Apaixonado pela música litúrgica e fascinado por órgãos de tubos, o diácono Pedro Miguel de Oliveira Araújo, proposto pela paróquia de Alverca, vais ser ordenado sacerdote no próximo Domingo, dia 23 de junho, às 16h00, nos Jerónimos. “Nosso Senhor atraiu-me sempre pela parte litúrgica e musical”, reconhece este futuro padre, desejando “mostrar que a felicidade da humanidade passa pela amizade com Jesus”.
O diácono Pedro Miguel de Oliveira Araújo tem também 25 anos – tal como o seu colega de curso, diácono Lourenço Abecasis de Carvalho – e pertence, desde que nasceu, à Paróquia de São Pedro de Alverca do Ribatejo, em particular à comunidade da Igreja dos Pastorinhos. “A Igreja de São Pedro é a igreja matriz, mas tinha pouco espaço e, em 2005, houve a dedicação da Igreja dos Pastorinhos, que veio satisfazer as necessidades da comunidade local. Foi aí que cresci na fé. Apesar de ser a paróquia de São Pedro, foi na Igreja dos Pastorinhos que conheci Jesus e que fiz os sacramentos da iniciação cristã”, conta. Filho único, Pedro nasceu em Vila Franca de Xira, sendo que a família paterna é do centro da cidade de Lamego e a família materna é de uma aldeia perto de Viseu. “Os meus pais conheceram-se em Alverca, mas atualmente vivem em Samora Correia, portanto Arquidiocese de Évora. Nasci no seio de uma família católica. Do lado paterno, marcado pelos Cursilhos de Cristandade, do lado materno, uma família tradicional católica, que rezava devotamente o terço diariamente. Lembro-me – e acho que aí Nosso Senhor começou a falar comigo – que os meus avós me iam buscar ao colégio e, a certa altura, rezávamos sempre o terço, às 18h30, antes do jantar. Isso foi um diário na minha vida, nos meus primeiros anos de creche e de escola, que foi moldando o meu coração a Jesus, nem que fosse pelas circunstâncias de, no dia a seguir, chegar ao colégio e dizer: ‘Eu estive a rezar o terço’. Portanto, a Pessoa de Jesus foi sempre uma pessoa familiar. Nasci com a familiaridade da Pessoa de Jesus na minha vida e na minha família”, partilha este jovem, que vai ser ordenado sacerdote no próximo Domingo, dia 23 de junho. Sempre subtil Os pais de Pedro pertenceram às Equipas de Nossa Senhora. “Se eu dizia que Jesus começou a ser familiar a partir de determinadas coisas quer dos avós, quer dos meus pais, também a equipa de casais dos meus pais foi muito importante e sobretudo o conselheiro, que era o padre Gil Ormonde Coelho, dehoniano, então pároco do Forte da Casa, e que foi sempre muito subtil na forma como me provocava. Nunca foi direto, mas foi sempre muito subtil, porque a certa altura eu dizia que queria ser padre. Como muita gente, também eu ‘brincava’ às Missas em pequeno. Fascinava-me ver um padre a fazer coisas no altar, a celebrar”, conta, recordando-se que “tinha então cerca de seis anos”. “Fazia as minhas Missas caseiras e sempre escondidas. Não queria ter assembleia”, acrescenta. O padre Gil, segundo recorda, “gravou na cabeça aquilo de eu querer ser padre” e, “também preocupado pelo futuro da Igreja que servia”, começou a “rezar este assunto”. “Até 2013, ano em que morreu a vir de Fátima, foi sempre muito subtil na forma e no acompanhamento que me ia fazendo, nas provocações que me ia dando. Lembro-me de ele me ter oferecido um kit de Missa e, na altura, eu nem sabia para que é que aquilo servia…”, assume. Paixão pela música litúrgica Aos 6 anos, aparece “outra paixão” na vida deste jovem: a música. Pedro Araújo começa então a estudar piano, numa escola local, tal como “vários tios e primos” seus já faziam. Depois, em 2008, em Alverca, foi formado o Pueri Cantorum, com pequenos cantores, que fazia parte da Federação Portuguesa de Pequenos Cantores e estava associado à federação internacional. “Neste coro, a minha paixão à música começou a ser purificada e filtrada para ser uma paixão à música litúrgica, sobretudo”, lembra. Anos mais tarde, em 2012, começa a ser “um bocado autodidata para o órgão e não para o piano”. “O órgão de tubos, a mim, fascinava-me, tal como a música litúrgica”, diz. O “dom para a música” que “Nosso Senhor” lhe “deu” levou a que, nesse ano, “fosse convidado a ir fazer o curso nacional de música sacra, em Fátima”. “A grande questão é que eu tinha 13 anos, o curso é para maiores de 18 e dura quatro anos: são 15 dias no verão, em