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JMJ - Lisboa a caminho de Madrid
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O ano de 2011 é um ano muito especial para a pastoral juvenil. É um ano marcante para os jovens católicos (e não só) de todo o mundo: neste ano, o habitual Dia (Jornada) Mundial da Juventude tem celebração internacional com o Papa. Isto acontece de 3 em 3 anos (no início era de 2 em 2) e desta vez, o Papa Bento XVI convoca os jovens para esta festa da comunhão na Diocese de Madrid. ‘Enraizados e edificados em Cristo, firmes na Fé’ (Cl 2,7) é o tema que nos guia e nos levará a esta Jornada.

A última edição internacional da JMJ tinha sido em Sydney. Desde a escola que sabemos que mais longe que isso só se fosse na Nova-Zelândia, que é já ali “ao lado”. Muitas horas de viagem, muito cansaço, muita despesa. Mas desta vez, é em Espanha. Mais perto só se fosse em Portugal (quem sabe um dia!).

É por isso normal que os jovens católicos portugueses se mobilizem para participar, ainda para mais, tendo o Santo Padre nos brindado com a sua visita em Maio de 2010.

Na nossa Diocese de Lisboa isso está realmente a acontecer. Já se vive um espírito de JMJ, um espírito de peregrinação! Mas este caminho, que ainda não terminou, começou há algum tempo. Se o contarmos desde o dia em que o site do Serviço diocesano da Juventude especificamente criado para a JMJ – www.lisboajmjmadrid.com – ficou disponível na web, até ao fecho das inscrições online (15 de Agosto de 2010 e 15 de Março de 2011) temos 7 meses certos. Daqui até à partida para Madrid do maior grupo lisboeta (15 de Agosto de 2011) vão 5 meses. Estamos a meio. Podemos, pois, olhar para trás, fazer já um pequeno balanço e olharmos para a frente, perspectivando e preparando o que vem a seguir.

No dia 17 de Agosto de 2010, tivemos a visita da Cruz da JMJ. Apesar de ser no Verão, houve uma afluência inesperadamente grande à Igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Lisboa, para rezar diante da Cruz e do ícone de Nossa Senhora que a acompanha sempre.

Dois dias antes, o Serviço da Juventude tinha as suas propostas no ar: uma modalidade que inclui a Pré-Jornada na Diocese de Zamora (de 11 a 22) e outra que corresponde apenas à Jornada propriamente dita (de 15 a 22). Em Outubro, abrimos as inscrições. No primeiro dia tivemos três! Neste momento, são já perto de 2000. E se é verdade que as inscrições online terminaram, ainda estamos a ver como acomodar situações de última hora.

Entramos agora numa outra fase. Já sabemos quem somos, os que vamos à JMJ com o Serviço da Juventude. Vamos juntos fazer uma caminhada. Para isso vão ajudar os quatro encontros obrigatórios que acontecerão em vários pontos da Diocese em simultâneo, nos dias 10 de Abril, 22 de Maio, 19 de Junho e 24 de Julho. Os locais estarão a ser divulgados nestes dias próximos. Estamos também conhecedores de várias iniciativas para uma verdadeira preparação espiritual e formativa em cada grupo. Assim vamos também ao encontro do que o Papa diz na Mensagem para este Dia Mundial da Juventude: “Ao longo deste ano preparai-vos intensamente para o encontro de Madrid com os vossos Bispos, os vossos sacerdotes e os responsáveis da pastoral juvenil nas dioceses, nas comunidades paroquiais, nas associações e nos movimentos. A qualidade do nosso encontro dependerá sobretudo da preparação espiritual, da oração, da escuta comum da Palavra de Deus e do apoio recíproco.” (Mensagem para XXVI Jornada Mundial da Juventude, 6)

Todo este trabalho que começa a dar os seus frutos tem sido possível realizar com a enorme generosidade de uma equipa que inclui aqueles que são já os colaboradores habituais do Serviço da Juventude e do seu Director, mas também aqueles que especificamente se juntaram a nós nesta altura. Para todos vai a minha gratidão!

Ainda há muito caminho pela frente. Mas mais importante que as questões logísticas, que são incontornáveis, somos chamados a uma verdadeira peregrinação, nas nossas Paróquias, nos nossos grupos, nos nossos Movimentos. Firmes na Fé, estamos a caminho!

 

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Experimentar a Igreja jovem numa Jornada Mundial

 

Para muitos cristãos e, em particular, para muitos jovens cristãos, nem sempre é fácil viver em Igreja. Tantas vezes se arrasta um viver em Igreja enfadonho e sem chama. As razões para isso podem ser muitas e de vária ordem. Mas, com certeza, uma delas é a falta de “consciência de Igreja”, o ignorar de uma realidade jovem e alegre que, se procurarmos, encontramos na Igreja de Cristo, Aquele que é sempre novo e renovador.

A Igreja não é uma associação, um clube, mas é uma criação de Deus, uma oferta de Deus para vivermos a Sua salvação. Por isso, sendo importante construí-la, mais ainda é descobri-la.

Muitas vezes julgamos que a Igreja é o nosso grupo de jovens ou, quando muito, a nossa Paróquia. É verdade que aí fazemos uma experiência da Igreja importante e próximas, mas também necessariamente limitada. Aliás, se julgarmos que essa realidade é toda a Igreja, então isso torna-se mesmo redutor.

Fazer a experiência de participar numa Jornada Mundial da Juventude é uma grande ajuda para fazer a tal descoberta da Igreja. O jovem tem a oportunidade de mergulhar na Catolicidade, de experimentar a comunhão da universalidade da Igreja de forma concreta e palpável. Ali vai contactar com muitas pessoas diferente daquela com que costuma estar, mas todas com o mesmo objectivo: o encontro com Jesus Cristo.

Quem arrisca dar o passo para ir a uma Jornada Mundial da Juventude sacode uma visão redutora e reduzida da Igreja. Não porque assim possa fugir dos problemas daqueles que lhe são mais próximos, mas porque de uma forma intensa toca a comunhão da Igreja.

É verdade que a Igreja se vive localmente, mas também é verdade que ela é comunhão universal. O nosso problema é que na maior parte do tempo não fazemos essa experiência de comunhão (unidade e diversidade) a uma escala universal. Na Jornada Mundial da Juventude isso é possível! Durante alguns dias, sentimo-nos imersos nesta realidade que nos ultrapassa e que puxa por algo que sentimos que faz parte da nossa identidade cristã que o Senhor nos deu, mas que está habitualmente adormecido: somos católicos. Ou seja, somos universais, somos da Igreja que é universal. Somos uns dos outros, somos de todos, somos do Corpo de Cristo!

Para esta experiência se dar, não bastaria estar com milhares (ou milhões) de jovens de tantos países diferentes: para isso bastaria participar num concerto ou num festival muito concorrido…Mas também não bastaria estar com milhares de jovens cristãos…Para essa experiência da Igreja universal se dar, há que estar, viver, rezar, celebrar com essa multidão de jovens católicos e com o Papa.

Não tenhamos medo! Renovar o nosso afecto filial ao Papa, se for com autenticidade, não nos roubará, antes aprofundará, a ligação à nossa Diocese e ao nosso Bispo. Uma participação numa Jornada Mundial da Juventude dar-nos-á uma ligação à nossa Igreja local mais profunda e duradoura. Vamos buscar junto do Papa esta consciência de Igreja, esta ligação vital que nos abre para a felicidade com os nossos irmãos em Cristo!

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