Lisboa |
Visita do Patriarca de Lisboa ao Colégio de S. Tomás
“Todos cabemos no coração de Jesus”
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O Patriarca de Lisboa visitou os dois polos do Colégio de S. Tomás: primeiro, o de Sete Rios (Pré-escolar e Primeiro ciclo) e, depois, o da Quinta das Conchas (do Pré-escolar ao Liceu). No contacto com os alunos e a comunidade escolar, D. Rui Valério partilhou a história da sua vocação, falou de santidade e oração e deixou votos de Santo e Feliz Natal.

Na manhã da passada quarta-feira, dia 4 de dezembro, o Patriarca de Lisboa chegou pelas 10h00 ao Colégio de S. Tomás em Sete Rios, o primeiro colégio da APECEF (Associação para a Educação, Cultura e Formação), fundado em 2003, hoje com 400 alunos dos 3 anos ao fim do Primeiro Ciclo. Após o canto de boas vindas pelos alunos e da breve saudação da reitora, Marta Moniz Pereira, decorreu a assembleia de perguntas dos alunos a D. Rui Valério.

 

Diálogo próximo e simples

Pelas 12h00, o Patriarca de Lisboa chegou ao Colégio de S. Tomás na Quinta das Conchas, atualmente com 1400 alunos dos 3 anos ao 12.º ano. Também neste polo, D. Rui Valério foi recebido com canto de boas vindas pelos alunos, a que se seguiu a breve saudação do reitor, Bruno Silva.

O Patriarca falou diretamente com as crianças e lembrou como o Menino Jesus “ama muito as crianças”. “Jesus tem um coração tão grande, tão grande que não há nenhuma pessoa que não caiba dentro dele. Todos cabemos no coração de Jesus”, garantiu. Neste diálogo com os alunos do 1.º ao 4.º ano, a primeira pergunta foi sobre como é o dia do Patriarca. Num estilo simples e próximo, D. Rui Valério partilhou como a sua vida é marcada por “diversas tarefas”. Perguntaram também o que é preciso para ser um bom Patriarca, com D. Rui a responder que “é preciso o mesmo para ser um bom pai, um bom professor, para ser bom em qualquer coisa: amar”. Outra das crianças perguntou porque o Papa Francisco o escolheu como Patriarca, com D. Rui Valério a dizer que também perguntou isso ao Papa, mas que ficou “sem resposta”.

Uma das crianças perguntou porque escolheu o lema ‘Nas tuas mãos’ (‘In manibus tuis’, com D. Rui a salientar que “foi o que Jesus rezou na cruz”. Outra criança pediu que ensinasse a rezar. O Patriarca referiu a oração que faz: a Liturgia das Horas. Além dessa oração, referiu como todos os dias procura fazer tempo de oração diante de Jesus no sacrário. Referiu que “a oração, mais que dizer orações, é quando o nosso coração sente o coração de Jesus”.

Outro menino perguntou como o Patriarca percebeu que era chamado a ser padre. D. Rui Valério referiu que percebeu isso quando “tinha 7 anos e frequentava a primária”. Recordou um acidente com fogo que teve na infância e como passou vários meses no hospital. Nessa experiência reconheceu como só em Jesus podia confiar: “só Jesus não falha”. Nessa experiência, tomou a decisão de “viver só para Jesus”.

Uma menina perguntou “porque o Patriarca é tão amigo de Jesus”, ao que D. Rui disse que “Jesus é tão nosso amigo que nos vai dando algumas certezas… uma delas é que Deus é Alguém em quem podemos confiar e nunca falta”. “Mesmo quando se tem a experiência de que algumas pessoas não gostam de nós… sabemos que Deus gosta sempre de nós”, apontou.

Outra menina perguntou quais as transformações que aconteceram na sua vida quando decidiu seguir o caminho de Jesus. O Patriarca contou então o seu percurso pessoal e como a ida para o noviciado foi importante, como tempo de aprofundamento e reflexão, referindo ainda que foi tudo “muito natural”. Uma outra menina perguntou como viveu os momentos difíceis, ao que D. Rui explicou que “foi com o terço”. “As ‘contas’, como se dizia antigamente, tornaram-se a grande companhia”, manifestou.

Um menino perguntou como pode ser santo. O Patriarca de Lisboa recordou “São Domingos Sávio, um discípulo de São João Bosco: alguém se aproximou e perguntou o que aquelas crianças fariam se soubessem que morreriam dentro de uma hora. Um disse que ia para a capela, outro que ia ter com os pais,… São Domingos disse que continuaria a jogar, porque tudo fazia com amor e em Deus. O segredo da santidade é o amor”, apontou, recordando ainda Carlo Acutis, que “fez muita coisa, mas sobretudo amou”. “É importante não ter outro sentimento além do amor por todos”, reforçou.

Um aluno perguntou qual o santo favorito de D. Rui Valério, que disse gostar muito de São João Paulo II, particularmente porque o viu pessoalmente. “Via-se que ele estava permanentemente em oração. Estava sempre em diálogo com Jesus”, destacou.

Após o almoço com reitores e diretores de ciclo dos vários colégios, decorrei a assembleia de perguntas dos professores, com o Patriarca de Lisboa a sublinhar que “cada escola é um laboratório da memória”. “A questão é que memória se cultiva num lugar como este. Antes de mais, a memória de um percurso que a civilização fez. Em cada disciplina acontece a consagração afirmativa da dignidade do ser humano”, manifestou.

Neste encontro com docentes, D. Rui Valério salientou ainda a “preocupação na formação de cidadãos que estejam preocupados em construir uma sociedade integral”.

foto por Patriarcado de Lisboa
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