O Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, presidiu à Missa de Sufrágio pelos Patriarcas, Bispos, Padres e Diáconos defuntos da diocese, no final da manhã desta segunda-feira, dia 3 de novembro, na Igreja de São Vicente de Fora, em Lisboa, sublinhando que “vivemos em relação a eles uma autêntica ação de comunhão”.
A celebração, promovida pela Irmandade de São Pedro do Clero do Patriarcado de Lisboa, reuniu fiéis, sacerdote s e diáconos permanentes, e contou com a participação de um coro formado por alunos do Seminário Maior de Cristo Rei dos Olivais. Na homilia, o Patriarca sublinhou que a celebração dos fiéis defuntos é, antes de tudo, um ato de comunhão e de esperança: “Comemoramos os nossos caros defuntos dentro da celebração da Eucaristia. Quer dizer, a nossa celebração dos nossos caros defuntos é em Cristo. E por isso não é apenas uma homenagem, nem tão pouco uma mera lembrança ou recordação, mas vivemos em relação a eles uma autêntica ação de comunhão”.
Explicando que essa comunhão é possível “em Jesus”, D. Rui Valério destacou que a vida dos que partiram permanece em Deus. “Aqueles que nos precederam na fé e na vida não permanecem no esquecimento. (...) Eles vivem em Deus”, garantiu.
“Não somos feitos para os cemitérios”
O Patriarca de Lisboa centrou a sua mensagem na esperança cristã e na vitória de Cristo sobre a morte: “O grande testemunho que os nossos queridos defuntos nos dão é que no horizonte da nossa peregrinação terrena não existe um muro, nem tão pouco uma sepultura ou um cemitério, mas um alguém que nos espera. (...) Não somos feitos para os cemitérios, somos feitos para a Vida”.
D. Rui Valério acrescentou que esta certeza “radica na abertura do coração ao amor do Pai” e que, com Cristo, “venceremos todas as mortes — a do medo, do egoísmo, da indiferença, da inveja ou da superficialidade”.
Uma Igreja “ardente de missão”
Concluindo a homilia, o Patriarca de Lisboa evocou o Ano Jubilar dedicado à Esperança que a Igreja vive, convidando à redescoberta da vocação missionária do Patriarcado de Lisboa: “Neste ano jubilar, dedicado à esperança, a Igreja de Lisboa, na senda daqueles que hoje comemoramos, redescobre-se como uma Igreja ardente de missão e de anúncio”.
D. Rui Valério confiou este caminho à Virgem Maria e a São Vicente, pedindo que “a Igreja de Lisboa seja novamente reconhecida pela marca da missão evangelizadora”.
No final da Missa, a assembleia participou numa procissão, pelos claustros, até ao Panteão dos Patriarcas, onde teve lugar um breve momento de oração.
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