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A Palavra de Deus e as Vocações na Verbum Domini
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A vida cristã como vocação: “Cristo é a Palavra de Deus entre nós,chama cada um em termos pessoais (e revela) que a própria vida é vocação em relação a Deus (n.º 77).

Com toda a clareza a Verbum Domini aponta a fé cristã como um chamamento pessoal que leva ao encontro com Cristo. Toda a iniciação cristã, e toda a acção pastoral têm de configurar um chamamento feito em termos pessoais. Precisamente porque é um chamamento pessoal, e ser pessoa implica identidade e relação, não se trata de uma realidade individual, privada ou intimista.

Mas precisamente porque é pessoal, não pode esconder-se numa pastoral do colectivo. A voz não pode e não deve adulterar a Palavra e os seus dinamismos. A falta de tempo, o medo do individualismo, o sentimento de pouco à-vontade, muitas outras razões que tantas vezes invocamos não podem levar a que muitos fiéis não toquem a fé, logo na sua fase de iniciação, como experiência de um chamamento feito em termos pessoais. Não basta ensinar e alimentar orações, doutrina, comportamentos pessoais e sociais. Não basta ensinar a ser melhor (melhor pessoa, melhor para os outros). Não basta alimentar propostas gerais que facilmente venham a redundar em pietismos devocionais ou em solidariedades voluntaristas. Não deveria ser comum que o testemunho maioritário dos que se apresentam para ser confirmados depois de dez ou mais anos de catequese seja a de que “nunca escutaram Deus”, ou de que apenas têm consciência de que Deus lhes peça o que pede a todos, sem qualquer palavra que lhes seja dirigida pessoalmente.

É preciso oferecer, no caminho feito em comum, propostas que sejam pessoais e se apresentem com a força de um chamamento. É preciso que cada fiel possa fazer a experiência que aquela palavra vem do Senhor e é dirigida a si. Umas vezes, mesmo que verbalmente soe de igual modo para muitos outros, ela carrega uma força que lhe é dirigida pessoalmente. Outras vezes, ela é pensada explicitamente para ele, preparada há muito e agora clarificada. Também é preciso que essa mesma palavra não apareça com peso indiferenciado: às vezes ela apresenta-se como luz iluminadora… outras, como sugestão ou convite… outras, como oportunidade a não perder… outras, como chamamento firme ou até como envio ordenador… Não basta oferecer uma hipótese (vinda de Deus) entre tantas outras, que depois cada um escolherá se quer ou não quer seguir… É preciso guiar a escutar e decidir com Cristo, de modo que cada um possa dizer: «Já não é pelas tuas palavras que acreditamos; nós próprios ouvimos e sabemos que Ele é verdadeiramente o Salvador do mundo.» (Jo 4, 42).

 Mas hoje não basta apresentar Cristo, Palavra que chama em termos pessoais, quando aquele que é chamado já não sabe escutar. Hoje é preciso educar para a escuta: há que iniciar ao silêncio onde a Palavra ressoa, à profundidade onde a Palavra germina e lança raiz, à paciência e à esperança onde a Palavra rebenta e desabrocha; há que ensinar a distinguir as muitas palavras da Palavra que chama e a reconhecer as palavras e os demais lugares onde a Palavra encarna e ressoa.

Também é necessário ensinar a reconhecer a marca do chamamento. Esta Palavra é viva e eficaz, tem a força criadora de fazer acontecer o que anuncia. No fiel chamado, ser pessoal e livre, essa acção não é automática. Se Deus chama, espera uma resposta, voluntária e decidida. Há que oferecer esta experiência: iniciar a viver em Cristo, que vivia a partir não de Si mas de um Outro que é o Pai, em resposta à iniciativa do Pai. Isto levará a descobrir que ser autêntico não é ser autor mas segundo o Autor. Não se trata de se sujeitar a uma missão (como tantos tantas vezes referem) mas de se ser autenticamente. Este dinamismo vocacional é o adn da vida cristã e da pastoral da Igreja.

