Missão |
P. Nuno Coelho, Pároco de Cascais: Missão em S. Tomé e Príncipe, Moçambique ou na Linha
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A família indicou-lhe o caminho da Igreja. Nesta foi descobrindo os caminhos da Missão. As Comunidades e grupos por onde se empenhou, abriram-lhe as portas de África por onde andou e se sentiu feliz. Nomeado para Cascais, aqui vai descobrindo novos horizontes para uma Missão que não tem fronteiras. Este Verão vai regressar a S. Tomé e Príncipe.

De Paço D’Arcos ao Altar

Teve uma infância feliz numa família muito praticante, por onde passavam Padres que ele aprendeu a admirar. Aos 17 anos, entrou no Seminário de Caparide, onde estaria 13 anos, oito como seminarista e cinco como Padre: “O tempo de seminário foi um espectáculo. Foi também difícil, exigente. Quando se entra tão novo, as dúvidas, as perguntas, a própria maturação humana, têm de ser feitos lá. O que não torna a estadia tão serena como se possa pensar, mas ajuda-nos a fazer uma caminhada enorme e bem feliz. Aprendi a conhecer melhor a Igreja. No Seminário, vínhamos de várias proveniências (paróquias, movimentos…) Além disso, eram também as congregações religiosas. Na faculdade, a nossa turma era uma autêntica ‘salada de frutas’ (Dehonianos, Espiritanos, Dominicanos, Franciscanos, Capuchinhos, Baptistas, Padres Operários, Monfortinos, Irmãos de S. João de Deus, Verbitas, Consolata, Vicentinos, Diocesanos de Setúbal, Santarém, Funchal…) de todas as nacionalidades”.

Tudo isso lhe deu a oportunidade de manter um olhar aberto, atento, próximo da diversidade da Missão na Igreja.

 

Missão em Lisboa

Ordenado Padre, manteve-se no Seminário de Caparide, também a trabalhar com o Pré-Seminário: “Estar no coração da Diocese, ainda para mais acompanhado por padres extraordinários foi importantíssimo nesta primeira fase da vida sacerdotal. Enquanto estive no Seminário, não deixei de encher a agenda, de estar próximo dos padres, das paróquias, dos movimentos. Eram frequentes os retiros, as conferências, as catequeses, as pregações…”.

A Missão em África foi ganhando forma no coração do P. Nuno desde muito cedo, sobretudo através da Paróquia da Ramada (com o P. Daniel), da Equipa d’África e das Equipas de Jovens de Nossa Senhora, com quem viria a partir em Missão para Moçambique e S. Tomé e Príncipe.

 

S. Tomé e Príncipe e Moçambique

O P. Nuno recorda o impacto de uma visita a Cabo Verde de um seu formador que veio fascinado e do desafio que o P. Daniel lhe lançou para passar o mês de férias na Ilha do Príncipe, ao abrigo da geminação entre o Príncipe e a Ramada: “Foi uma experiência extraordinária. A pessoa de Jesus, o testemunho simples, próximo, gratuito, sincero, heróico, daqueles que se enamoraram por Ele dá mesmo fruto a seu tempo. Como eu estive lá pouco tempo, em alturas de férias, de festas, tudo me pareceu paradisíaco e fecundo. Quero acreditar que também o foi. Entretanto, já lá voltei outra vez e, no próximo Verão, se Deus quiser, lá estarei de novo”.

Acompanhar a Equipa d’África, um grupo de jovens universitários com carisma de servir os outros, foi outro dos grandes desafios missionários do P. Nuno, projecto que o levaria a Moçambique, onde se sentiu peregrino.

 

Missão em Cascais

Foi nomeado para Cascais com 30 anos: “É óbvio que fiquei com um bocadinho de receio, mas a reacção da minha família e dos amigos mais próximos ainda me fez tremer um bocadinho mais. Quando lhes dizia que ia para Cascais o diálogo era sempre o mesmo:

- Mas Cascais, onde mesmo?

- Cascais, Cascais.

- E vais ajudar que Prior?

- Vou ser eu o Prior.

- Mesmo?!

- Sim!

E o tom que ficava no ar era sempre de um espanto descrente”.

O P. Nuno explica como se sente Missionário em Cascais: “Encontrei uma paróquia com potencialidades ímpares. Mas, eu próprio, ainda tenho de aprender a ser pároco, pastor. Vou dando o meu melhor e vou exercitando a virtude da paciência (própria de um semeador). A missão numa grande paróquia não é diferente das outras, embora possa ser humanamente mais desafiante e enriquecedora. Mas o que continua a deixar marcas e a puxar por mim é o contacto pessoal, próximo, nos momentos de festa ou de sofrimento e dor, na intimidade das famílias ou no púlpito da Igreja”.

E deixa uma promessa: “Quero servir a Igreja sempre, onde quer que for. Aliás o meu ‘sonho’ ainda é ir para Timor onde o meu pai cumpriu parte do serviço militar. As fotografias e as histórias que ele contava deixaram o ‘bichinho’, talvez um dia…  

Ser padre é mesmo bom!”.

 

 

PERFIL:

 

1977 – Nascimento em Paço de Arcos

2002 – Ordenação Presbisteral nos Jerónimos

2002 – Prefeito do Seminário de Caparide e do Pré-Seminário de Lisboa

2005 – Missão na Ilha do Príncipe

2007 – Coadjutor em Algés/Miraflores

2007 – Missão em Moçambique

2008 – Pároco de Cascais

2008 – Missão na Ilha do Príncipe

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