D. Alexandre Palma, Bispo Auxiliar de Lisboa, presidiu no Santuário de Fátima à Peregrinação Internacional Aniversária de Junho das Aparições, convidando os peregrinos a seguirem o exemplo de Maria e a percorrerem o caminho até Deus a partir da “estrada do coração”.
Na homilia da Missa na manhã deste dia 13 de junho, no recinto de oração, D. Alexandre Palma salientou: “Aqui trazemos o nosso coração, como em vasos de barro, para tudo confiarmos à Mãe do Céu”. Perante cerca de quatro mil peregrinos, o Bispo Auxiliar de Lisboa garantiu que “o mundo precisa desta sabedoria do coração” e identificou, depois, três traços de quem tem o coração transformado pela graça divina. O primeiro traço: “Saber bendizer. Um coração que bendiz é um coração bendito”, referiu, incentivando os peregrinos a escolherem bem-dizer e não o seu contrário. “Sejamos na Igreja e no mundo esse sal e essa luz de bênção”, exortou. O segundo traço: “Saber ver e saber escutar”. Neste sentido, D. Alexandre Palma destacou que um coração sábio “tem olhos, ouvidos, braços” e descreveu: “Olhos para ver o seu próximo e nele reconhecer um apelo do próprio Deus; ouvidos para escutar o que não pode imediatamente compreender; braços para cooperar com Deus na construção do seu Reino”. O terceiro traço: “Saber guardar tudo em si”. Tal como Maria, “que guardava todos os acontecimentos no seu coração”, o prelado lembrou os peregrinos que “só um coração assim nos permitirá unificar e harmonizar a própria história pessoal, que tantas vezes nos parece fragmentada em mil pedaços, mas na qual tudo pode adquirir sentido”. “Um coração sábio conhece a arte do discernimento, que pede atenção, paciência e, sobretudo, esperança”, disse o Bispo Auxiliar de Lisboa, salientando que é isso que Maria tem para dizer, no diálogo “coração a coração” que cada peregrino com Ela estabelece em Fátima. “Se hoje aqui trouxemos os nossos sonhos e medos, as nossas súplicas e ações de graça, então levemos connosco a firme vontade de na vida tudo bendizer, ver, escutar, guardar”, afirmou D. Alexandre Palma, concluindo dizendo que essa é a via para encontrar no coração de Maria, não apenas refúgio, mas também o mapa para o caminho até ao coração misericordioso de Deus. Visita de Deus No início da Peregrinação Internacional Aniversária de Junho das Aparições, na noite de dia 12 de junho, o Bispo Auxiliar de Lisboa apresentou a “visita de Deus” como encontro pessoal, inesperado e transformador. Na Cova da Iria, depois da recitação do Rosário, na Capelinha das Aparições, e da Procissão das Velas, que conduziu a Imagem de Nossa Senhora até ao altar do recinto de oração, decorreu a celebração da Palavra. “Qualquer que seja a nossa circunstância, a visita de Deus é sempre uma surpresa”, frisou D. Alexandre Palma, ao comparar o espanto que esta visita gera com aquele que Santa Isabel expressou, aquando da visita de Nossa Senhora. “Donde nos é dado que, aqui em Fátima, nos tenha visitado Nossa Senhora, para nos convocar a prosseguirmos numa caminhada de mais fé, mais esperança e num amor mais intenso? Deixemo-nos, pois, visitar por Deus. Estejamos, pois, atentos aos sinais da Sua presença”, exortou. No final da homilia, o prelado exortou a assembleia a assumir a sua condição de peregrina, levando Deus ao mundo. “É nessa estrada de Deus que a Páscoa nos alcança. É nessa estrada que crescemos como Igreja, porque aí nos reconhecemos povo visitado por Deus e a caminho para o definitivo do Seu Reino”, concluiu o Bispo Auxiliar de Lisboa.![]() |
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