Lisboa |
Santa Missa e bênção dos Pálios para os novos Arcebispos Metropolitas
Patriarca de Lisboa recebeu o Pálio e escutou o Papa a pedir “pastores zelosos”
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O Patriarca de Lisboa recebeu, na manhã deste sábado, dia 29 de junho, o Pálio de Metropolita das mãos do Papa Francisco. Na Basílica de São Pedro, D. Rui Valério e mais 41 Arcebispos Metropolitas escutaram um pedido especial do Santo Padre.

“Irmãos e irmãs, hoje os Arcebispos Metropolitas nomeados durante o último ano recebem o Pálio. Em comunhão com Pedro e seguindo o exemplo de Cristo, porta das ovelhas (cf.Jo 10, 7), são chamados a ser pastores zelosos, que abrem as portas do Evangelho e que, com o seu ministério, ajudam a construir uma Igreja e uma sociedade de portas abertas”, pediu o Papa, durante a sua homilia.

A Missa desta manhã no Vaticano foi celebrada na Solenidade dos Santos Pedro e Paulo, apóstolos. “Que os Santos Pedro e Paulo nos ajudem a abrir a porta da nossa vida ao Senhor Jesus, que eles intercedam por nós, pela cidade de Roma e pelo mundo inteiro”, terminou o Papa.

 

 

Portas abertas

Antes, Francisco tinha convidado a fixar “o nosso olhar nos dois Apóstolos, Pedro e Paulo: o pescador da Galileia que Jesus fez pescador de homens; o fariseu perseguidor da Igreja transformado pela Graça em evangelizador dos gentios”. “À luz da Palavra de Deus, deixemo-nos inspirar pelas suas histórias e pelo zelo apostólico que marcou o caminho das suas vidas. Ao encontrarem o Senhor, fizeram uma verdadeira experiência pascal: foram libertados e abriram-se diante deles as portas de uma vida nova”, lembrou.

O Papa lembrou ainda o Jubileu do ano 2025. “Irmãos e irmãs, nas vésperas do ano jubilar, detenhamo-nos precisamente na imagem da porta. Com efeito, o Jubileu será um tempo de graça no qual abriremos a Porta Santa, para que todos possam atravessar o limiar daquele santuário vivo que é Jesus e, n’Ele, experimentar o amor de Deus que revigora a esperança e renova a alegria. Também na história de Pedro e Paulo há portas que se abrem. Meditemos sobre isto”, frisou.

Neste sentido, e perante Arcebispos Metropolitas dos cinco continentes, Francisco pediu uma Igreja e cidades de portas abertas. “Olhando para os Santos Padroeiros desta cidade, somos também chamados a sonhar Roma como uma ‘cidade de portas abertas’. Nos séculos passados, foram construídas muitas portas juntamente com muralhas, em defesa de perigos e inimigos, mas hoje devemos cultivar o desejo de uma cidade que não precise de defesas, mas de portas que se abram à esperança, ao futuro, à harmonia, a um desenvolvimento integral que inclua todos. Sonhemos e construamos Roma – bem como qualquer outra cidade e sociedade – como um lugar de portas abertas; um lugar que não seja devorado pelo cimento e pelo trânsito, mas no qual os espaços sejam mais habitáveis e acessíveis a todos; um lugar acolhedor, onde todos se sintam em casa e ninguém seja excluído ou marginalizado; um lugar que favoreça o encontro entre as pessoas, a amizade social, a solidariedade desinteressada; um lugar que amplie o acesso à cultura, à arte, à beleza, um tesouro que somos chamados a redescobrir para dar alento à nossa vida”, convidou.

No final da celebração, o Patriarca de Lisboa foi o segundo Arcebispo a receber o Pálio de Metropolita das mãos do Papa. O Pálio vai ser imposto a D. Rui Valério pelo Núncio Apostólico, D. Ivo Scapolo, no Mosteiro dos Jerónimos, no dia 21 de julho, Domingo, às 16h00, no início da celebração da Ordenação Episcopal de D. Nuno Isidro e de D. Alexandre Palma, novos Bispos Auxiliares de Lisboa.

FOTOS: Vatican Media
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