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Clero de Lisboa agradece a missão de serviço de D. Joaquim Mendes
“É o Patriarcado e a Igreja que verdadeiramente lhe oferece um imenso e infinito obrigado”
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O clero de Lisboa esteve reunido na tarde desta sexta-feira, dia 31 de janeiro, no Seminário dos Olivais, para a festa de agradecimento a D. Joaquim Mendes, Bispo Emérito Auxiliar de Lisboa. Na Missa, o Patriarca de Lisboa destacou que foi “por amor” que o prelado serviu a diocese.

“A vida de Pastor de D. Joaquim encontra no amor a sua razão de ser, a sua espinha dorsal, o seu ADN, do que foi e do que fez, do que disse e do que pensou, do que agiu e realizou. Na vida deste irmão Pastor nós encontramos, verdadeiramente, essa resposta, esse esclarecimento, essa hermenêutica: por amor. O amor que o D. Joaquim recebeu pela sua condição de filho de Deus pelo batismo, como diz São Paulo, mas que, ao longo da sua vida, e desde tenra idade, como sabemos, esse amor foi cultivado muito na senda e sob a inspiração e iluminação de São João Bosco, um pedagogo, um homem que, no seu tempo, atraía jovens e menos jovens”, salientou D. Rui Valério, referindo-se ao seu antigo Bispo Auxiliar, que pertence à Congregação da Sociedade Salesiana de São Francisco de Sales, nome oficial dos Salesianos de Dom Bosco.

No oratório do Seminário Maior de Cristo Rei dos Olivais, o Patriarca sublinhou depois o que considera “a alma” da “presença e da memória” que D. Joaquim Mendes deixa na diocese: “Ele era pai. Próximo, disponível, atento, mas sobretudo – e é por experiência que falo – sem jamais regatear esforços, horas, quilómetros, soma de atividades que preenchiam o quotidiano da sua agenda. Quando se ama, o coração, e o próprio ser na sua integralidade, vive esta disponibilidade total, de forma incondicional”.

 

Colaborador de três Patriarcas

Perante mais de 100 sacerdotes e diversos diáconos permanentes, além dos seminaristas desta casa de formação, D. Rui Valério frisou ainda como, “pelos gestos das palavras e da atuação”, mas “sobretudo pela presença” do agora Bispo Emérito Auxiliar de Lisboa, a “Igreja de Lisboa vai-se edificando no caminho para a santidade”.

“Durante, pelo menos, três Patriarcas, o Senhor D. Joaquim deu a sua colaboração. Durante um ano, nós partilhámos o serviço ao Patriarcado de Lisboa e, portanto, basta dizer isto: chego, conhecendo parcialmente a grandiosidade deste dom, que é o Patriarcado de Lisboa, seja na sua vertente territorial, terras que eu ouvia falar, nomes que eram todos ouvidos e escutados pela primeira vez, projetos, ações e, portanto, durante um ano, ao mesmo tempo que se servia o Patriarcado, as comunidades cristãs, abertas numa disponibilidade total e, creio, também que absoluta à vontade e ao crer de Deus, mas, como podeis compreender, foi o meu ‘mestre de noviciado’ praticamente, se posso dizer assim. E, por isso, dizer que lhe estou agradecido é pobre demais: é o Patriarcado e a Igreja, Senhor D. Joaquim, que verdadeiramente lhe oferece aqui um obrigado, imenso e infinito também, por este trabalho, além de todos os outros”, apontou.

A última palavra do Patriarca de Lisboa lembrou o “exemplo” e a “dedicação” do seu antigo Bispo Auxiliar, e o “desejo de santidade” da diocese. “O exemplo que nos tem dado, a todos, de uma dedicação verdadeiramente absoluta – às vezes, eu próprio até ficava um pouco preocupado, porque era de manhã à noite, sem jamais chegar a casa e dizer que estava cansado ou que isto já era demais. É verdadeiramente edificante, porque a santidade, caros irmãos, constrói-se assim. A santidade, que é um dom, mas um dom que é projeto, que é desafio, que é vocação, que é chamamento – e não falo aqui só da santidade de cada um, na sua personalidade individual –, a santidade é o grande desígnio que o Senhor tem para os nossos irmãos. E o maior conforto para um Pastor é contemplar e constatar como no povo, nas comunidades cristãs, existe desejo de santidade. E esta é uma marca da nossa diocese. E esta marca, este desejo, esta sede de Deus, esta fome de ser santos também foi construída, com discernimento, com presença, com testemunho, e para ela contribuiu de forma decisiva o Senhor D. Joaquim, a quem nós todos, pois, agradecemos. No obrigado ao Senhor, obrigado também a si, Senhor D. Joaquim”, terminou D. Rui Valério.

 

Serviço fiel e generoso

Em nome do presbitério, o Padre José Luís Costa agradeceu a D. Joaquim Mendes “o seu serviço fiel, generoso, à Igreja de Lisboa”. “Especialmente na missão pastoral, que tem desempenhado com tanta dedicação nestas quase duas décadas”, manifestou o sacerdote, que é pároco de Paço de Arcos e administrador paroquial de Laveiras-Caxias, além de vigário de Oeiras.

O Padre José Luís considerou depois que o antigo Bispo Auxiliar tem sido “um mestre que ensina com sabedoria, um Pastor que celebra com fé e um servo que governa com humildade, sempre próximo do seu povo, interpretando esta missão à moda do grande mestre de vida que foi D. Bosco, preparado para toda a boa obra e suportando tudo por amor”.

 

Comunhão

Após a intervenção do sacerdote, o Patriarca de Lisboa, em nome de todo o presbitério, ofereceu a D. Joaquim Mendes uma imagem de São Joaquim, entre os aplausos dos padres e diáconos que colaboram na diocese.

Após mostrar a imagem que recebeu, o Bispo Emérito Auxiliar de Lisboa deixou algumas palavras, sublinhando a importância da comunhão. “O meu primeiro agradecimento vai para Deus que me concedeu a graça do ministério episcopal e de servir, sempre em comunhão episcopal, esta bela diocese de Lisboa”, observou D. Joaquim Mendes, no seu agradecimento.

No final da Missa, o clero de Lisboa reuniu-se num lanche convívio.

 

 

Missa de agradecimento do clero de Lisboa a D. Joaquim Mendes

texto e fotos por Diogo Paiva Brandão
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