agosto, em que temos as aulas intensivas, e depois, ao longo do ano, temos trabalhos e, a meio do ano, vamos a Fátima um fim-de-semana fazer provas e exames”, explica. O convite para este curso partiu da maestrina Paula Faria e de Tiago Oliveira, primo de Pedro, que eram, na altura, responsáveis do Pueri Cantorum. “Eles acharam que era bom propor-me a fazer esse curso e, lembro-me perfeitamente, levaram-me num Domingo, ao final da tarde, a Fátima, à Casa Carmo, para ir ter com o padre [António] Cartageno e com o padre Augusto Frade, que já partiu. Na altura, eles dois fizeram-me assim umas provas, pediram-me para tocar e ficaram muito interessados em mim. O padre Cartageno dizia: ‘Se eu te der esta melodia, como é que tu tocavas isto?’. Eu harmonizei e ele ficou mesmo muito entusiasmado e, a partir daquele dia, queria-me à força toda no curso. O padre Cartageno quase que me apadrinhou um bocadinho, porque eu era novo, na altura. Ele falou com os restantes professores, que estavam com receio devido à minha idade, mas em 2013 fui fazer o curso, em Fátima, e comecei os meus primeiros estudos musicais, sobretudo no órgão, na harmonia, teórica e prática, no estudo do órgão em si e também na parte litúrgica e na história da música”, recorda. Curso “importante e decisivo” Os quatro anos do curso nacional de música sacra, entre 2013 e 2017, foram “muito importantes e muito decisivos”. “A realidade é que eu tive sempre um percurso de catequese normal, a paixão da música também falava muito alto, e encontrei neste curso aquilo que mais gostava de fazer, que era a música e a música litúrgica, ligada ao mundo eclesial e à realidade da Igreja. Tinha lá grandes amigos, porque curiosamente foi dos cursos que teve mais gente nova, entre os 18, 19 e 20 anos, e isso facilitou muito a minha proximidade. Nosso Senhor sabe o que faz e tive também muitos colegas que estavam no seminário, tive outros colegas que estavam a ser ordenados padres; portanto, naqueles quatro anos, acompanhei muitos a chegarem ao final do seminário e a serem ordenados, e outros também a entrar no seminário. Nessa altura, eu queria dedicar-me à música, mas, ao mesmo tempo, tinha as provocações destes colegas a dizer ‘Pedro, já foste ao pré-seminário? Já foste ao seminário menor?’. E eu não queria ouvir falar disso…”, lembra, referindo que, nessa altura, “entrar no seminário não era questão”. “Ou era a música ou era a parte mais teórica da Ciência”, sublinha. Pedro assume, no entanto, que “era uma alegria” estar com os colegas de curso sacerdotes: “Eu via na cara deles uma alegria autêntica, um desejo de conhecer Jesus. Eles tinham uma grande vantagem: viviam alegremente e tinham a possibilidade de estar também envolvidos no mundo da música. A música não era anulada do seu serviço à Igreja, da sua entrega a Deus. Aí, Nosso Senhor foi começando a provocar-me, mas eu sempre disse que não. Até 2016, eu não queria ouvir falar do seminário, mas Nosso Senhor foi-me falando”. Este jovem, então com cerca de 18 anos, mantinha-se “muito ligado à fé” e “envolvido na paróquia”. “Já cantava nas Missas e, desde o início do curso, comecei também a tocar nas celebrações. A música ajudou-me imenso a crescer na fé e a conhecer a Pessoa de Jesus”, frisa. Nessa época, a paróquia de Alverca estava confiada à Fraternidade Sacerdotal dos Missionários de São Carlos Borromeu, com o carisma do movimento Comunhão e Libertação. “Como o meu grupo de amigos ia à Missa vespertina de sábado, que era a celebração mais ligada ao movimento, eu ia também a essa Missa, e depois, no Domingo, levantava-me cedo para ir servir, para cantar e tocar – até porque os meus pais iam à Missa de Domingo”, explica. Conforme ia avançando no movimento, Pedro ia “sendo provocado pelos padres da fraternidade”. “O que me impedia de avançar para o seminário é que eu achava que os que foram é porque não deu para mais nada… E em Alverca tive a possibilidade de encontrar padres italianos e espanhóis que não eram isso, eram o oposto. O padre Paolo di Gennaro – que vem à minha ordenação e vai-me impor a casula – era médico cirurgião, depois entrou na fraternidade, foi ordenado padre. A realidade era outra: no curso, em Fátima, eles estavam no seminário e continuavam a ter a paixão pela música; e os padres da fraternidade, tinham um currículo