Na celebração do 125.º aniversário da morte da Beata Maria Clara do Menino Jesus, o Bispo Auxiliar de Lisboa D. Joaquim Mendes convidou a “amar e servir nos irmãos pobres”, tal como fez a religiosa portuguesa beatificada em 2011, em Lisboa.
“A mensagem é clara: Jesus identifica-se com os pobres. O que fazemos a eles, fazemo-lo a Jesus. A Beata Maria Clara entendeu-a bem e encarnou-a na sua vida. A salvação ou a condenação eterna depende do amar ou não amar; do reconhecer ou não reconhecer Jesus nos «irmãos mais pequeninos», e servi-lo neles. No fim da vida somos julgados pelo amor, pelas obras do amor que fizemos ou deixamos de fazer. O julgamento será sobre o amor, não sobre os sentimentos, as boas intenções ou pios desejos, mas sobre as obras, sobre a compaixão que se fez proximidade e ajuda solícita, como fez a Beata Maria Clara”, salientou o prelado, na Missa que presidiu na Igreja Paroquial de São Miguel Arcanjo, em Queijas, na tarde do passado sábado, dia 30 de novembro. Aproximar de Cristo Na homilia da celebração que evocou a fundadora da CONFHIC (Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição), falecida a 1 de dezembro de 1899 , D. Joaquim Mendes sublinhou que as pessoas se aproximam “de Jesus” sempre que se aproximam “dos doentes, dos pobres, dos sofredores, dos prisioneiros, de quantos têm fome e sede de amor e de justiça”. “Aquele mendigo que estende a mão é Jesus; aquele doente que devo visitar é Jesus; esse preso é Jesus, aquele faminto é Jesus. Pensemos nisto! Ao aproximarmo-nos deles, aproximamo-nos de Cristo, e ao afastarmo-nos deles, afastamo-nos de Cristo”, garantiu. Neste sentido, reforçou o Bispo Auxiliar do Patriarcado, a “cada dia, estamos a decidir o nosso futuro”, observou. “O nosso futuro de salvação ou condenação eterna decide-se no nosso presente. No final da nossa vida seremos julgados sobre o nosso compromisso concreto de amar e servir Jesus nos nossos irmãos mais necessitados. Peçamos ao Senhor, por intercessão da Beata Maria Clara, o dom da fé para o reconhecer, amar e servir nos irmãos pobres e vigiemos para não cairmos na indiferença, de nos tornarmos insensíveis e surdos ao clamor dos pobres. Deixemo-nos iluminar pelo exemplo e testemunho que a Beata Maria Clara: «Fazer o bem, onde houver bem a fazer». E não falta onde o fazer!”, terminou D. Joaquim Mendes. Evocação e romagem A ‘Celebração do 125.º aniversário da Páscoa da Beata Maria Clara do Menino Jesus’, a 30 de novembro, teve início de manhã, na Casa Mãe da CONFHIC, em Linda a Pastora, com a Mensagem da Superiora Geral, Irmã Shirley Ninfa Fernandes, a evocação da Beata Maria Clara (com narrativa, música e dança clássica) e a romagem ao túmulo da Bem-aventurada Maria Clara. Música e palestra Ao final da manhã, na Igreja Paroquial de Nossa Senhora do Amparo, em Benfica, onde foi batizada a religiosa portuguesa com o nome de batismo Libânia do Carmo Galvão Mexia de Moura Telles e Albuquerque, teve lugar um momento musical e uma palestra de João Cesar das Neves, inspirada no lema da CONFHIC: ‘Lucere et Fovere, brilhar no bem a fazer e aquecer os necessitados de hoje, como a Beata Maria Clara’. Almoço e Missa O almoço de confraternização decorreu na Igreja Paroquial de São Miguel Arcanjo, em Queijas. A ‘Celebração do 125.º aniversário da Páscoa da Beata Maria Clara do Menino Jesus’ terminou então com a Eucaristia presidida por D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar de Lisboa.![]() |
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