O exemplo de Asia Bibi, a paquistanesa condenada à morte por blasfémia, não pode nunca ser esquecido. Há uma campanha mundial pela sua libertação – a que Bento XVI se associou – mas é preciso não esquecer que as autoridades insistem em enforcá-la. Tudo por causa de um simples copo de água…
Uma aldeia no centro do Paquistão, perto de Lahore. A temperatura chega aos 40º C e as mulheres trabalham nos campos. Entre elas está Asia Bibi. Asia tem sede. Ela tira um balde do fundo do poço, despeja um pouco de água numa velha xícara de metal e bebe até ao fim. Enche de novo a xícara e oferece-a a outra mulher a seu lado. É nesse momento que assina a sua sentença de morte. Asia é cristã e a chávena de metal pertence às suas amigas muçulmanas. Ao mergulhar de novo a chávena no balde depois de ter bebido nela, Asia sujou a água. Depressa se começou a falar de blasfémia. Asia é condenada, sentenciada à morte. Por enforcamento. Tudo por um copo de água. Há já dois anos que ela está na prisão, à espera de ser executada.
A história de Asia Bibi em livro
Para continuar a mobilizar a opinião pública a favor da libertação desta cristã paquistanesa, a Fundação AIS juntou-se à editora Aletheia para a promoção em Portugal do livro (Blasfémia – Condenada à morte por um copo de água) que conta, na primeira pessoa, a história desta mulher condenada pela intolerância religiosa.
O lançamento do livro ocorreu esta semana, em Lisboa, e teve a presença da co-autora, a jornalista francesa, Anne-Isabelle Tollet. A história de Asia Bibi ganhou dimensão planetária. Inclusivamente, o Papa Bento XVI já pediu a sua libertação, gesto que, associado ao amplo movimento de simpatia que se gerou para com Bibi, teve o condão de, para já, adiar o enforcamento.
Mártires da intolerância
Ao recordarmos Bibi e aquilo que a intolerância religiosa pode fazer, temos também de lembrar o martírio de duas pessoas que ousaram levantar a sua voz em favor desta mulher paquistanesa: o governador Salman Taseer e o ministro para as Minorias Shahbaz Bhatti, ambos brutalmente assassinados por criticarem a lei da blasfémia. O ano passado, o Bispo do Paquistão, D. Sebastian Shaw, esteve em Portugal, a convite da Fundação AIS, e deu um impressionante testemunho sobre a realidade da perseguição religiosa e as dificuldades por que passam os cristãos naquele país de maioria muçulmana.
Campanhas da Fundação AIS
A Fundação AIS tem presente uma grande campanha de apoio a Asia Bibi e a todos os cristãos perseguidos pela sua fé. Trata-se de uma acção que visa recolher apoios materiais para estas comunidades religiosas, mas também de apelo à oração. Além disso, no Facebook, a Fundação AIS tem vindo a dinamizar o grupo Salvem a Asia Bibi, que congrega já mais de 1.700 pessoas. Participe em www.causes.com/asiabibi
Pode encomendar o livro através do telefone 21 754 40 00 ou e-mail apoio@fundacao-ais.pt
ou directamente no sítio www.fundacao-ais.pt
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