O Patriarca de Lisboa celebrou a Eucaristia com a Comunidade Angolana de Lisboa, na tarde deste Domingo, dia 2 de março. Na Igreja de Santa Maria Madalena, na Baixa, D. Rui Valério convidou à conversão e a colocar Cristo “no centro da tua vida e do teu coração”.
“Se verdadeiramente o propósito da minha vida é que aconteça e ocorra uma mudança e uma transformação, eu tenho que reconhecer que necessito de ser convertido. Eu tenho que reconhecer que preciso de ser transformado. Eu tenho que reconhecer que, afinal de contas, esta árvore que dá bons frutos também sou eu. Eu reconheço e aceito, na força do Espírito Santo. Se não houver este primeiro passo, todos os outros quase que já não têm razão de ser. Porque, depois, vem o segundo passo e este é que é decisivo, verdadeiramente: Nosso Senhor, Jesus Cristo, é que nos dá a vitória. A vitória sobre o quê? A vitória sobre o mal, a vitória sobre nós. Na vida, seremos arautos de quem é capaz de vencer o mal, o egoísmo, o ódio, aquele espírito de vingança, a superficialidade espiritual. Nós seremos vencedores se estivermos em Jesus”, assegurou o Patriarca, na sua homilia. Neste sentido, neste encontro da comunidade da “querida e amada nação, nossa irmã, Angola”, D. Rui Valério convidou a permanecer “firme e inabalável em Cristo”. “Conta com Cristo, coloca-O no centro da tua vida e do teu coração, e a Ele entrega-te, dedica-te totalmente. O Senhor tem que fazer parte da tua vida, tem que fazer parte do teu dia a dia. Pergunto-te: tens disponibilidade, no coração, para O aceitar?”, questionou. “Jesus conta connosco” Na presença do pároco de Santa Maria Madalena, Padre Mário Rui Leal Pedras, e do superior provincial dos Missionários Monfortinos, Padre Carlos Miguel José Vieira, mas também da Embaixadora de Angola em Portugal, da Cônsul de Angola em Lisboa e de um membro do Conselho da República, o Patriarca de Lisboa alertou ainda para as “traves da vida”. “Quando a trave está na tua vida, esta trave tem nomes: é o orgulho; esta trave tem nomes: é a ânsia do ter; esta trave tem nomes: é aquela superficialidade na vida – e eu repito superficialidade espiritual; esta trave tem nomes: é aquela incapacidade de reconhecer o outro na sua dignidade, é uma cegueira. É uma trave tão dolorosa que não nos permite ver nada. A única coisa que vislumbramos, quando essa trave nos bloqueia a visão, é o nosso ‘euzinho’, o ‘eu’, o ‘mim’, o ‘comigo’, o ‘para mim’. É uma trave terrível, porque significa que nos isola, significa que rompe toda a relação de comunhão com os outros, significa que é o contrário de toda a fraternidade”, observou D. Rui Valério, convidando depois a “plasmar o nosso coração à imagem do coração de Jesus Cristo”. “Nesta tarde e neste dia maravilhoso, se o Senhor nos falou como falou sabem porque é? É porque acredita na gente, é porque quer contar com a nossa colaboração. Jesus pode ou não pode contar connosco para que o mundo seja melhor? Pode! Vamos-Lhe agradecer e vamos-Lhe colocar nas mãos o nosso destino, o destino dos nossos povos, o destino do mundo”, terminou. “Obrigado, de coração” Antes da bênção final, o Patriarca de Lisboa agradeceu o testemunho da Comunidade Angolana de Lisboa. “Para nós, pastores, e concretamente para o Patriarca de Lisboa, é reconfortante saber que, no contexto desta nossa Igreja local, está presente, tão ativamente, uma comunidade que, precisamente em fidelidade ao Evangelho de Jesus, mas também à sua cultura, ao seu modo e jeito de celebrar e de viver a fé, é um tesouro precioso de enriquecimento para o nosso Patriarcado. Lisboa, como sabeis, tem uma vocação – e foi bem sublinhado, seja pelo Papa Francisco há dois anos atrás, seja pelo Papa Bento XVI e também pelo Papa São João Paulo II – de abertura ao mundo. Os Papas, aliás, têm feito referência ao facto de que Lisboa é banhada pelo Tejo e o Tejo abre-se ao Oceano e o Oceano leva-nos a paragens como Angola. Quando nós verificamos e sentimos que esta abertura, que esta amizade, que esta comunhão, que esta fraternidade não são apenas palavras poéticas, mas que acontecem realmente, nós só temos que dizer ‘obrigado’. Obrigado pelo quadro maravilhoso, obrigado pela dádiva do vosso testemunho. Lisboa, Portugal, podem contar e contam efetivamente com o vosso testemunho, com a vossa fidelidade, com a vossa forma bela, alegre, pujante de celebrar as Eucaristias e também de viver o Evangelho. Que Deus vos abençoe e continuamos, caras irmãs e irmãos, nesta comunhão, porque é a partir desta comunhão entre nós que estamos em comunhão com Deus e com Cristo, que vamos ser construtores de comunhão no mundo, de paz no mundo. Obrigado, de coração”, referiu D. Rui Valério, no final da Missa com Comunidade Angola de Lisboa, na Igreja da Madalena, na Baixa lisboeta.![]() |
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