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Jornada Mundial da Juventude
Patriarca anuncia um novo presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023
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O Patriarca de Lisboa anunciou o cónego Alexandre Palma como sucessor de D. Américo Aguiar na presidência da Fundação JMJ Lisboa 2023, funções que iniciará depois da atual direção cessar funções no final de junho.

O cónego Alexandre Palma vai ser nomeado presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023, iniciando funções a partir do próximo mês de julho. Segundo o Patriarca de Lisboa, o sacerdote, de 45 anos, aceitou a nomeação “com sentido de responsabilidade” e “com grande sentido de continuar na mesma senda que tem sido trilhada até aqui”. “Ou seja, a Fundação JMJ está orientada por um conjunto de estatutos que definem bem qual é a natureza específica da fundação, a sua missão e, portanto, qual o rumo que tem que seguir. O senhor padre Alexandre Palma abraçou este projeto com entusiasmo e será ele o sucessor de D. Américo”, anuncia D. Rui Valério. Tal como “está previsto nos estatutos” da Fundação JMJ Lisboa 2023, “cabe ao presidente constituir a sua equipa de direção”, como refere o Patriarca de Lisboa.

Nascido a 11 de agosto de 1978, o padre Alexandre Coutinho Lopes de Brito Palma foi ordenado presbítero a 2 de julho de 2006 e é prefeito do Seminário Maior de Cristo-Rei dos Olivais desde julho de 2012. Doutor em Teologia Dogmática pela Pontifícia Universidade Gregoriana, de Roma, é ainda vice-diretor e coordenador das Relações Internacionais e membro do Conselho Científico da Faculdade de Teologia, da Universidade Católica Portuguesa, e diretor e investigador do Centro de Investigação em Teologia e Estudos de Religião (CITER) da referida faculdade. No passado dia 12 de maio, foi instituído Cónego do Cabido da Sé Patriarcal de Lisboa.

O Patriarca de Lisboa quis ainda deixar um agradecimento ao presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023, D. Américo Aguiar, que vai cessar funções brevemente. “Somos infinitamente agradecidos pelo prestimoso e louvável trabalho que o presidente da fundação desempenhou ao longo destes sucessivos anos. A essa figura, a JMJ Lisboa 2023 deve muito do que foi, muito do que está a ser e muito do que será. O cardeal D. Américo Aguiar, atual Bispo de Setúbal, liderou este projeto no terreno, com grande competência, com grande abertura, com grande sentido colegial e, sobretudo, tendo em conta aquilo que eram os principais desafios e o caminho e o rumo a seguir”, enaltece D. Rui Valério.

 

Balanço

O Patriarca de Lisboa sintetiza em três palavras – comunhão, memória e gratidão – a visita ad limina que os Bispos de Portugal realizaram ao Vaticano, de 20 a 24 de maio. D. Rui Valério começa por destacar que toda a visita “foi um momento forte de comunhão”. “Estivemos com o Santo Padre em audiência, que, aliás, foi maravilhosa, foi extraordinária. Ao longo de toda a semana, o que desenvolvemos foi um contexto de aproximação mais integral com o que são as grandes orientações do Papa Francisco”, explica. “Na medida em que nós crescemos na comunhão com Roma, crescemos também na comunhão como Igreja local”, acrescenta.

A presença dos Bispos portugueses no Vaticano foi também ocasião de fazer “memória”. “Levávamos na bagagem acontecimentos que foram marcantes para a nossa Igreja de Lisboa e para a Igreja no contexto universal, do mundo. Falou-se de pandemia e dos seus efeitos, e também se falou da JMJ, que não foi só oito dias, foi um processo em que estivemos envolvidos dois, três anos e que mobilizou, amplamente, a nossa juventude e toda a Igreja de Lisboa, em todos os seus quadrantes e em todos os seus padrões. Foi um tempo de memória, uma memória viva, uma memória que nos dá consciência de que houve sementes que foram lançadas, sementes essas que estão a frutificar e estão a dar frutos”, considera o Patriarca.

D. Rui Valério salienta ainda que a visita ad limina foi um momento de “gratidão”. “Gratidão pelo que fizemos, gratidão pelo que somos, mas sobretudo gratidão por aquilo a que o Senhor, incessante e incansavelmente, nos solicita e nos pede para realizar. Neste contexto, emergiram duas palavras de atualidade – e, por isso, não as coloquei na memória –, que são sinodalidade e missão. Sinodalidade exatamente pelo que está em curso; e missão porque é essa a essência da Igreja. Estas dimensões da missão e da sinodalidade estão integradas na medida em que é o acontecer hoje, atual, ao vivo, daquilo que é a oferta do Evangelho”, sublinha. 

 

“JMJ continua a ser uma chama que arde”

Neste balanço da visita ad limina, o Patriarca de Lisboa destaca ainda que a JMJ Lisboa 2023 “acompanhou diariamente” os Bispos de Portugal, por ter “sido tão marcante” e por “mostrar o rumo para o futuro” da Igreja. “A sua presença nos nossos diálogos, nos nossos encontros, não teve tanto que ver com o que foi, com o que aconteceu. A Jornada continua a ser uma chama que arde, na medida em que ela nos continua a mostrar o rumo para o futuro. E esse rumo passa, necessariamente, por uma participação global de toda a Igreja, passa exatamente por esta consciencialização do primado da evangelização e passa, nomeadamente, por esta atenção aos jovens a partir dos jovens. Portanto, a JMJ esteve presente, foi sustentáculo das nossas reflexões, foi procura para encontrar referências para o caminho evangelizador e missionário que a Igreja – e concretamente a Igreja de Lisboa – quer continuar a trilhar”, frisa D. Rui Valério.

fotos por Agência Ecclesia, Duarte de Mourão Nunes e Vatican Media
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