdadeiramente cristã, Jesus é uma presença constante e próxima… A família torna-se o berço onde se aprende a decidir a vida com Ele, a andar com Ele, a querer o que Ele quer, a desejar ser santo diante do Deus Santo... Aprende-se a ter por alimento a vontade do Pai… Aprende-se a pertencer a outrem, a viver para outrem… Aprende-se a tocar um sentido para a vida que já não se basta com a formação escolar e académica, com a realização afectiva ou profissional.

Neste novo horizonte pode brotar o verdadeiro sentido da pergunta vocacional específica: a que me chama Deus? Que quer que eu seja? Como quer que viva o Amor? Quer-me consagrar todo(a) para Si, em favor do seu Reino? O ponto de partida, e menos ainda o essencial, já não é a opção pessoal de cada um, mas a resposta livre e fiel ao chamamento divino que traz um dom e um projecto de vida. O decisivo é entender o que é de Deus… para Lhe responder afirmativamente… E a família é o berço onde se aprende a escutar e a dizer “sim” a Deus. Para que efectivamente assim seja é necessário que o cuidado vocacional seja dirigido às famílias e não apenas aos jovens adultos… É preciso oferecer aos pais um acompanhamento que os ajude a ler o projecto familiar e a vocação dos seus membros numa lógica de fé e não meramente humana ou até mundana… a amar a vida consagrada e a querê-la como um dom para a Igreja, para o mundo e para as famílias… a acolher o chamamento de um membro seu como uma visita de Deus… a acompanhar o caminho dessa vocação com sincero afecto, oração, respeito, educando para os valores que possibilitem a resposta ao chamamento divino.

 

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Terça.com

Vai recomeçar:

 

Onde? Na Igreja de Nossa Senhora de Fátima (Lisboa)

Quando? Às terças-feiras ao fim da tarde e noite.

Horário: 19h00 Missa (para quem puder)

                         Jantar (para quem puder, partilhamos umas pizzas)

21h30 Encontro: Grupo vocacional para rapazes (1ª terça-feira do mês)

                           Grupo vocacional para raparigas (2ª terça-feira do mês)

                           Grupo para namorados (3ª terça-feira do mês)

                           Oração Bíblica/Tema de reflexão Fé-Cultura (4ª terça-feira do mês)

 

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Datas Vocacionais:

4 Outubro: Terça.com… Grupo Vocacional para Rapazes (maiores de 18 anos)

11 Outubro: Terça.com… Grupo Vocacional para Raparigas (maiores de 18 anos)

18 Outubro: Terça.com… Namorados

23 Outubro: Dia Mundial das Missões

25 Outubro: Encerramento das festas do Jubileu sacerdotal do senhor Patriarca, na Sé

28-29 Outubro: Fórum das Vocações em Fátima (para jovens, animadores vocacionais e outros agentes de pastoral)

5 Novembro: Encontro de Animadores Paroquiais Vocacionais: Vigararias da Cidade e do Termo (no Seminário dos Olivais) e do Oeste (no Seminário de Penafirme), das 10h00 às 13h00.

8 Novembro: Terça.com… Grupo Vocacional para Rapazes e Grupo Vocacional para raparigas (maiores de 18 anos)

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