Na missa presidida na Patriarcal, por ocasião do aniversário da sua dedicação da Sé, a 25 de Outubro, o Patriarca de Lisboa lembrou que a “harmonia do visível e do invisível, da realidade humana e da acção da graça, é o segredo da nova evangelização”. Mas a visibilidade está na “na sua estrutura organizativa, na densidade da sua liturgia, no amor dos pobres, na presença dos cristãos no seio das diversas realidades humanas, onde semeiam a semente do Reino de Deus e são presença do amor-caridade, isto é, do amor com que Deus continua a amar o mundo, em Jesus Cristo”.
Para o Patriarca de Lisboa, essa visibilidade da Igreja está expressa na Catedral que como “Igreja-Mãe de uma diocese, porção do Povo de Deus confiada aos cuidados pastorais de um Bispo, congregada pelo Evangelho, fortalecida na Eucaristia, reunida na comunhão da caridade, enviada ao mundo a anunciar, essa Igreja particular pode perceber, na sua Catedral, o segredo do seu ser e da sua missão”.
É por isso, uma escola onde se aprende “a densidade da Palavra, sempre anunciada de novo para iluminar o presente, o dinamismo das comunidades cristãs que, reconhecendo no Bispo o seu pastor, sacramento de Cristo Bom-Pastor, aprendem a celebrar a Páscoa, descobrindo na Eucaristia a surpresa da redenção, a exigência da caridade, a urgência de partir em missão, tornando-se cada um, no meio do mundo, presença visível do invisível de Deus”.
Igreja apresentada como verdadeiro templo
O Cardeal-Patriarca expressa ainda outro dos sentimentos próprios do povo judeu: o templo de Salomão como refúgio dos homens na Jerusalém de Israel. Agora, no cristianismo, a os cristãos caminham para a Jerusalém celeste: “só a Igreja é, hoje, o verdadeiro templo, onde Deus habita no meio do seu Povo. A Catedral é o símbolo e o anúncio desse verdadeiro templo do Senhor, cuja solidez está alicerçada em Cristo, a pedra angular”. Assim, lembra a primeira carta de Pedro: “Aproximai-vos do Senhor, que é a pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus” (1Pet. 2,4). Refere, ainda, que Deus tinha-o anunciado através dos profetas: “Vou pôr em Sião uma pedra angular, escolhida e preciosa, e quem nela puser a sua confiança, não será confundido” (1Pet. 2,6).
Assim, para D. José Policarpo, “a Catedral, na sua visibilidade, anuncia a solidez e a firmeza da Igreja. Nela descobrimos que estamos seguros nas nossas lutas, sólidos no nosso caminho de santidade, protegidos nas nossas fraquezas e tentações, porque nós fazemos parte da Catedral”.
O alicerce da Igreja é Cristo “a santidade dos cristãos garante a solidez da Igreja, visível e humana, na fidelidade à sua vocação e missão”.
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Cardeal-Patriarca convoca Vigília pela Vida
O Cardeal-Patriarca de Lisboa convocou uma Vigília diocesana pela Vida, para o dia 27 de Novembro, no Mosteiro dos Jerónimos, pelas 21h30. Numa carta dirigida aos párocos e às comunidades do Patriarcado de Lisboa, D. José Policarpo explica que aceita o convite do Papa Bento XVI, que “iniciará o Advento com uma Vigília, por ele presidida, na Basílica de São Pedro, intitulada ‘Vigília pela Vida Nascente’”» e pede a todos os Bispos que o acompanhem da mesma forma nas suas dioceses.
Nesta Carta, o Cardeal-Patriarca refere-se às “agressões à vida, a esta busca da plenitude da vida, no nosso mundo contemporâneo” e salienta que “a Igreja está ao serviço da vida”, porque “ela acredita que toda a vida brota de Deus que Jesus Cristo é a sua plenitude humana e a fonte da força que nos permite lutar pela verdade da vida, em todas as suas expressões”.
Esta Vigília diocesana, para a qual o Cardeal-Patriarca convoca de modo particular as famílias, as mulheres grávidas e os jovens, visa ainda preparar a Jornada Mundial da Juventude, a realizar em Agosto do próximo ano em Madrid, o VI Encontro Mundial das Famílias, em Milão, em 2012, e a nível local será preparatório das ordenações que se realizam, na Igreja do Mosteiro dos Jerónimos no dia seguinte, 28 de Novembro.
Segundo D. José Policarpo, a Vigília diocesana pela Vida situa-se no dinamismo da Nova Evangelização, tema da Carta Pastoral apresentada recentemente.
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Universitários convidados a terem maior firmeza na fé
Maior firmeza na fé e nos valores cristãos. Este foi o convite que o Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, dirigiu aos estudantes universitários da cidade de Lisboa, apelando ainda a que não se deixem levar pelas interpretações e pelas “teorias que pululam”, bem como pelas “coisas porventura simpáticas” da actualidade.
Na já tradicional Missa das Universidades, na passada quinta-feira, 21 de Outubro, na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, o Patriarca de Lisboa falava aos cerca de 600 universitários. Referindo-se ao valor da Sagrada Escritura, D. José Policarpo acentuava que “a Palavra do Evangelho não é apenas mais uma. É uma palavra que vem do seio de Deus e antes de tentar discuti-la, compreendê-la e analisá-la ela pede que a acolhamos no interior do coração, porventura sem a perceber. E vós sabeis distinguir a diferença que há entre uma palavra de amor e um discurso”.
Na homilia, D. José Policarpo salientou, ainda, que ser cristão traz consequências, e uma dessas consequências aplicada aos jovens universitários é a de ser “enviado para os meio dos colegas, e professores, não com discursos mas dando testemunho na vossa vida de que o Senhor está connosco. E essa autenticidade do vosso testemunho é mais importante que todas as estruturas de pastoral universitária que consigamos inventar e montar”, afirmou.
A exemplo de outros anos nesta celebração eucarística promovida pela Pastoral Universitária da Cidade de Lisboa e que marca o inicio do ano académico, foram acolhidos os novos alunos da academia.
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