O ano de 2011 começou com a repetição das dramáticas experiências de ódio e discriminação que os cristãos vivem em muitas partes do mundo e que Bento XVI tinha destacado na sua Mensagem para o Dia Mundial da Paz.
Neste documento, Bento XVI dedica dois pontos à situação dos cristãos perseguidos e denuncia, particularmente, a situação difícil dos cristãos em várias partes do mundo, assim como a “hostilidade encoberta” nas sociedades ocidentais.
O Santo Padre lembra que, “nalgumas regiões do mundo, não é possível professar e exprimir livremente a própria religião sem pôr em risco a vida e a liberdade pessoal […] De modo particular na Ásia e em África, as principais vítimas são os membros das minorias religiosas, a quem é impedido de professar livremente a própria religião ou mudar para outra, através da intimidação e da violação dos direitos, das liberdades fundamentais e dos bens essenciais, chegando até à privação da liberdade pessoal ou da própria vida”.
Os números publicados pela Fides, agência do Vaticano para o mundo missionário, comprovam a preocupação do Papa: 23 agentes pastorais foram assassinados em 2010, com destaque para o continente americano, com 15 mortes.
A estes juntam-se as vítimas de ataques e atentados, como aquele que manchou de sangue o primeiro dia do novo ano, no Egipto matando 21 pessoas junto de uma igreja copta, na histórica cidade de Alexandria.
De acordo com o "Relatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo 2010", apresentado pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), no Egipto, durante os últimos trinta anos, foram assassinados cerca de 1.800 cristãos e houve cerca de 200 actos de vandalismo contra propriedades destas pessoas.
A temática da liberdade religiosa, particularmente dos cristãos perseguidos, configura-se como uma área de intervenção privilegiada da Fundação AIS, uma organização dependente da Santa Sé que nasceu precisamente na mesma altura em que as Nações Unidas estavam a elaborar a Declaração Universal dos Direitos do Homem.
Na origem da AIS esteve a intuição de um monge (Werenfried van Straaten) comovido com a miséria e o sofrimento das pessoas após a II Guerra Mundial. Aquilo que foi uma simples acção humanitária deu origem a um invulgar movimento de solidariedade que, actualmente, é uma das mais importantes instituições internacionais católicas a actuar junto das comunidades cristãs mais necessitadas, particularmente junto dos cristãos perseguidos por causa da sua fé.
Uma das principais características da AIS, e aquilo que a diferencia de todas as outras organizações de assistência, é precisamente o carisma e a capacidade de apoiar pastoralmente a Igreja Católica em qualquer parte do mundo onde ela seja perseguida ou esteja em necessidade.
Este apoio pastoral, que é muito mais do que uma simples e pontual ajuda material, assenta em três pilares essenciais: informar, orar, partilhar.
É extremamente importante informar as pessoas sobre a situação difícil das várias comunidades cristãs que não têm liberdade nem espaço para manifestarem publicamente a sua fé.
A Fundação AIS é a única organização da Igreja Católica que divulga periodicamente um Relatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo porque entende a importância e a urgência de denunciar todas as situações de discriminação, intolerância e perseguição com base na fé religiosa.
Estar informado é o ponto de partida para poder pensar, ter opinião e agir através da denúncia junto da opinião pública e dos detentores do poder, mas também através da oração e do apoio material concreto.
Neste sentido a Fundação AIS está a desenvolver sistematicamente um trabalho contínuo de recolha e divulgação de conteúdos importantes sobre a situação dos cristãos perseguidos, publicação de notícias e livros, entrevistas e testemunhos, organização de conferências e outras actividades.
A Fundação AIS valoriza de uma maneira muito particular a importância da oração e incentiva todas as pessoas a rezar pelos cristãos perseguidos. Já existe, de facto, uma grande corrente de oração e um subsídio sob forma de brochura distribuída gratuitamente intitulada “Sementes de Esperança - Oração em comunhão com a Igreja que sofre”.
A Igreja sofre e vive na sombra da cruz, mas a cruz é a força dos cristãos, por isso é necessário ter esperança e acreditar que a morte não tem a última palavra.
Por fim, a partilha de bens e a ajuda concreta faz parte do trabalho que a Fundação AIS desenvolve junto das comunidades cristãs mais necessitadas.
Periodicamente são lançadas campanhas de angariação de fundos que apelam à generosidade e solidariedade das pessoas de boa vontade para fazerem chegar os seus donativos e, deste modo, mitigar o sofrimento daqueles que são nossos irmãos na fé.
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Em nome destes milhares de irmãos, a Fundação AIS continua a contar com a ajuda de todas as pessoas de boa-vontade que queiram associar-se à defesa deste direito fundamental.
Contamos com as suas orações e ajuda concreta para os muitos projectos que apoiamos!
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Tony Neves
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Tony Neves
Há muito que o digo e não me canso de repetir: o Brasil dá cartas ao mundo sobre a forma como se pode e deve ver o tempo da Quaresma.
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