O Patriarca de Lisboa visitou, na tarde de quinta-feira, dia 10 de abril, a Casa de Saúde da Idanha, em Belas, Sintra, num gesto de proximidade e reconhecimento pelo trabalho das Irmãs Hospitaleiras, que há 130 anos cuidam dos mais frágeis em Portugal.
À chegada, D. Rui Valério foi recebido pela Irmã Fernanda Tavares, superiora da comunidade religiosa, pelo diretor gerente, José Manuel Eusébio, e pelo diretor clínico, Pedro Moradias, junto à estátua de São Bento Menni, fundador da congregação das Irmãs Hospitaleiras. Ainda na receção, teve lugar uma calorosa saudação por parte de alguns utentes e vários colaboradores da instituição. A visita A primeira parte da visita consistiu numa contextualização da instituição e dos seus valores, com especial enfoque na Casa de Saúde da Idanha. O Patriarca considerou louvável o trabalho ali prestado, sublinhando a importância da humanização dos cuidados de saúde, quer através da personalização da assistência aos utentes, como também, e essencialmente, através do toque: essa componente física que nos transporta para a realidade espiritual e para o seu misterioso efeito na cura dos enfermos. O diretor gerente e o diretor clínico chamaram à atenção para os principais desafios da saúde mental, tendo sublinhado, com pesar, a barreira que o estigma social representa nesta matéria. A visita prosseguiu com a passagem por várias unidades, entre elas a Unidade de Reabilitação e a de Cuidados Paliativos. Foi nesta última que D. Rui Valério teve a oportunidade de conversar com um jovem cabo-verdiano de 21 anos, que, estando às portas da morte, recebeu o Batismo nessa manhã. Passando ainda pela unidade de Demência, o Patriarca interagiu com algumas tecnologias de terapia inovadoras, como a foca Amália, um pequeno robô utilizado por pessoas com dificuldades interrelacionais. No final da tarde, juntaram-se na capela utentes e colaboradores para participar na Missa, presidida pelo Patriarca. Na homilia, D. Rui Valério falou sobre a fonte da esperança no sofrimento. Relatando a sua experiência de internamento hospitalar, quando ainda era uma criança, destacou que “à medida que a esperança na ciência diminuía, crescia a minha fé em Deus”. Perante a solidão e a dor, diz o Patriarca, “a minha força foi a fé e a oração”. Assim, diante desta assembleia de doentes e cuidadores, apelou a que se mantivessem fieis à oração; que se acolhessem no coração maternal de Nossa Senhora, Ela que “sabe aquilo que necessitas, a cada momento” e que, como nossa Mãe, “aproxima-nos sempre do Pai, leva-nos sempre a Jesus”. No final da celebração, a comunidade hospitaleira ofereceu ao Patriarca uma pequena recordação, composta por um terço (símbolo da oração), uma casa (símbolo da hospitalidade), um caderno e uma placa comemorativa dos 130 anos da instituição em Portugal. A instituição A Congregação das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus está a responsável pelo Instituto das Irmãs Hospitaleiras, uma IPSS que, em conjunto com a ‘instituição irmã’, dos Irmãos São João de Deus, representam 80% dos cuidados de saúde psiquiátrica a nível nacional. Têm ainda outras áreas de especialização, nomeadamente a reabilitação e os cuidados paliativos. A congregação foi fundada em 1881, em Madrid, por São Bento Menni, um discípulo de São João de Deus. Nos dias correntes, atua em 25 países espalhados por 4 continentes. A obra hospitaleira em Portugal data o ano de 1894. Atualmente, são 12 as Unidades de Saúde Hospitaleira, espalhadas por todo o território continental e insular. A Casa de Saúde da Idanha conta com 510 camas de internamento. Em 2024, 856 pessoas foram assistidas em internamento, 1437 em ambulatório e 311 em intervenção comunitária.![]() |
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