A Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz 2025, ‘Perdoa-nos as nossas ofensas, concede-nos a tua Paz’, foi o tema de reflexão e aprofundamento que a Liga Operária Católica - Movimento de Trabalhadores Cristãos (LOC-MTC) da Diocese de Lisboa levou a cabo no primeiro Domingo do ano, a 5 de janeiro, na Basílica da Estrela, em Lisboa.
A Celebração da Paz iniciou com a oração do Jubileu 2025 e terminou com uma oração de intercessão pela Paz. A reflexão esteve a cargo de Ricardo Silveira, que trabalha na área dos seguros, é poeta, escritor e animador pastoral na paróquia da Póvoa de Santa Iria, onde colabora também num podcast semanal. “O Ricardo começou por fazer referência ao Jubileu 2025 que o Papa acabou de abrir e que nos convida a participar na nossa Diocese. Prosseguiu a reflexão a partir da Mensagem do Papa Francisco para este ano, destacando quatro desafios fundamentais: apelo à Paz; referência à dívida soberana e ecológica; inviolabilidade da vida humana; os migrantes e refugiados. Focou a importância da humanização dos locais de trabalho para todos. A Paz constrói-se. Não é ausência de conflito. A Paz é existência de justiça”, salienta um comunicado.
A nota lembra ainda que, “no que se refere à inviolabilidade da vida, o Papa pede aos países para acabarem com a pena de morte”. “Não podemos ter justiça se usamos a lei para matar alguém. O que fizeram os governantes católicos para que terminassem as guerras?”, questiona a LOC-MTC da Diocese de Lisboa, que convida ainda a “receber quem chega aos nossos países para trabalhar e para fugir das perseguições”. “Acolher quem foge da guerra é nossa obrigação. 95% das pessoas vêm à procura de uma vida melhor. Tal como na década de sessenta, no Estado Novo, os portugueses emigraram para França, Suíça, Espanha”, lembram.
“Há que combater as desigualdades de todos os tipos, a desinformação, a ausência de diálogo, o financiamento da indústria militar, pois se esse dinheiro fosse usado para combater a fome, como defende o Papa, o mundo estaria noutro grau de dignidade”, acrescentam.
A questão das dívidas soberanas “foi outro tópico apresentado e debatido”, bem como “o pedido de perdão das dívidas externas que carregam sobre os países mais pobres”.
Por fim, segundo refere o comunicado da LOC-MTC da Diocese de Lisboa, “a ênfase foi colocada na importância da não submissão da política ao económico, como se assiste por exemplo, nos mercados especuladores”. “Há que aprender com os erros cometidos no passado, para não se reproduzirem no futuro”, alertam.
A Celebração da Paz prosseguiu com um debate, “onde se analisaram as questões decorrentes da mensagem, chamando à atenção para os desafios que se nos colocam no tempo presente, no sentido de estarmos vigilantes, apoiarmo-nos na mensagem do Papa, que apela ao perdão, à vida digna, à justiça e à Paz”.
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