Lisboa |
Bispo Auxiliar celebra os 550 anos da presença Franciscana no Convento do Varatojo
“Celebrar hoje a festa de São Francisco é renovar a consciência desta graça imensa que é sermos batizados”
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O Bispo Auxiliar de Lisboa D. Nuno Isidro presidiu à Missa no Convento do Varatojo, em Torres Vedras, por ocasião dos 550 anos da presença Franciscana no convento, destacando que “celebrar hoje a festa de São Francisco é renovar a consciência desta graça imensa que é sermos batizados”.

Presidindo à celebração em representação do Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, o prelado começou por referir que “a vida cristã vive daquilo que é o encontro pessoal com Cristo a cada momento”. “E ele acontece não por nossa vontade, não por nosso desejo, não por nossa ambição, não por aquilo que nós possamos pedir, mas acontece porque Jesus deu a vida por nós. Por isso, a nossa vida vive mergulhada no mistério Pascal de Cristo e penso que esse é um ensinamento que São Francisco, com toda a simplicidade, também nos dá. Se há alguma coisa em que nos possamos gloriar é sermos batizados e, por isso, vivermos esta consciência do compromisso da responsabilidade que é o nosso testemunho cristão, a nossa vida de fé”, sublinhou.

A Missa no final da tarde da passada sexta-feira, dia 4 de outubro, foi concelebrada pela comunidade Franciscana do Convento do Varatojo, bem como por D. António Montes Moreira, Bispo emérito de Bragança-Miranda e que pertence à Ordem dos Frades Menores. “Que a alegria da fé que nos move e aqui nos traz, que a alegria de conhecermos também o testemunho de São Francisco, e de tantos santos que seguiram o seu testemunho, nos comprometa e nos dê esta graça de nos entusiasmarmos por responder ao chamamento que Deus nos faz de vivermos o nosso batismo verdadeiramente como filhos de Deus, verdadeiramente como irmãos uns dos outros, verdadeiramente na presença de Jesus Cristo salvador”, referiu D. Nuno Isidro.

 

Testemunho do amor de Deus

Nesta celebração no Dia de São Francisco de Assis, o Bispo Auxiliar deixou ainda um convite a preparar “a Casa de Deus”. “Sabemos como o mundo padece, e a Igreja padece, porque há tanta gente que vive com indiferença esta graça de ser batizada. Esta graça de sermos filhos de Deus, esta graça de transportarmos em nós o amor de Deus uns pelos outros, esta graça de pertencermos a Cristo e por isso uns aos outros, esta graça de facto da fraternidade que nos une – esse também é o testemunho e a espiritualidade de São Francisco. De facto, conhecermo-nos verdadeiramente como irmãos. Somos chamados, à imagem de São Francisco, a sermos estes reconstrutores ou preparadores da Casa de Deus, da sua Igreja, este protagonismo que nos é dado como batizados de edificarmos a Igreja, de verdadeiramente nos relacionarmos de forma a construirmos a comunidade como testemunho do amor de Deus, que pode dar ao mundo aquele espanto de «vede como eles se amam». Esse é o caminho da construção da Casa de Deus, que São Francisco também nos testemunha e nos ajuda a viver”, garantiu.

“Celebrar hoje a festa de São Francisco é renovar a consciência desta graça imensa que é sermos batizados, que é sermos protagonistas, com Cristo, da nossa história no meio do mundo para levarmos e trazermos, uns aos outros, a salvação de Deus”, acrescentou D. Nuno Isidro.

 

Em comunhão com o Sínodo

No final da sua homilia, o Bispo Auxiliar de Lisboa lembrou o Sínodo sobre a Sinodalidade, que está a decorrer no Vaticano, neste mês de outubro. “A nossa comunhão viva com o Santo Padre e todos aqueles que participam no Sínodo dos Bispos, com os bispos, os padres e os leigos que lá estão, a fazer este trabalho essencial, também, na nossa vida de Igreja. A nossa comunhão com eles é aqui que começa, na Eucaristia, porque caminhamos juntos porque Jesus se faz Aquele que nos alimenta, que é o nosso guia, que é o centro da nossa vida, e por isso o ministério sinodal, que é a própria vida da Igreja, também reconhece nestes acontecimentos, no tempo presente, essa história de Deus connosco, essa história que Deus faz connosco, esse amor de Deus que se manifesta para a vida da Igreja, para a vida do mundo”, salientou D. Nuno Isidro.

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