Oito organizações católicas lançaram um apelo conjunto no manifesto ‘O desafio do trabalho digno num mundo em mudança’, denunciando a precariedade e pobreza dos trabalhadores. Foi no final da conferência anual da Comissão Nacional Justiça e Paz, realizada neste sábado, dia 12 de outubro, no Centro Cultural Franciscano, em Lisboa.
O manifesto foi assinado pela ACR - Ação Católica Rural, ACEGE - Associação Cristã de Empresários e Gestores, Cáritas Portuguesa, CNJP - Comissão Nacional Justiça e Paz, Federação Solicitude, JOC - Juventude Operária Católica, LOC/MTC - Liga Operária Católica/Movimento dos Trabalhadores Cristãos e o Metanoia - Movimento Católico de Profissionais. Baseados nos “princípios que colhem da doutrina social da Igreja”, e “analisando a situação portuguesa atual”, as organizações subscritoras deste manifesto salientam: “Em Portugal persiste o fenómeno dos ‘working poor’ (trabalhadores com rendimentos que não lhes permitem superar a pobreza), persiste o trabalho ilegal e/ou clandestino, persistem, ainda, elevados índices de precariedade, e não desapareceu a necessidade de combater as desigualdades no trabalho entre homens e mulheres”. É ainda destacado que “a precariedade (num quadro de legalidade, ou não, com recurso frequente aos falsos “recibos verdes”) atinge hoje grande número de trabalhadores e de modo particular os jovens, o que em muito dificulta a realização dos seus projetos pessoais, como o de constituir família”, e que as “novas formas contratuais, como as relativas ao trabalho em plataformas digitais, acentuam essa precariedade e não protegem devidamente direitos laborais anteriormente consolidados”. Por outro lado, “impõe-se em muitas situações a redução e reorganização dos horários de trabalho, de modo a que estes não prejudiquem injustificadamente a vida familiar ou outras formas de realização pessoal para além da esfera laboral; nesse sentido, é de limitar o trabalho ao domingo”. O manifesto lembra ainda que “um dos melhores caminhos para efetivar a justiça social e o trabalho digno é o de aumentar os níveis de autorregulação por parte dos parceiros sociais, isto é, aumentar e promover o Diálogo Social, nomeadamente através da negociação coletiva”. “O caminho para uma sociedade mais justa só se alcança com melhor distribuição da riqueza, com melhores condições de trabalho que promovam a saúde e bem-estar dos trabalhadores, com formação profissional de qualidade e com o aumento da produtividade; por consequência, teremos empresas mais saudáveis e trabalhadores mais motivados”, termina o texto.![]() |
Tony Neves
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Tony Neves
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Tony Neves
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