vastíssimo e deixaram a carreira para se entregarem a Jesus, vieram de longe e entregaram-se a nós, com uma alegria total… ou seja, a grande decisão e a grande questão foi eu sentir que alguém entregou a sua vida por mim. Portanto, o sacerdócio, essa prefiguração de Alguém que se entrega pelos outros. Eu sentia que estes padres se entregavam por mim, pela minha vida, se interessavam por mim. Estudávamos em conjunto, interessavam-se pelo meu estudo, pelas minhas ocupações do dia a dia. Isso, para mim, foi muito decisivo: este paralelo da música e de uma amizade com pessoas concretas, que me apresentavam Jesus como Alguém fascinante, que recompensava dar a vida. Foi mesmo bastante decisivo para a minha vocação”, declara. “Deus falou mais alto” Havia, então, que tomar decisões. “Eu sempre mantive uma vida de oração, mas, a certa altura, para tomar decisões, tinha que fazer as perguntas certas. Perguntei a Jesus: ‘O que é que Tu queres de mim?’. E a grande decisão chega no 11.º Ano, no liceu em Alverca. Estava cheio de dúvidas, quase numa crise – não de fé, mas de sentido para a minha vida. Não sabia mesmo… as notas baixaram, e aí foi muito decisivo e começo a levar a sério estas perguntas a Jesus. Falei com o padre Paolo e comecei a fazer um tempo de verificação com ele. Não tanto para o seminário, mas um tempo de direção espiritual. No fundo, tive um padre amigo que me ajudava e acompanhava”, recorda, dando o exemplo de como a vocação “é quase como aqueles desenhos das crianças”. “Temos os vários pontos e depois vamos unindo, unindo, unindo e, no fim, sai o desenho. No 11.º Ano, comecei a unir os vários pontos: Jesus meteu-se na minha vida através da minha família; depois o padre da equipa de casais dos meus pais que me ia dando umas luzes; depois a música; depois os vários sentimentos que tinha no meu grupo de amigos e na amizade sacerdotal que encontravam nos padres da Alverca… Fui unindo, unindo, unindo e, a certa altura, voltei-me para Jesus e perguntei-Lhe: ‘Será que me queres como padre?’. Parece que assim foi…”, relata. Quando acabou o curso de música em Fátima, Pedro continuou a estudar e fez equivalências para o Conservatório, em Alhandra, a fazer piano. Depois, no 12.º Ano, fez o curso livre de improvisação, na escola superior, mas Jesus Cristo “falou mais alto”. “Tive que me render e dizer aos meus pais que, se calhar, Nosso Senhor me chamava ao seminário. A reação deles ajudou-me bastante. Os meus pais diziam uma coisa muito bonita, que ainda hoje me dizem: ‘Os filhos não são deles, os filhos são de Deus, e Deus confia aos pais a geração e a educação’. Sendo filho único, claro que a minha mãe gostava de ter netos, o meu pai também, apesar de não se manifestar tanto, mas esse descanso dos meus pais, essa felicidade, tem sido uma grande ajuda”, reconhece. Os pais de Pedro Araújo, na altura, “colaboravam na Pastoral da Família do Patriarcado” e “conheciam muito bem o padre Rui Pedro” [Carvalho], então responsável diocesano por esta pastoral e que pertence à equipa formadora do Seminários dos Olivais, onde é diretor espiritual. “Vim ao seminário falar com o padre Rui Pedro, que me disse que o melhor era ir para o pré-seminário, para os Companheiros de São Paulo. Estávamos em novembro do meu 12.º Ano, portanto em 2016. Eram encontros mensais, que foram confirmando que era por aqui”, acentua. Anos de beleza, oração e encontro com Jesus Pedro entrou no Seminário de São José de Caparide, para o Ano Propedêutico, no dia 24 de setembro de 2017. “A minha grande dúvida era sempre se é possível a música, mas Nosso Senhor foi sempre bastante generoso. Quando entrei, o seminário pediu-me para continuar a estudar órgão – ainda que de forma livre, com aulas semanais, não tão académico – e a desenvolver a composição”. Nesta altura da entrevista, o diácono Lourenço Abecasis de Carvalho interrompe, entre sorrisos, e salienta que o cântico de entrada da Ordenação Sacerdotal de Domingo foi composto precisamente pelo diácono Pedro Araújo. O Ano Propedêutico, refere Pedro, foi “muito decisivo”. “Como dizia, sou filho único e entrei em Caparide e ganhei logo 21 irmãos! Foi desafiante no sentido em que tinha que aprender a viver em comunidade, com 21 pessoas de proveniências, como Aveiro, Portalegre-Castelo Branco, Funchal, Índia, São