 

Marcas deste dinamismo vocacional da fé: «quanto mais aprofundarmos a nossa relação pessoal com o Senhor Jesus, tanto mais nos damos conta de que Ele nos chama à santidade, através de opções definitivas, pelas quais a nossa vida responde ao seu amor, assumindo funções e ministérios para edificar a Igreja» (n.º 77).

 

A primeira marca é a santidade como o horizonte da acção pastoral da Igreja. Oferecer a cada fiel a possibilidade de responder ao chamamento do Senhor para viver n’Ele é suscitar em cada um a descoberta e o desejo de ser santo. Há que dizer a cada um que o sentido da vida é a santidade, a vida ao jeito e tamanho do Santo, Cristo. N’Ele está a vida verdadeira, n’Ele está a vida feliz, não há felicidade sem santidade. N’Ele está a norma da vida, não há vida normal sem santidade. Não há os santos (ao estilo super-heróis) e os normais. A vida em Cristo, santa e imaculada, perfeita, antes de vida sem erro, trata-se de vida sem fundo, abundante, plena, na graça e na paz. Iniciar à santidade não é propor uma imitação voluntarista de uma medida impossível: a impecabilidade de Cristo. É antes convidar a unir-se a Deus, viver na sua companhia e na sua presença, como quem mergulha n’Ele e O acolhe em si, a ponto de ir sendo transformado por Ele. Como ensinou João Paulo II: « Perguntar a um catecúmeno: «Queres receber o Baptismo?» significa ao mesmo tempo pedir-lhe: «Queres fazer-te santo?» Significa colocar na sua estrada o radicalismo do Sermão da Montanha: «Sede perfeitos, como é perfeito vosso Pai celeste» (Mt 5,48)» (NMI 31).

A segunda marca aponta-nos a tomada de opções definitivas assumindo funções e ministérios para edificar a Igreja, como resposta ao amor que chama à santidade, segundo os diferentes estados de vida. Desde logo se manifesta que o encontro com Cristo não deixa ficar na consolação interior. Quando esta é fruto da acção de Deus no crente, então ela será resposta que amadurecerá até assumir uma configuração definitiva em favor do corpo eclesial. Por isso a resposta vocacional já não procura a realização pessoal mas a edificação da Igreja, corpo de Cristo e, em termos mais abrangentes, o cumprimento do Reino de Deus inaugurado no mesmo Cristo.

 

Consequências pastorais:

Primeiro, é preciso iniciar na descoberta de que a felicidade não é um objectivo mas uma consequência. Ela não surge como prémio final a alcançar por meio de opções seguras. Ela é o dom que acompanha a vida que se recebe de Deus: sempre que se mergulha na vida mergulha-se mais um pouco na felicidade do Reino. Ela cresce de dia para dia na exacta medida em que cresce a vida de Deus em cada um e no mundo, até ser tudo em todos. Se não se entende isto, nunca se tomam opções: fica-se sempre à espera de um sinal claro, de um tempo oportuno, de uma preparação ainda não alcançada, de uma segurança que ainda não se tem, de uma maturidade que ainda não se vê. Que desafios isto traz, tanto aos chamados, como aos que o Senhor chama a ser instrumentos do seu chamamento.

Segundo, do exposto acima decorre que o acento na resposta vocacional não é poder escolher o que se quer, mas poder responder ao dom amoroso de Deus que espera para produzir frutos pessoais e comunitários. Quem escolhe o que quer, às vezes acolhe a felicidade, outras, rejeita-a. Quem escolhe obedecer à Palavra que chama, recebe sempre a felicidade inerente à vida que a Palavra traz. Por isso é urgente educar para a obediência da fé, no sentido de que ao chamamento de Deus o sim é a única resposta possível. O não não é uma resposta, é uma não resposta. Pode haver luta, caminho, dúvida, discernimento… Uma vez reconhecida que a Palavra é de Deus, pode-se não entender nem se sentir capaz de tudo: só a obediência permite percorrer o caminho ainda por fazer.

