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Cartuxos: Uma vida feita de silêncio e contemplação
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Os monges cartuxos só saem das celas três vezes ao dia e vivem uma vida contemplativa, dedicada à oração, à leitura e ao trabalho. O único convento da Ordem Cartusiana em Portugal fica situado em Évora. Foi lá que, em 1960, sete cartuxos, entre eles um português, reiniciaram a vida ermítico-cenobítica de contemplação e trabalho.

Os Cartuxos constituem uma ordem milenar, fundada por São Bruno em 1084, que conta actualmente com cerca de 450 monges e monjas distribuídos por 24 casas espalhadas por três continentes.

Os monges cartuxos dedicam toda a sua vida à oração, empenhados na sua salvação pessoal e na de toda a humanidade. Só saem das celas três vezes ao dia e vivem uma vida contemplativa, dedicada à oração, à leitura e ao trabalho. A Ordem Cartusiana baseia-se sobretudo em três elementos: a solidão, a combinação de vida solitária e vida comunitária, e a liturgia cartusiana. Só deixam as celas para se dirigirem três vezes ao coro, para a Missa, de manhã, as Vésperas, à tarde, e as Matinas e Laudes, à meia-noite. Deitam-se às 20h30 até às 0h00. Depois rezam até às 3h00, seguindo-se mais três horas e meia de descanso. Às 6h30 levantam-se e rezam até à missa. Entre as 9h e as 17h, é o tempo de trabalho. Às 17h, rezam vésperas, e depois rezam nas celas até ao deitar. Uma tarde por semana saem a passear pelos campos, conversando entre si. No domingo rezam e almoçam juntos.

 

Presença em Portugal

Os Cartuxos regressaram a Évora há 50 anos. O regresso dos Cartuxos deve-se à acção de Vasco Maria Eugénio de Almeida, que herdara as ruínas de Santa Maria Scala Coeli. O desejo de restaurar o mosteiro de acordo com os preceitos da ordem cartusiana leva Vasco Maria Eugénio de Almeida a visitar algumas Cartuxas em Espanha.

A Cartuxa de Santa Maria Scala Coeli foi mandado construir por D. Teotónio de Bragança, arcebispo de Évora, em 1587, para acolher a comunidade religiosa de São Bruno. É considerado um património com valor histórico, arquitectónico, artístico e espiritual ímpar. O claustro do convento é o maior de Portugal, com um hectare, e é considerado o mais belo jardim da Ordem, por estar sempre verde.

 

 

Cinquentenário do restauro do Convento da Cartuxa de Évora

A Fundação Eugénio de Almeida e a comunidade cartusiana de Évora celebram este ano o cinquentenário do restauro do Convento da Cartuxa de Santa Maria Scala Coeli, com um programa integrado de iniciativas.

A exposição ‘Frei Miguel: Vida e Arte na Cartuxa’ ficará patente até 10 de Outubro, no Palácio da Inquisição. No dia 14 de Outubro, pelas 18h, também no Palácio da Inquisição, decorre a conferência ‘O Convento da Cartuxa de Santa Maria Scala Coeli: construção, reconstrução e manutenção de um espaço monástico’, por Elsa Caeiro. Após a conferência, será apresentado o livro ‘Meio Século de Vida Cartusiana no Convento da Cartuxa de Santa Maria Scala Coeli’, de Emanuel Matos Silva.

 

Fotos: Jornal «A Defesa» e www.chartreux.org

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