Foram 34 os acólitos do Patriarcado de Lisboa, provenientes de sete paróquias, que participaram, de 28 de julho a 3 de agosto, na Peregrinação Internacional de Acólitos a Roma. Foi uma semana “verdadeiramente intensa” que, segundo o sacerdote responsável diocesano por esta pastoral, vai ajudar os acólitos a “reconhecerem que a Igreja é muito mais do que cada uma das suas paróquias”. Jovem de Lisboa cumprimentou o Papa Francisco.
“Faço uma avaliação muito, muito positiva, acima de tudo porque a nossa proposta não pretendia, de forma nenhuma, ser uma ‘proposta de agência de viagens’, ou seja, queríamos muito que o Serviço Diocesano de Acólitos, que a Diocese de Lisboa, estivesse presente neste momento de encontro internacional do Papa com milhares de acólitos de todo o mundo, ou de grande parte do mundo. Eram 50 mil e queríamos que esta experiência de uma semana de cruzamento de relações, de cruzamento de conhecimentos, de experiências fosse, de facto, uma marca importante”. É desta forma que o diretor do Serviço Diocesano de Acólitos, Padre Pedro Tavares, resume a participação da diocese na 13.ª Peregrinação Internacional de Acólitos a Roma (PIAR), que teve como tema ‘Contigo’ (Is 41, 10) e decorreu entre os dias 29 de julho e 2 de agosto. Participaram 34 acólitos da diocese, dos 12 aos 70 anos (apenas um com 70), mas “predominantemente jovens”, sendo dez raparigas. A comitiva de Lisboa tinha acólitos das paróquias do Cacém, Carcavelos, Benfica, Almargem do Bispo, Loures, Roliça e Bombarral e ficou alojada na Paróquia de São Caetano, em Roma. A nível internacional, participam 50 mil acólitos, de várias nacionalidades, entre os quais 300 portugueses. “Experiência verdadeiramente intensa” Para os acólitos do Patriarcado, a PIAR foi “importantíssima”, segundo o responsável diocesano. “Para muitos deles, foi a primeira vez que vieram a Roma, foi uma semana fora de casa, portanto há sempre aqui uma dimensão de aventura que não podemos deixar de esquecer e que foi muito interessante. Foi muito bom o Serviço Diocesano de Acólitos poder proporcionar a estes 35 participantes este encontro com o Papa – um deles pôde cumprimentar o Santo Padre –, a poderem estar, assim, na linha da frente à passagem do Papa, verem-no muito bem – alguns deles apenas o tinham visto na televisão –, portanto, para mim e para o serviço diocesano, alegra-nos muito saber que pudemos oferecer a estes crianças, a estes adolescentes e estes jovens uma experiência única que certamente marcará as suas vidas. De muitas coisas que eles poderão levar, certamente levarão esta certeza de que, neste ano de preparação para o Jubileu, de muito calor que se apanhou e de muitas igrejas que foram visitadas, encontraram o Papa, viveram uma semana verdadeiramente intensa de grupo e uma experiência verdadeiramente intensa a nível eclesial para reconhecerem que a Igreja é muito mais do que cada uma das suas paróquias”, concretiza o Padre Pedro Tavares. Um verdadeiro grupo Referindo que “a maior parte das pessoas não se conheciam”, este sacerdote sublinha como, “ao longo da semana”, foi “muito bonito perceber que não éramos apenas um grupo de paróquias”. “Fomos trabalhando esta dimensão, também com a ajuda da celebração da Missa e dos momentos que nós chamámos de ‘obrigatórios’ do programa, para que pudessem contribuir para este crescimento enquanto grupo”. Os grupos tiveram a possibilidade de fazer, também, em alguns momentos, um programa paralelo ao geral, chamados ‘programa opcional e livre’. “No entanto, foi tão bonito perceber que, ao longo da semana, maioritariamente, os grupos foram-se diluindo e, portanto, os acólitos da Roliça já estavam com os de Benfica, os do Cacém com os de Carcavelos, os de Loures com os restantes, etc… enfim, na maior parte das vezes diluiu-se esta identidade de grupo da paróquia e já éramos o grupo da Diocese de Lisboa que se dividia em dois, três, quatro ou cinco grupos que partiam para pontos diferentes da cidade para viverem experiências diferentes e para verem aquilo que mais lhes interessava”, salienta. “Procurámos, acima de tudo, visitar os lugares mais emblemáticos, com especial atenção à Missa em Santa Maria Maior, na Salus Populi Romani, portanto, na capela onde o Papa reza antes e depois de cada visita Apostólica, e também na Basílica de São Pedro, numa das capelas da cripta, onde tivemos a oportunidade de fazer a nossa profissão de fé, renovar a nossa profissão de fé. Foram dois momentos altos do nosso programa diocesano, para além de procurarmos participar na celebração diária, umas promovidas pelo CIM [Coetus Internationalis Ministrantium, que organizou a PIAR], outras pelo Serviço Nacional de Acólitos, que também foram momentos importantes”, acrescenta. “Sermos mais discípulos de Jesus e apaixonados por Ele” Sobre o encontro com o Papa Francisco, na Praça de São Pedro, na tarde de dia 30 de julho, o diretor do SDA sublinha, “acima de tudo, aquilo que o Papa nos deixou”. “O tema da peregrinação era ‘Contigo’, a partir de um versículo do profeta Isaías, e o Papa sublinhou esta dimensão. Através da liturgia, através da celebração, Jesus não é apenas uma ideia. Jesus não se faz apenas presente de forma intelectual e por palavras, mas está connosco a partir dos sinais sensíveis, a partir dos sacramentos, a partir dos próprios sinais que nós utilizamos para celebrar. Jesus torna-se verdadeiramente presente connosco e é a partir desta experiência em Jesus, pela liturgia, com estes sinais, que depois os acólitos são chamados, também eles, a serem sinal e a fazerem a experiência, diante dos outros e com os outros, de serem amados, de serem visitados, de serem encontrados, de serem escolhidos. Portanto, diria que a grande chave de leitura e a grande interrogação ou provocação que o Papa nos deixou é, de facto, deixarmos, cada um de nós, os acólitos, deixarmos que a liturgia que celebramos nas nossas comunidades, mais ou menos rica, seja esta experiência grande, verdadeira e profunda de um Deus que, por meio de gestos e palavras, nos ajuda, verdadeiramente, a sermos mais discípulos de Jesus e apaixonados por Ele”, salienta o Padre Pedro Tavares. Acólitos felizes João Pité, de 33 anos e da Paróquia de Carcavelos, foi um dos acólitos de Lisboa que participou na PIAR e teve a (inesperada) oportunidade de cumprimentar o Papa Francisco. “Esta peregrinação foi uma experiência única, inesquecível. Cumprimentar o Papa foi algo que não estava à espera, mas que me vai acompanhar para sempre”, garante este acólito. Tomás Gomes, da Paróquia da Roliça, de 12 anos, era o acólito mais novo da peregrinação de Lisboa a Roma. “Esta experiência nova foi boa porque conheci pessoas novas, diverti-me muito e gostei de conhecer o Papa, porque nunca o tinha visto pessoalmente, só na televisão”, refere.![]() |
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