O Sector da Catequese do Patriarcado de Lisboa lançou uma formação avançada para coordenadores paroquiais, promovendo uma nova mentalidade de proteção e cuidado em resposta à crise de abusos na Igreja. A ação visa capacitar os catequistas para garantir ambientes seguros e prevenir situações de risco nas paróquias.
O Sector da Catequese de Lisboa está a implementar um programa de proteção de menores e adultos vulneráveis, destacando a importância de formação avançada para os catequistas coordenadores paroquiais. A iniciativa, realizada em parceria com a Comissão Diocesana de Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis e o Projeto CUIDAR, visa garantir a segurança de crianças e adolescentes na catequese e promover uma cultura de prevenção dentro da comunidade eclesial. Segundo o Pe. Tiago Neto, diretor do Sector da Catequese de Lisboa, a criação desta formação responde à necessidade de “uma mentalidade nova, de cuidado e de proteção” dentro da Igreja. “A catequese pode ser a porta para uma mudança de mentalidade na Igreja e da Igreja alargar-se a toda a sociedade, uma sociedade que queremos mais protetora e livre de qualquer tipo de maus-tratos, violência ou abuso”, frisou o responsável. A primeira edição do curso, que envolveu 30 catequistas de 26 paróquias, focou-se na análise de sinais de abuso e formas de intervenção. Durante o último encontro, a 26 de outubro, na Paróquia de Alfragide, os participantes trabalharam com estudos de caso que ajudaram a consolidar o conhecimento adquirido. Sofia Marques, formadora representante do Projeto CUIDAR, destacou o impacto da formação e a importância da responsabilidade partilhada: “A missão da proteção e do cuidado é uma missão de todos… Contar com o grupo dos catequistas é de repente termos um conjunto de soldados empenhados nesta luta contra a violência.” Para ela, a formação capacita as paróquias a serem espaços de segurança e proximidade, sempre atentos ao cuidado e proteção. Após o curso, os catequistas são encarregados de disseminar essa nova mentalidade nas suas paróquias, sensibilizando colegas, párocos e toda a comunidade para a importância de práticas preventivas. Dora Costa, coordenadora da Paróquia de Almargem do Bispo, afirmou que o sucesso depende de uma mensagem clara e estruturada: “Penso que as portas se vão abrir mais facilmente… para eles sentirem essa segurança e tenham também esse sentido de sinalizar alguma situação que esteja menos bem.” Para muitos participantes, a formação revelou desafios significativos, especialmente na identificação e abordagem de casos suspeitos. Rita Rocha, catequista no Alto do Lumiar, explicou que a sensibilização entre catequistas facilita intervenções mais eficazes: “Às vezes é preciso estarmos sensibilizados para advertir outro catequista sobre alguma atitude menos correta.” A formação avançada será repetida em 2025, com inscrições previstas para fevereiro. Até lá, o percurso inicial de sensibilização para catequistas será reforçado com o tema “A comunidade cristã, lugar de cuidado e proteção”, introduzido no itinerário “Ser Catequista”.![]() |
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