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Jubileu Sacerdotal (50 anos) de D. José Policarpo: Aprofundar o dom do sacerdócio, em comunhão com o Bispo
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Ao longo deste ano pastoral, o Patriarcado de Lisboa tem assinalado com diversas iniciativas o Jubileu Sacerdotal de D. José Policarpo. No próximo dia 15 de Agosto, o Cardeal-Patriarca celebra 50 anos de ordenação sacerdotal.

Dois mil jovens com Patriarca

Mais de 2000 jovens vão estar presentes na celebração eucarística presidida por D. José Policarpo no dia em que celebra os 50 anos de ordenação sacerdotal. A celebração, que decorrerá no dia 15 de Agosto, pelas 16 horas, no Mosteiro dos Jerónimos, será o ponto alto destas comemorações do Jubileu Sacerdotal de D. José Policarpo, e vai contar com a presença dos 2017 jovens da Diocese de Lisboa que o Serviço da Juventude do Patriarcado vai levar a Madrid, para participar nas Jornadas Mundiais da Juventude.

 

Encontro com clero, família e amigos

No sábado, dia 20 de Agosto, será o momento para juntar família, conterrâneos, amigos e o clero do Patriarcado em Alvorninha, terra natal do Patriarca de Lisboa. No dia em que D. José Policarpo celebra o aniversário da sua Missa Nova, a comunidade cristã que o viu crescer promove um encontro que “tem estado a ser preparado com entusiasmo”, frisou à VOZ DA VERDADE o pároco de Alvorninha, padre Rui Gomes. Do programa consta a celebração eucarística ao ar livre, às 12 horas, naquela localidade, seguida de almoço convívio.

 

Encontros com famílias da diocese e bispos de Portugal

No Domingo, 9 de Outubro, realiza-se na Escola Salesiana do Estoril o encontro com as famílias, que está a ser preparado pelo Sector da Pastoral Familiar da Diocese de Lisboa.

A concluir este tempo de comemorações do Jubileu Sacerdotal de D. José Policarpo, o Cardeal-Patriarca vai presidir, no dia 25 de Outubro, aniversário da Dedicação da Sé Catedral, às 16h, a uma concelebração que reunirá o Colégio Episcopal e Clero, seguindo-se depois uma refeição no Seminário dos Olivais.

 

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Um renovado dinamismo de comunhão à volta do pastor

O programa das comemorações teve início no passado dia 19 de Março, data do aniversário de Baptismo de D. José Policarpo, numa celebração realizada no Seminário de São José de Caparide. Na sessão de abertura, D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar de Lisboa e responsável pela Comissão que tem promovido diversas iniciativas para assinalar este jubileu sacerdotal, referia que “o Jubileu, de inspiração bíblica, é tempo de celebração de acontecimentos significativos para a vida do Povo de Deus. É tempo de graça e de acção de graças”. Por isso mesmo, neste tempo de celebração, “os cristãos são convidados a aprofundar o dom do sacerdócio apostólico para a edificação e santificação do Povo de Deus”, referia D. Joaquim Mendes, desejando, ainda, que as celebrações “possam despertar na Igreja de Lisboa – presbíteros, diáconos, religiosos, religiosas e fiéis – e em todo o Povo de Deus, um renovado dinamismo de comunhão à volta do seu pastor”.

Acentuando, desta forma, o papel do bispo na Diocese e identificando-o como “a presença sacramental e histórica do próprio Jesus Cristo entre o seu Povo”, e o “grande sacerdote de toda a Diocese”, D. Joaquim Mendes sublinhou, ainda, que a celebração deste jubileu “é um tempo propício para intensificar a indispensável unidade entre o Bispo e o Presbitério, para a construção da Igreja Diocesana como mistério de comunhão, na caridade”.

 

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Uma Diocese aberta à nova evangelização

Reconhecido pelo relevo dado pela Diocese ao seu Jubileu Sacerdotal, D. José Policarpo aproveita a Mensagem para a Quaresma deste ano para fazer o seu agradecimento público, desejando que o seu sacerdócio “continue a ser um foco irradiador do amor de Jesus Cristo e que esta celebração jubilar, mais que uma homenagem pessoal, seja este abrir-se da Igreja de Lisboa ao ‘ardor’ de uma nova evangelização”.

Mas esta dimensão da comunhão com o Bispo da diocese tem sido um aspecto que sobressai das diversas iniciativas promovidas. Ainda antes do início das comemorações deste jubileu sacerdotal, D. Joaquim, Mendes, numa carta enviada ao clero, comunidades paroquiais e religiosos, convidava a Diocese a “reforçar a comunhão e expressar a gratidão pela fidelidade, generosidade, dedicação e entrega à Igreja de Lisboa ao longo destes 50 anos”.

 

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A beleza de uma Igreja que é comunhão

A resposta da Diocese a este apelo surgiu quando no passado dia 19 de Junho, Dia da Igreja Diocesana, cerca de 2 mil pessoas se juntaram ao seu Bispo num gesto de comunhão que o próprio reconheceu. “Este ano em que celebro 50 anos de ministério sacerdotal, maior expressão da ternura de Deus por mim, tenho sentido, como hoje aqui, a beleza de uma Igreja que é comunhão. E ao sentir que este amor é participação no amor de Deus, a minha acção de graças só pode ser um hino à misericórdia, à bondade do Senhor”, disse D. José Policarpo, durante a Eucaristia a que presidiu no Pavilhão Gimnodesportivo do Externato de Penafirme. Nesse mesmo dia, o Cardeal-Patriarca de Lisboa anunciava à Diocese que o pedido de resignação feito ao Santo Padre, por motivo de idade (75 anos), não foi aceite. Bento XVI reconduzia D. José Policarpo por mais dois anos à frente da Diocese de Lisboa.

 

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Livro ‘Atraídos pelo Infinito’

Com cerca de 40 obras publicadas ao longo destes 50 anos de serviço à Igreja, D. José Policarpo viu, agora, ser editada um livro que reúne o seu pensamento. ‘Atraídos pelo Infinito’ é uma obra que conta com as participações de António Araújo, Guilherme d’Oliveira Martins e D. Manuel Clemente. Na apresentação pública desta obra literária com a chancela da Editora Alêtheia, o reitor da Universidade Católica Portuguesa, Manuel Braga da Cruz, fez questão de frisar que este “não é um livro sobre o senhor D. José, embora seja um livro que reflecte sobre ele, sobre o seu pensamento, sobre a sua pessoa e, sobretudo, sobre o seu testemunho”.

Em ‘Atraídos pelo Infinito’, D. José Policarpo é apresentado como “o intelectual, o professor, e o teólogo em acção”, que coloca “a relação Igreja-Mundo como tema central do seu pensamento”, e de quem “o silêncio é uma lição que devemos aprender do seu magistério”.

 

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Concerto de homenagem

No passado sábado, 23 de Julho, o grande auditório da Fundação Calouste Gulbenkian recebeu o Concerto de Homenagem a D. José Policarpo, sob a direcção da maestrina Joana Carneiro, que dirigiu o Coro e a Orquestra Gulbenkian.

Neste concerto, que fez encher o grande auditório da Gulbenkian foram apresentadas composições de Mozart, James MacMillan, Beethoven e três originais de Eurico Carrapatoso, compostos para este efeito.

Estiveram presentes, entre outros, o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e o Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, bem como a Primeira Dama, Maria Cavaco Silva, o presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, Emílio Rui Vilar, o Núncio Apóstolico, D. Rino Passigato, e o Chefe da Casa Civil, Nunes Liberato.

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