Lisboa |
Patriarca de Lisboa preside à ‘Noite de todos os campos’
“A santidade não te torna menos humano”
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O Patriarca de Lisboa encontrou-se com centenas de jovens, na Igreja de São Domingos, na Baixa de Lisboa, na noite de dia 31 de outubro. Na ‘Noite de todos os campos’, D. Rui Valério fez um desafio à santidade. “Celebramos com alegria a «Noite de todos os campos». Reencontramo-nos, mas sobretudo com Jesus, para estar com Ele”, começou por referir o Patriarca, na homilia da Missa a que presidiu, às 22h00.

D. Rui Valério recordou palavras do Papa Francisco e deixou um convite à santidade. “Somos convidados a subir ao Monte como Jesus, como nos exorta o Papa: ‘Não tenhas medo de apontar para mais alto, de te deixares amar e libertar por Deus. Não tenhas medo de te deixares guiar pelo Espírito Santo’. A santidade não te torna menos humano, porque é o encontro da tua fragilidade com a força da graça. No fundo, como dizia León Bloy, na vida ‘existe apenas uma tristeza: a de não ser santo’”, garantiu.

Numa Igreja de São Domingos repleta de jovens, o Patriarca de Lisboa destacou ainda que “a bem-aventurança celebra a nova alegria da vida renovada em Cristo Ressuscitado” e, por isso, “é celebração da santidade”. “A ninguém vem atribuída uma bem-aventurança pelo que tem ou por ter feito alguma coisa, mas pelo que recebeu, por um dom recebido”, frisou.

Na celebração organizada pela Rede Campos de Férias Católicos, D. Rui Valério explicou ainda que “a santidade começa sempre com o convite evangélico: «Vai e vende tudo o que tens»”. “Sem esta avaliação preliminar do valor dos bens deste mundo não há liberdade, sabedoria e uma verdadeira experiência de fé. Começamos a procurar Deus quando nos distanciamos dos pequenos e feios senhores do presente; quando se deixa de olhar para as riquezas da terra, então tornamo-nos capazes de erguer os olhos para o céu. Não se entra no reino de Deus com uma mochila”, assegurou.

Neste sentido, reforçou, “importante no caminho para a santidade é o amor pela pessoa de Cristo”. “Não há tempo sem ‘mestres’. O homem não se basta em si mesmo, precisa ‘seguir’ alguém, mas ‘o melhor mestre é Jesus’. O terceiro fator comum aos santos é amar e servir a Cristo nos irmãos. Ele está presente nos irmãos e especialmente nos pobres. Amamos Jesus amando uns aos outros”, garantiu.

 

“Santidade mantém o mundo de pé”

Deixando o ambão e falando em pé, mais junto da juventude presente na celebração noturna, o Patriarca terminou a homilia assegurando que “a santidade é o que mantém o mundo de pé”, é “o lubrificante de um mecanismo espetacular” e é “a força restauradora diante das forças demolidoras”.

“A santidade não é uma conotação moral, mas o fruto da graça de Deus na pessoa humana e na Igreja. O santo é a obra-prima de Deus, a catedral de Deus. O Evangelho é fermento. Santidade é anormalidade. Há uma irracionalidade assustadora na santidade. Quem raciocina, no sentido estrito da palavra, nunca se tornará santo; mas sim um pedante, um incômodo. Os santos são obras-primas da graça de Deus”, salientou D. Rui Valério.

Após a Missa, a ‘Noite de todos os campos’ teve depois um tempo longo de adoração do Santíssimo Sacramento, até 8h00 da manhã, além de uma ceia e momentos de convívio entre os jovens.

fotos por Rede Campos de Férias Católicos
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