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Iniciativas da Fundação AIS enriquecem JMJ em Madrid: Nunca esquecer os cristãos perseguidos
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Quem por lá passou não esquece. Em Madrid, durante as Jornadas Mundiais da Juventude, que congregaram mais de um milhão de jovens de todo o mundo, a exposição sobre os cristãos perseguidos nos dias de hoje foi vista por milhares e muitos até se emocionaram.

Mais de sete mil jovens, de todas as nacionalidades, viram a exposição sobre os cristãos que continuam a ser perseguidos por causa da sua fé, uma iniciativa do secretariado espanhol da AIS que mereceu um aplauso generalizado. Entre os visitantes, destaque para um grupo de jovens seminaristas iraquianos, que, acompanhados pelos bispos das suas dioceses, visitaram a exposição, rezaram e não resistiram à emoção no momento em que repararam na fotografia de um amigo, jovem sacerdote de Mosul, assassinado há uns anos.

 

A emoção dos jovens iraquianos

O exemplo de valentia e a forma persistente como este jovem padre manteve a sua fé e lutou pelos direitos humanos no seu país continua a ser recordado por todos os que o conheceram, mas nenhum daqueles jovens seminaristas iria imaginar que esse testemunho de fé continua a ser dado a conhecer a todo o mundo através das campanhas da Fundação AIS. E, perante a fotografia do amigo assassinado, comoveram-se.

 

Recordar os que são perseguidos

 Javier Fariñas, um dos responsáveis pelo secretariado da instituição em Espanha, comentou, a propósito, que muitas pessoas ficaram surpreendidas ao constatar que a vivência livre da fé é altamente problemática em muitos países. “Nós somos desafiados pelo testemunho incrível das pessoas que continuam a viver no seu país, em suas casas, apesar da hostilidade, da violência, da discriminação, apesar de tudo o que têm de suportar, por causa da sua fé cristã.” E acrescenta: “O que faria eu se vivesse nas mesmas condições?”

 

O exemplo de 15 mártires

A exposição da AIS conta a história de 15 mártires dos últimos 50 anos e descreve três exemplos de perseguição que atraiu alguma atenção nos meios de comunicação social. Trata-se de ataques contra cristãos em Gojra, Paquistão; no Estado de Orissa, Índia; e em Tibhirine, Argélia. A exposição também apresenta breves documentários sobre a Nigéria, China, Sudão, Cuba e Iraque. Durante o Dia Mundial da Juventude, alguns dos visitantes da exposição foram também brindados com rosários e medalhas benzidas pelo Santo Padre.

 

Não esquecer o Egipto

A exposição foi também visitada por um sacerdote de Alexandria, Egipto, que, solicitando o anonimato por temer represálias, denunciou aquilo que classificou como a “terrível situação em que vivem os cristãos no país”, e pediu a todos que ajudassem. “Isto aqui (referindo-se a Espanha) é como viver no paraíso. Nós, no Egipto, enfrentamos problemas todos os dias”.

 

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Caixinhas de oração

Além da exposição sobre a perseguição aos cristãos no mundo, foram muitas as iniciativas da Fundação AIS para estas Jornadas Mundiais da Juventude que mobilizaram também milhares de jovens portugueses. Uma das mais originais foi a distribuição de dez mil caixinhas de oração. Estas caixinhas continham uma dezena, uma cruz e um pequeno frasco com água benta. Trata-se de uma prenda simbólica para que nunca nos esqueçamos do que é realmente essencial, para que, no meio da agitação do dia-a-dia, tenhamos sempre algum tempo para a oração. Também querendo assinalar a importância da formação espiritual de todos os cristãos, a FAIS contribuiu fortemente para o financiamento do Catecismo para os Jovens, o já famoso YouCat, que foi entregue a todos os participantes.

 

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Para mais informações, visite a página www.fundacao-ais.pt

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