Terceiro, opção vocacional não é poder escolher tudo, mas poder escolher o definitivo. É tendendo para este horizonte que a decisão vocacional amadurece como resposta de amor. Se não evolui para aqui, se quer sempre manter a possibilidade de refazer de novo, então nunca se entrega, nunca se abandona em definitivo. Educar para escolher o definitivo é ajudar a passar do gosto que se aceita partilhar ao amor, do efémero que se procura repetir ao eterno, das vivências de Deus ao viver em Deus.

Quarto, a resposta vocacional ao chamamento de Deus não deve ter como elemento decisivo as capacidades ou sentimentos de quem se descobre chamado mas as necessidades manifestadas para a edificação da Igreja. Isto exprime desde logo que a vocação a uma determinada função ou ministério não é um direito de quem sente que tem apetência para tal. É uma iniciativa de Deus para edificar a Igreja, e que distribui os carismas segundo o seu desígnio. Se levarmos tal dinamismo a sério não podemos ficar à espera que cada um se aperceba no seu íntimo do que Deus quer e se apresente à Igreja. Temos que ser mais dóceis à acção de Deus que chama também através de nós. Exprime também que o acesso a diferentes funções e ministérios não decorre de outras razões que não a resposta de santidade que une o fiel baptizado a Cristo e o constitui membro do seu corpo segundo um determinado estado de vida.


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Oração

Ó Espírito Santo, alma da minha alma, adoro-vos, iluminai-me, guiai-me, fortalecei-me, consolai-me, dizei-me o que devo fazer, dai-me as Vossas ordens; prometo submeter-me a tudo o que desejardes de mim e aceitar tudo o que permitires que me aconteça; fazei-me somente conhecer a Vossa vontade.

 

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Auxiliares do Apostolado

"As Auxiliares do Apostolado, vocação nascida na Bélgica no tempo do Cardeal Mercier, no início do séc. XX e aceite em Lisboa pelo Cardeal Cerejeira, são uma vocação pessoal de leigas, que através de uma busca da contemplação, pela oração, se entregam totalmente à construção da Igreja Diocesana, numa união profunda ao ministério do Bispo.”

 

(“Nova Evangelização” Um desafio pastoral, Carta Pastoral do Cardeal-Patriarca à Igreja de Lisboa, de 14 de Setembro de 2010, n.º 15)

 

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Agenda das Vocações (Fevereiro e Março)

 

Dia 8 de Fevereiro

Terça.com…vocação (raparigas) - Encontro Vocacional Diocesano na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, 21h30

 

Dia 11 a 12 de Fevereiro

 “Luiza escutou a Palavra de Deus” (para jovens que colocam a questão vocacional) - Congregação das Servas de Nossa Senhora de Fátima, em Lisboa (Largo de S. Mamede, nº1 - Ir Eugénia)

 

Dia 15 de Fevereiro

Terça.com… namorados - Encontro Vocacional Diocesano na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, 21h30

 

Dia 13 a 20 de Fevereiro

Semana XPTO nas paróquias de Alvorninha e Vidais

 

Dia 22 de Fevereiro

Terça.com… Fé&Cultura - Encontro Diocesano na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, 21h30

 

Dia 1 de Março

Terça.com… vocação (rapazes e raparigas) - Encontro Vocacional Diocesano na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, 21h30

 

Dia 8 de Março

"Missão é Verdadeira Vocação" - Irmãs Missionárias Combonianas, em Viseu, Ir. Beta Almendra - betalmendra@gmail.com -913482373

 

Dia 11-13 de Março

Encontro da Páscoa –Servas de Nossa Senhora de Fátima (Actividades da Família Andaluz Jovem) em Fátima, para mais de 16 anos,

 

Dia 12 de Março

Encontro da Páscoa –Servas de Nossa Senhora de Fátima (Actividades da Família Andaluz Jovem) em Fátima, para mais de 16 anos,

 

Dia 15 de Março

Terça.com…namorados - Encontro Vocacional Diocesano na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, 21h30

 

Dia 19-20 de Março

Retiro de Adolescentes – Irmãs Divino Mestre, em Camarate

 

Dia 22 de Março

Terça.com…a Palavra - Encontro Vocacional Diocesano na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, 21h30

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