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Jubileu Episcopal (25 anos) de D. Manuel Clemente na Solenidade de São Vicente 2025
“Agradecemos pela sua longa e diligente missão de Pastor”
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A Missa na Solenidade de São Vicente, padroeiro principal do Patriarcado, ficou marcada pela celebração dos 25 anos de Ordenação Episcopal de D. Manuel Clemente, Patriarca Emérito de Lisboa.

Na Sé Patriarcal de Lisboa, no dia 22 de janeiro, o Núncio Apostólico em Portugal, D. Ivo Scapolo, leu uma carta do Papa Francisco dirigida a D. Manuel Clemente. “Estando a celebrar o Jubileu de prata da ordenação episcopal, agradecemos com sentimentos de caridade fraterna e de memória agradecida pela sua longa e diligente missão de Pastor”, escreveu o Santo Padre.

“Ao mesmo tempo que auguramos para ele tudo o que há de melhor, a ele e aos seus entes queridos concedemos com agrado a Nossa bênção, pedindo orações pelo Nosso ministério Petrino”, acrescenta a missiva do Papa.

A celebração foi presidida pelo Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, que, na homilia, destacou a missão de serviço do antecessor. “O seu ministério de pastor foi pautado pela abertura e diálogo entre fé e razão, entre Igreja e sociedade, lançando centelhas de esperança, na procura, alcançada, de iluminar e esculpir a cultura com os padrões do evangelho e da fé”, referiu.

Em Ano Jubilar, o Patriarca deixou ainda um convite à esperança: “Edificados pelo exemplo do Senhor D. Manuel, a nossa vocação é encher de esperança as vidas e os corações dos nossos irmãos. Que a Virgem Santíssima, como em Caná da Galileia, nos convidava a fazer tudo e o Jesus dissesse, hoje reedita esse apelo e Cristo envia-nos a dar, sem medo, as razões da nossa esperança”.

 

 

Testemunho no martírio

No final da celebração, o Cardeal D. Manuel Clemente recebeu, das mãos do Patriarca de Lisboa, uma imagem de São Vicente, do século XVIII, como agradecimento pelos anos de serviço e dedicação à diocese.

“O facto de a Ordenação Episcopal de D. Manuel ter ocorrido há 25 anos e, portanto, no 22 de janeiro, dia de São Vicente, significa bem até que ponto é que o exemplo, mas sobretudo aquele testemunho no martírio, na diaconia, de São Vicente que se representou para o Senhor D. Manuel Clemente. O Patriarcado de Lisboa, com gratidão, lhe quer então entregar, em jeito de obrigado, uma imagem do nosso querido e santo padroeiro, sabendo que nesta figura está o Patriarcado, está as intenções de todos os diocesanos, mas sobretudo está o carinho para consigo, Senhor D. Manuel”, salientou D. Rui Valério, antes de entregar a imagem e abraçar o seu antecessor.

 

“Servir mais e amar mais o povo de Deus e a todos”

D. Manuel Clemente, visivelmente emocionado, agradeceu o gesto e mostrou a todos os presentes a oferta que tinha acabado de receber. “A minha palavra só pode ser de agradecimento. Senhor Patriarca e a todos os meus irmãos, cardeal, arcebispos, bispos, padres, diáconos, irmãos leigos e, sem esquecer de nomear o Cabido, a que também pertenci, com muita honra, durante uma boa década, enfim, tantos irmãos e irmãs que aqui estão presentes, as autoridades camarárias também, com certeza, os seminaristas… nunca mais deixaria de detalhar, porque vos tenho a todos no coração”, garantiu.

O homenageado lembrou depois palavras do então Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, na homilia da sua Ordenação Episcopal, a 22 de janeiro de 2000. “Pensei muito, hoje e nestes dias, naquilo que disse o nosso saudoso Cardeal Policarpo na minha Ordenação [Episcopal], precisamente, na homilia da ordenação. Ele diz que o único poder que se recebe na Ordenação Episcopal é o de ainda servir mais e amar mais o povo de Deus e a todos. E sendo, para cada um, o sinal daquela consolação que, aludindo a São Paulo, como ouvimos, recebemos de Deus para consolar aqueles que precisam. E tudo isto nos faz – continuava o Cardeal Policarpo – verdadeiramente sacramentos de Cristo Bom Pastor. Obviamente que uma mensagem destas não se esquece e, de alguma maneira, durante estes 25 anos, aqui, no Porto, e outra vez aqui, esteve sempre presente na minha memória e no meu coração: ser sacramento do amor de Deus para aqueles e aquelas que fui encontrando pelo caminho ou que eu próprio fui procurar. E isto não por virtude minha, mas absolutamente por graça de Deus, e essa graça recebida na ordenação, e no caso a Ordenação Episcopal que há 25 anos aconteceu”, recordou.

O Patriarca Emérito de Lisboa terminou a sua breve intervenção deixando novamente palavras de agradecimento. “Por isso, vos agradeço a todos, com a vossa presença, aqui – sois tantos, mesmo numa noite que está chuvosa, que está fresca –, mas não quisestes deixar de vir e eu estou-vos muito grato por isso, porque, enfim, vós, eu, o Senhor Patriarca, somos uma Igreja viva, somos o Corpo de Cristo nesta bonita terra e é isso que faz de nós verdadeiramente discípulos do nosso padroeiro, São Vicente. Diácono quer dizer servidor e, até ao fim, como foi o caso dele, e até ao fim, como será o nosso caso de uma maneira que Deus quiser ou que Deus deixar. Para todos, muito e muito obrigado, muitas felicidades e cá continuamos a servir, porque a vida continua. Muito obrigado”, terminou D. Manuel Clemente.

Após a Missa na Sé Patriarcal, a festa do Jubileu Episcopal (25 anos) do Cardeal D. Manuel Clemente prosseguiu no Seminário Maior de Cristo Rei dos Olivais, em Lisboa, com um jantar com o clero. 

 

Jubileu Episcopal (25 anos) de D. Manuel Clemente na Solenidade de São Vicente 2025

texto e fotos por Diogo Paiva Brandão
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