Tomé, etc., com muita diferença e, de facto, guardo também com estima a expressão de D. Manuel Clemente: ‘O Ano Propedêutico é a pessoa entrar no ritmo da Igreja’. Nós estamos ali, primeiro, para aprender a ser santos, a ter uma vida de oração regrada – a minha vida de oração nasceu e fundamentou-se nesse ano – e a caminhar ao ritmo da Igreja e a conhecer a realidade diocesana. Portanto, foi um ano muito bonito”, considera. Pedro conhecia “muitos seminaristas dos Olivais”, o que a juntar à sua “paixão pela música”, o fez querer ir para o Seminário Maior de Cristo-Rei dos Olivais. “Na parte litúrgica e musical, senti sempre Jesus aí. Ele atraiu-me sempre por aí”, reconhece. A entrada neste seminário “foi no dia 8 de setembro de 2018”. “Agora, estou a preparar-me para sair, mas foram quase seis anos de grande alegria, em que me senti verdadeiramente filho, com pais verdadeiros que olharam por mim, com irmãos concretos e autênticos. Nunca tive, assim, uma crise vocacional no tempo de seminário. Tive essa sorte, esse dom, essa graça que Nosso Senhor me deu, mas foram seis anos de muita beleza, de muita oração, de muito encontro com Jesus nas várias realidades que o seminário me foi confiando”, testemunha. Durante o tempo de seminário, os campos de férias católicos, em particular o Cravas, do Estoril, foram também “muito importantes” para este seminarista. “Comecei a experienciar como posso oferecer Jesus não só a malta da minha idade, mas também aos mais novos. Do 1º ao 5º Ano do seminário, fui animador e marcou-me também muito o testemunho do padre Bernardo [Trocado] e a forma como leva Cristo às camadas mais jovens e se relaciona com as famílias”, destaca. “A grande pastoral é a da realidade” O diácono Pedro Araújo fez pastoral em diversas paróquias: primeiro, na Ramada, nos 3.º e 4.º Anos do seminário, e foi “muito desafiante, em tempo de covid”. “É uma paróquia riquíssima, com imensa gente, mas cheguei e não havia ninguém… no segundo ano começámos aos poucos, mas as pessoas sempre muito a medo. Foram dois anos muito decisivos e foi muito importante viver esses dois anos com o testemunho do padre Rui Silva, que me ajudou e me ensinava o que é ser padre. Ou melhor, sem me querer ensinar, subjetivamente ia-me mostrando o que é ser padre. Aí começou uma grande amizade, que eu também guardo”, partilha. Nestes últimos dois anos, esteve primeiro na paróquia de Bucelas, que depois deixou a unidade pastoral com as paróquias de Santo Antão do Tojal, São Julião do Tojal e Fanhões. “Bucelas foi desafiante. Mudar da Ramada, que era cheia de gente, para um meio rural… mas aí percebi uma grande coisa: há muita pastoral do desejo, mas a grande pastoral é a da realidade. Percebi que nós podemos oferecer Jesus a partir de uma presença concreta, a partir do nosso ser e estar, da nossa escuta, da nossa amizade. Perceber que não é preciso fazer grandes coisas para as pessoas se poderem encontrar com Jesus. E a realidade é que este último ano, sobretudo em São Julião do Tojal, aconteceu a mesma coisa. De facto, o que nós podemos oferecer é uma amizade concreta, uma amizade que traduza que a amizade com Jesus é que pode ser a felicidade deles”, expõe. Transportando isso para as expectativas para o ministério, o futuro padre Pedro Araújo salienta querer “ser sinal de Jesus”. “Reconhecendo-me pecador, reconhecendo-me frágil, reconhecendo-me humano, tal como eu encontrei Jesus através de amizades concretas gostava muito de poder mostrar que a felicidade da humanidade passa pela amizade com Jesus. Gostava de oferecer àqueles que me forem confiados uma amizade com Jesus, porque encontrei nessa amizade com Jesus a fonte da felicidade, a fonte da alegria e a fonte do sentido para a vida”, deseja. Sempre ligado à música litúrgica? “Exatamente! Não sei o que é que me será pedido, mas tenho a expectativa de poder continuar o meu trabalho musical e de poder colaborar com a realidade musical do Patriarcado de Lisboa”, concluiu este futuro sacerdote diocesano. As Ordenações Sacerdotais no Patriarcado de Lisboa vão ter lugar no próximo Domingo, dia 23 de junho, às 16h00, na Igreja de Santa Maria de Belém, no Mosteiro dos Jerónimos, e vão ser presididas pelo Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério.![]() |
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