Lisboa |
Missa e Procissão de Santo António
“Abre-te totalmente a Santo António. Mostra-lhe o que vai no teu coração”
<<
1/
>>
Imagem
Video

O Patriarca de Lisboa apontou a universalidade de Santo António de Lisboa, convidando as centenas de pessoas que participaram na celebração da Eucaristia a dirigirem-se ao santo padroeiro com confiança, como o fizeram muitas pessoas desde aquelas que com ele se cruzaram neste mundo.

“Neste dia a ele consagrado e dedicado, que tenhas no teu coração a intensidade e o fervor daquela devoção, daquele apreço e daquele amor, para lhe apresentares o que verdadeiramente te preocupa, o que te aflige, o que te apoquenta. Abre-te totalmente a Santo António. Mostra-lhe o que vai no teu coração. Ele compreende-te, porque é santo, e um santo universal, que conhece a complexidade da nossa existência, conhece os dramas da nossa humanidade”, salientou D. Rui Valério, na homilia da Missa de Santo António, no final da manhã desta quinta-feira, dia 13 de junho.

Em seguida, sublinhou como a vida de Santo António foi totalmente dirigida pela ação do Espírito Santo: “O Espírito Santo era a grande figura que vivia no coração e na alma de Santo António e que transparecia em tudo o que ele era, em tudo o que fazia e em tudo o que dizia. Tanto que, facto interessante, que quando se cruzava na vida com Santo António e se estava com ele, que dizia o povo é como se tivéssemos encontrado o próprio Cristo, o Jesus em pessoa, porque era assim, e essa é a sua santidade; um homem, mas um homem repleto de Deus e que na força de Deus transformou vidas, curou doentes, saciou famintos e deu esperança a quem andava desesperado”.

 

Atualidade de Santo António

Na Igreja de Santo António à Sé, o Patriarca de Lisboa atualizou, depois, a mensagem da vida do santo para os dias atuais. “Por isso, permitam-me evocar o quanto a figura de Santo António é atual. Atual e necessária. A Lisboa de outrora, o mundo de outrora, tanto ou se calhar ainda um bocadinho menos do que de hoje, precisa deste profeta da esperança, deste peregrino do amor, exatamente para transformar o coração de todos nós. E partindo desta transformação, que só na Graça de Deus é possível realizar, nós, como Santo António, iremos transformar o mundo. Iremos transformar os campos de guerra, os campos de batalha, em planícies de esperança, em jardins floridos”, desejou.

Depois apontou, a partir das leituras proclamadas na celebração, três imagens que ilustram a vida de Santo António. Em primeiro lugar, a chuva: “Uma chuva que vem para refortalecer, para fazer renascer, as áridas planícies da Terra, como hoje faz, com o seu exemplo, com a sua palavra e com a sua intercessão, faz renascer as áridas planícies da alma e do coração do ser humano. Por isso, é necessário falar de Santo António”.

Em segundo lugar, o sal: “O sal faz sobressair, faz emergir o bom e doce paladar que cada um daqueles alimentos que ali estão possuem dentro de si. Sem sal, sabes que esse bom paladar que está contido em cada um daqueles produtos fica escondido, ocultado. Mas é o sal que o faz emergir”. Depois, continuou: “Também Santo António era assim e hoje nós somos convidados a ser assim. Esta responsabilidade para com o meu irmão, para que ele mostre e faça emergir aquilo que de maravilhoso e belo tem dentro de si. […] Então, é nossa responsabilidade que do mesmo modo que Santo António sabia, como sal, fazer emergir a bondade que uma alma transportava em si, hoje, não te esqueças, provoca esta reação onde vives: na tua família, no teu emprego, na escola. Com conhecidos e desconhecidos. Mas nunca te esqueças de ser sal e sentir como própria esta responsabilidade”.

A terceira imagem, a luz: “Vós sois luz do mundo e António foi uma maravilhosa e resplandecente luz, que nos mostrou o caminho, mas um caminho com um sentido. E o sentido desse caminho era o sentido de Deus para chegar aos irmãos. Era o sentido de Jesus Cristo para chegar aos mais pobres. Era o sentido do amor. Que quando o coração se escancara e se abre a Deus, então, torna-se capaz de amar a todos. Que quando a nossa palavra é uma palavra que diz Cristo, diz salvação e amor de Deus, é uma palavra que então é capaz de transformar todas as vidas. É capaz de acalentar esperança onde há desespero, luz onde há trevas, sê como António foi e como Jesus Cristo nos convida a ser, sê luz do mundo”.

Neste dia 13 de junho, o Patriarca de Lisboa concluiu a homilia da Missa na Festa de Santo António com uma certeza. “Só quando na vida nós abraçamos o ideal de sermos todos para Deus é que, então, encontramos alento de sermos verdadeiramente livres, livres daquela liberdade, que o Espírito Santo confere ao nosso coração”, garantiu D. Rui Valério.

Durante a tarde, o Patriarca de Lisboa presidiu à Procissão de Santo António pelas ruas de Alfama, acompanhada pelas imagens de São João da Praça, São Miguel, Santo Estêvão, São Vicente e São Tiago. Esta manifestação pública de fé teve início e final na Igreja de Santo António, passou pela Sé e percorreu as ruas e vielas do Bairro de Alfama.

fotos por Patriarcado de Lisboa e Manuel Carmo, membro dos Espiritanos
A OPINIÃO DE
Tony Neves
Em tempo forte de Quaresma, começo com uma confissão. Quando o Vaticano publicou as datas e locais...
ver [+]

Tony Neves
Há muito que o digo e não me canso de repetir: o Brasil dá cartas ao mundo sobre a forma como se pode e deve ver o tempo da Quaresma.
ver [+]

P. Gonçalo Portocarrero de Almada
“Aquela mulher tinha mais poder do que ele: (…) é razoável sentença que tenha tido mais poder aquela que mais amou.
ver [+]

Tony Neves
Leão  XIV escreveu a sua primeira mensagem da Quaresma como Papa. D. Pedro Fernandes escreveu também...
ver [+]

Visite a página online
do Patriarcado de Lisboa
EDIÇÕES ANTERIORES