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Formação | Encontro de encerramento do ano letivo 2023-2024
O “precioso serviço de formação apostólica” do IDFC
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Na Missa de encerramento do ano letivo 2023-2024 do Instituto Diocesano da Formação Cristã (IDFC), do Patriarcado de Lisboa, o Bispo Auxiliar de Lisboa, D. Joaquim Mendes, sublinhou o papel deste organismo e a importância do testemunho cristão.

“Falamos, ensinamos e escrevemos sobre Jesus; interessa-nos e ocupa-nos a vida da Igreja e as notícias sobre ela. Abrimos sites e jornais, e fazemos debates sobre religião, contudo Jesus procura testemunhas, que Lhe digam cada dia: «Senhor, Tu és a minha vida». Os Apóstolos, tendo encontrado Jesus e experimentado o seu perdão, testemunharam uma vida nova: não mais se pouparam, deram-se a si mesmos. Não se contentaram com meias medidas, mas adotaram a única medida possível para quem segue Jesus: a de um amor sem medida. Encontremos as nossas raízes na relação diária com Jesus e na força do seu perdão”, salientou o prelado, na homilia da celebração, na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, na cidade de Lisboa.

Segundo D. Joaquim Mendes, “antes de sermos mestres, sejamos testemunhas apaixonadas por Jesus, para que sejamos credíveis”. “Peço ao Senhor que o precioso serviço de formação apostólica que o Instituto de presta à diocese na dimensão da formação, da cultura, e da leitura crente da realidade seja sustentado por um grande amor a Cristo, como o amor de Pedro e a entrega de Paulo, de modo que seja e dê muito fruto no santo povo de Deus”, desejou.

A Missa no encontro de encerramento do ano letivo 2023-2024 da Escola de Leigos e da Formação a Distância – duas das instâncias formativas do IDFC – teve lugar no final da tarde do passado dia 28 de junho, sexta-feira. “Celebramos a Missa da Vigília de São Pedro e São Paulo, dois Apóstolos enamorados de Jesus, duas colunas da fé da Igreja, que continuam vivas, a falar-nos nas suas cartas, a fortalecer-nos na fé com o seu testemunho e a acompanhar-nos com a sua intercessão”, apontou D. Joaquim Mendes.

“Os apóstolos Pedro e Paulo, que hoje celebramos, aparecem aos nossos olhos como testemunhas que não se cansam de anunciar, viver em missão, em caminho, desde a terra de Jesus até Roma. E aqui levaram o seu testemunho até ao fim, dando a vida como mártires. Se formos às suas raízes descobrimo-los como testemunhas: testemunhas de vida, testemunhas de perdão, testemunhas de Jesus”, acrescentou.

 

Abrir o coração a Cristo

O Bispo Auxiliar do Patriarcado sublinhou depois que as vidas dos dois santos “não foram límpidas nem lineares”, que “Pedro fica pesaroso com as perguntas de Jesus” e “Paulo encandeado pelas suas palavras”, mas que “Jesus chamou-os pelo seu nome e mudou a sua vida e fiou-se deles, dois pecadores arrependidos”. “Poderíamos perguntar-nos: Porque é que o Senhor não nos deu duas testemunhas integras, com a ficha limpa, com a vida ilibada? Porquê Pedro, quando havia João? Porquê Paulo e não Barnabé? Porque o ponto de partida da vida cristã não está no facto de se ser dignos. Com aqueles que se julgam superiores aos outros, que se bastam a si próprios, com esses bem pouco pode fazer o Senhor. Ele ama-nos como somos e procura pessoas que, embora não sejam dignas, estão prontas a abrir-Lhe o coração”, respondeu, reforçando que os apóstolos Pedro e Paulo “compreenderam que a santidade está na humildade, no reconhecimento da própria fragilidade, que realiza grandes coisas em quem é humilde”.

“Só quando experimentamos o perdão de Deus é que renascemos verdadeiramente. Reencontramo-nos a nós mesmos no reconhecimento da nossa fragilidade, na confissão dos nossos pecados, no acolhimento do perdão do Senhor. Só a partir desta experiência é que nos poderemos tornar testemunhas do perdão do Senhor como eles. Perdoados, perdoamos”, observou.

 

“Fazer crescer o Reino de Deus”

No início da sua homilia, o Bispo Auxiliar de Lisboa tinha feito votos de que o trabalho do IDFC “dê frutos” nas comunidades cristãs. “Saúdo o Senhor Cónego Janela e os restantes membros da Direção do Instituto Diocesano da Formação Cristã, os colaboradores, benfeitores e leigos que o frequentam, dou graças a Deus convosco pelo ano que termina e peço ao Espírito Santo que fecunde, com a sua graça, o vosso trabalho, para que ele dê fruto nas nossas comunidades cristãs e no mundo, fazendo crescer o Reino de Deus”, desejou D. Joaquim Mendes.

No final da celebração, foram entregues os diplomas aos alunos que concluíram o 3.º ano do Triénio Bíblico-Teológico da Escola de Leigos do IDFC.

 

Sessão de encerramento

Depois da Missa, teve lugar o jantar de confraternização, no restaurante do complexo paroquial, após o qual se seguiu a sessão de encerramento do ano letivo 2023-2024, com a saudação do presidente da direção do IDFC, cónego António Janela, que termina o atual mandato (2021-2024).

Seguiu-se a apresentação do livro ‘Sinodalidade e as ressonâncias da Fratelli Tutti’ (Paulinas Editora), uma iniciativa solidária de alunos do IDFC, com a coordenação de Eugénio da Fonseca. “No contexto do Curso «Fratelli tutti e Laudato si’» − parte do Programa de Formação da Escola de Leigos do Patriarcado de Lisboa − surgiu a ideia de compilar uma série de comentários a excertos de cada um dos capítulos de Fratelli Tutti, redigidos por personalidades que se disponibilizaram a enriquecer, com a sua experiência pessoal e profissional, a leitura de tão decisivo documento do magistério do Papa Francisco: com pequenas reflexões que vão da política à economia, passando pela ecologia, este volume desafia-nos a perceber a dimensão universal do amor fraterno proposto pelo Papa Francisco. Os proventos obtidos com a venda deste livro destinam-se à aquisição de Bíblias para a missão de Menongue – Angola”, refere a sinopse.

texto por Diogo Paiva Brandão; fotos por Instituto Diocesano da Formação Cristã
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